Preço da conta de luz para quem tem energia solar: entenda o que muda com a queda dos custos globais

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Painel solar, energia solar

Painel solar, energia solar - gyn9038/ Istockphoto.com

A busca por fontes energéticas menos poluentes ganha força mundial com quedas expressivas nos custos de produção de solar, eólica e armazenamento em baterias. Dados da Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA) mostram que, entre 2010 e 2024, os gastos com essas tecnologias registraram reduções marcantes, tornando-as cada vez mais competitivas em relação às fontes fósseis.

A tecnologia solar fotovoltaica liderou o declínio, com queda de 87% nos custos de geração no período. A eólica terrestre registrou redução de 55%, enquanto o armazenamento em baterias teve o tombo mais acentuado: 93%. Esses números vêm do relatório “Renewable Power Generation Costs in 2024”, divulgado recentemente pela IRENA.

Queda nos custos impulsiona expansão global

O movimento de transição para energias limpas recebe apoio crescente de governos e do setor privado. A redução de custos ao longo das duas últimas décadas acelerou a adoção dessas fontes, especialmente em países com boa irradiação solar ou ventos consistentes. No Brasil, por exemplo, a eólica terrestre apresenta um dos menores custos nivelados de eletricidade (LCOE) do mundo, abaixo da média global.

Especialistas destacam que esses avanços não se limitam ao passado. A tendência de queda deve continuar. Projeções da IRENA indicam recuo adicional de cerca de 30% nos custos até 2030 e de quase 40% até 2035. Com isso, soluções híbridas de solar ou eólica combinadas com armazenamento podem entregar energia firme (disponível 24 horas) a preços mais baixos que novas usinas a carvão ou gás em diversas regiões.

O que isso significa para o consumidor final

Apesar da forte redução nos custos de geração, a conta de luz residencial continua influenciada por tarifas de transmissão, distribuição, impostos e outros componentes da cadeia. Quem instala sistemas solares em casa sente o benefício principalmente na compensação de energia gerada, mas o impacto total depende da regulação local e da estrutura tarifária de cada país ou concessionária.

Comparação com o cenário anterior

Em 2010, o custo nivelado da solar fotovoltaica superava em muito o das fontes fósseis mais baratas. Hoje, a solar se posiciona entre as opções mais econômicas para nova capacidade de geração. A combinação com baterias, que ficaram 93% mais baratas, permite superar a intermitência natural do sol e do vento, abrindo caminho para uma matriz mais estável e limpa.

Países como China, Índia e Brasil já colhem os frutos dessa maturidade tecnológica, com LCOEs competitivos que atraem investimentos e aceleram a descarbonização. A expectativa é que a continuidade dessa trajetória ajude a cumprir metas climáticas globais a um custo menor para a sociedade.

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