Garrafas de cerveja de 162 anos são descobertas em naufrágio e podem ser próprias para consumo
Mergulhadores fizeram uma descoberta surpreendente na costa do Reino Unido: garrafas de cerveja Guinness, com impressionantes 162 anos de idade, encontradas em um naufrágio. A notícia, divulgada em 10 de agosto de 2026, ganha destaque pela possibilidade de a bebida histórica ainda estar própria para o consumo. A análise do conteúdo já está em andamento na Bélgica para determinar sua potabilidade.
A surpreendente descoberta no Canal da Mancha
Em uma expedição subaquática realizada no ano passado, o fotógrafo belga Stefan Panis se deparou com garrafas de vidro históricas nos destroços do navio Mindoro. O achado aconteceu no Canal da Mancha, uma das rotas marítimas mais movimentadas e com vasta história de naufrágios.
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O navio, que afundou há 162 anos, guardava em seu compartimento de carga um tesouro etílico. Panis, acompanhado do colega mergulhador Eddie Huzzie, de 68 anos, foi o responsável por trazer à tona parte dessa carga inusitada.
A análise científica da bebida centenária
Para investigar a condição da cerveja, amostras das garrafas do século XIX foram encaminhadas a um grupo de microbiologistas. A renomada universidade de pesquisa KU Leuven, na Bélgica, está à frente dos testes.
O objetivo principal é verificar a integridade da bebida e se ela manteve características que a tornem própria para consumo. Os cientistas buscam entender como a cerveja resistiu por tanto tempo em condições adversas no fundo do mar.
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Potencial para recriar a cerveja original de 1860
Um dos aspectos mais empolgantes da descoberta é o potencial de recriação da antiga fórmula. Stefan Panis afirmou que há uma chance real de recuperar o DNA completo da cerveja.
A partir dessa análise, seria possível desenvolver uma pequena produção da stout original, tal como era fabricada na década de 1860. Isso representa uma oportunidade única para a história cervejeira e para entusiastas de sabores vintage.
O que faz a cerveja sobreviver por tanto tempo?
A longevidade da cerveja levanta questionamentos sobre as condições de preservação. Segundo Panis, o fator crucial para que a bebida se mantenha inalterada é a vedação das garrafas.
“A questão é se a água do mar entrou nas garrafas através das rolhas”, disse o mergulhador. Ele explica que, se a entrada de água salgada foi evitada, as chances de a cerveja permanecer em estado de consumo são muito grandes. A pressão do fundo do mar e a baixa temperatura constante também podem ter contribuído para o processo de conservação.
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O mergulhador está disposto a provar
Mesmo não se considerando um grande apreciador do estilo stout – uma cerveja escura e de alta fermentação, com notas de café e chocolate –, Stefan Panis expressou seu interesse em provar a bebida.
O mergulhador belga afirmou que, caso receba a autorização dos cientistas e seja garantida a segurança do consumo, ele não hesitaria em dar um gole na cerveja de mais de um século. A curiosidade em experimentar um pedaço da história submersa é grande.

















