França confirma primeira infecção por ebola após retorno de médico da República Democrática do Congo

Tubo de teste de amostra de sangue do vírus ebola

Tubo de teste de amostra de sangue do vírus ebola - vetre/shutterstock.com

Um caso da doença causada pelo vírus Ebola foi detectado na França, envolvendo um médico que retornou recentemente da República Democrática do Congo (RDC), país que atualmente enfrenta uma grande epidemia. As autoridades de saúde francesas divulgaram a informação sobre a febre hemorrágica, que frequentemente é fatal.

O Ministério da Saúde francês confirmou oficialmente, em comunicado à imprensa divulgado nesta quarta-feira, 24 de junho, a identificação do primeiro diagnóstico positivo de Ebola em solo nacional. Em contato com a Agence France-Presse (AFP), o ministério especificou que o registro ocorreu na França continental.

O profissional de saúde foi prontamente isolado logo após sua chegada ao país, antes mesmo de ter a doença oficialmente diagnosticada. Conforme informado pelo ministério, todas as medidas de precaução foram adotadas, incluindo a transferência segura do paciente para um hospital, a fim de evitar qualquer possibilidade de contaminação.

A situação está sob acompanhamento minucioso do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, de acordo com informações de pessoas próximas a ele, citadas pela AFP.

Este episódio representa a primeira vez que um caso da doença pelo vírus Ebola é diagnosticado dentro da França. Em 2014, durante um surto significativo na África Ocidental, dois indivíduos foram internados em território francês, mas ambos já haviam recebido o diagnóstico no exterior. Naquele período, alguns casos foram reportados nos Estados Unidos e no Reino Unido.

O caso atual na França é o primeiro identificado fora do continente africano nesta epidemia específica, que afeta não somente a República Democrática do Congo, mas também Uganda. A cepa envolvida é a rara Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina ou tratamento específico disponível.

Especialistas em saúde pública amplamente consideram que o risco de transmissão global da epidemia permanece baixo, dada a característica de baixa contagiosidade do vírus Ebola.

O Ministério da Saúde reiterou que o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) classificou o risco de infecção como baixo para os residentes europeus e viajantes que se dirigem a áreas com circulação ativa do vírus, e muito baixo para a população europeia em geral.

Uma investigação está em andamento para identificar possíveis contatos do médico, os quais deverão cumprir um período de isolamento domiciliar de 21 dias.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) havia indicado, em meados de junho, que a velocidade de transmissão da epidemia estava aumentando na República Democrática do Congo, apesar do reforço das estratégias de resposta sanitária. Dados oficiais apontam 896 casos e 232 óbitos, porém muitos especialistas acreditam que a real dimensão da epidemia está provavelmente subestimada, uma vez que atinge regiões de difícil acesso.

Ebola vírus – Corona Borealis Studio/shutterstock.com

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