Roche e Anvisa cancelam registro de Elevidys, medicamento para distrofia muscular de Duchenne

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Elevidys - Divulgação / Matheus Brasil / Ministério da Saúde Foto: Elevidys - Divulgação / Matheus Brasil / Ministério da Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a farmacêutica Roche anunciaram o cancelamento do registro do medicamento Elevidys, uma das terapias mais caras disponíveis globalmente. A decisão foi comunicada em 24 de agosto de 2026 e está fundamentada na ausência de dados que atendam plenamente aos padrões regulatórios exigidos pela autarquia. O Elevidys (delandistrogeno moxeparvoveque) é indicado para o tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD).

As razões por trás da suspensão do Elevidys

O motivo central para o cancelamento do registro do Elevidys, conforme informado pela Anvisa, reside na insuficiência de informações que cumpram os rigorosos critérios regulatórios do órgão. Este tipo de avaliação é crucial para garantir a segurança e a eficácia de medicamentos antes e durante sua comercialização no Brasil.

Monitoramento de pacientes que já receberam o tratamento

Mesmo com a suspensão do registro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária esclareceu que a medida não isenta a Roche de suas obrigações. A empresa deve continuar o acompanhamento dos pacientes que participaram de estudos clínicos e programas, incluindo brasileiros que receberam o Elevidys entre dezembro de 2024 e julho de 2025, garantindo o monitoramento contínuo da segurança e o envio das informações relevantes à Anvisa, de acordo com a legislação vigente.

Entenda a distrofia muscular de Duchenne

A distrofia muscular de Duchenne (DMD) é uma condição genética rara e progressiva que causa fraqueza muscular e perda gradual de função. A doença é provocada por uma alteração no gene DMD, que impede a produção de distrofina, uma proteína essencial para a integridade dos músculos. O Elevidys foi desenvolvido como uma terapia gênica para tentar corrigir essa deficiência.

Implicações do cancelamento para o tratamento no Brasil

Considerado um dos medicamentos mais dispendiosos do mundo, o cancelamento do registro do Elevidys levanta questões importantes sobre o acesso a tratamentos inovadores e de alto custo para doenças raras no Brasil. A decisão da Anvisa sublinha a prioridade da agência em assegurar que apenas terapias com dados robustos de segurança e eficácia sejam disponibilizadas à população.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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