A Seleção Brasileira, após registrar uma vitória importante sobre o Haiti, já concentra suas atenções no próximo desafio contra a Escócia. O embate está agendado para esta quarta-feira (24), às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, Flórida. A partida representa a terceira e última rodada da fase de grupos, pelo Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
Enquanto o Brasil persegue o sonhado hexacampeonato mundial, a memória da histórica conquista de 2002 permanece vívida. Contudo, um aspecto específico daquela campanha – o uniforme da seleção – ressurgiu em discussão. O renomado site norte-americano The Athletic incluiu a peça em uma compilação das camisas mais polêmicas e, segundo a avaliação, mais esteticamente questionáveis da história do futebol.
O uniforme utilizado pela seleção brasileira no pentacampeonato de 2002 figurou na décima posição da classificação de “mais feias” elaborada pelo The Athletic. À frente da camisa canarinho, outras nove peças foram listadas: Bolívia de 1930, em primeiro lugar; a camisa de goleiro da Holanda de 1994, em segundo; a da Suíça de 2026, em terceiro; a da Bélgica de 1982, em quarto; a da Suíça de 2022, em quinto; a da Rússia de 1994, em sexto; a da Nigéria de 1994, em sétimo; e os uniformes dos Estados Unidos de 1994 e 2022, em oitavo e nono, respectivamente.
A Seleção Brasileira marcou 18 gols
na Copa de 2002.
15 saíram desse trio. pic.twitter.com/GtwRutu5Ml— Sala12 (@OficialSala12) June 5, 2026
Detalhe do design com camada interna gerou discussões
Apesar do grande afeto que os torcedores brasileiros nutrem por este uniforme, em grande parte pela glória do pentacampeonato, a vestimenta daquele ano se destacou na época. Ela apresentava características que fugiam bastante dos padrões mais convencionais e tradicionais do design de camisas de futebol.
Criado pela Nike, o design da camisa incorporava uma construção única, com uma camada interna que era integrada ao tecido principal. A intenção dessa inovação era proporcionar maior apoio muscular e otimizar o rendimento dos jogadores em campo, uma tendência crescente no desenvolvimento de sportswear. No entanto, foi justamente essa particularidade que se tornou um dos pontos mais amplamente discutidos sobre o modelo ao longo dos anos.
Outros uniformes controversos, incluindo peças da Suíça
Além da peça brasileira, outros uniformes também foram alvo de críticas. A atual camisa da Suíça, por exemplo, foi igualmente apontada como uma das menos atraentes na avaliação feita pelo The Athletic.
A inclusão da camisa da Seleção Brasileira em listas que abordam uniformes controversos ou de visual arrojado não constitui um fato inédito no cenário futebolístico. É comum que classificações de alcance global pontuem modelos de times e nações que optaram por designs, cortes ou paletas de cores que se distanciavam do tradicional.
A conquista histórica do pentacampeonato com a camisa de 2002
Independentemente das críticas estéticas, o uniforme de 2002 possui um valor imensurável na lembrança dos torcedores brasileiros. Foi vestindo essa camisa que a Seleção alcançou o pentacampeonato mundial. A campanha foi perfeita, com sete vitórias em sete confrontos, culminando no placar de 2 a 0 contra a Alemanha na grande final, realizada em Yokohama.
A publicação da lista do The Athletic reacendeu debates nas plataformas digitais, com opiniões divergentes entre os entusiastas do futebol. Uma parcela dos internautas concordou com as críticas ao design da camisa, enquanto outros defenderam que, para eles, a peça representa um dos maiores ícones da geração mais vitoriosa da Seleção Brasileira. Para muitos, o impacto da conquista supera amplamente qualquer discussão sobre o aspecto visual do uniforme.

