Capacete icônico de Ayrton Senna é vendido por R$ 3,4 milhões, superando estimativaPor Thiago Lemos
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Na segunda-feira, 8 de julho, foi noticiado que um capacete simbólico de Ayrton Senna foi arrematado por um valor muito superior ao esperado em um leilão ocorrido no fim de semana do Grande Prêmio da Grã-Bretanha deste ano. O item alcançou 500 mil libras, o que corresponde a R$ 3,46 milhões pela cotação atual. Essa quantia contrastou fortemente com a previsão inicial da empresa leiloeira, que estimava a venda entre 80 e 120 mil libras, ou seja, de R$ 553 mil a R$ 830 mil.
A peça, que foi comercializada durante o fim de semana do Grande Prêmio da Grã-Bretanha deste ano, remonta ao ano de 1992, época em que Ayrton Senna competia pela equipe McLaren. O lendário piloto brasileiro usou o casco não apenas na corrida de Silverstone, mas também nos GPs da Alemanha e da Hungria, conquistando a vitória neste último.
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A autenticidade do capacete, fabricado pela marca Shoei, foi oficialmente garantida por um certificado emitido pela McLaren, equipe pela qual Senna correu. Conforme a descrição do item, a peça exibe “sinais extensivos de uso durante corridas”, incluindo pequenos impactos de pedras e outras marcas distintivas, que atestam seu histórico nas pistas.

O ano de 1992 encontrou Senna como o campeão vigente da Fórmula 1, tendo conquistado o título na temporada anterior. As três provas nas quais o brasileiro vestiu o capacete leiloado apresentaram desfechos variados. No Grande Prêmio de Silverstone, Ayrton partiu da terceira posição e se mantinha em quarto lugar até a 52ª volta, quando teve de se retirar da disputa devido a uma falha na caixa de câmbio.
No GP da Alemanha, o piloto voltou a iniciar a corrida em terceiro, contudo, desta vez, conseguiu terminar a prova na segunda colocação. Essa corrida foi vencida por Nigel Mansell, com Michael Schumacher completando o pódio em terceiro lugar. É digno de nota que este foi o único Grande Prêmio da Fórmula 1 em que esses três ícones do automobilismo estiveram juntos no pódio.
Por fim, na Hungria, Senna novamente largou em terceiro, mas rapidamente ultrapassou Mansell no início da corrida e se beneficiou do abandono de Riccardo Patrese para assegurar a vitória no circuito de Hungaroring. Essa foi a segunda de um total de três vitórias do brasileiro na temporada de 1992, um ano que também sinalizou o encerramento da bem-sucedida colaboração entre as equipes McLaren e Honda.
A empresa responsável pelo leilão esclareceu que diversas análises de imagens confirmaram que o capacete não foi mais utilizado por Senna na corrida subsequente, realizada na França.















