Padilha inspeciona avanço da vacinação contra sarampo e investimentos em saúde na zona sul de SPPor Redação
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou uma visita estratégica a Grajaú, na zona sul de São Paulo, neste sábado (15), para monitorar a campanha de vacinação contra o sarampo e acompanhar avanços na infraestrutura de saúde local. A agenda incluiu a fiscalização da imunização na AMA UBS Jardim Castro Alves e uma inspeção ao Hospital do Grajaú, referência em traumato-ortopedia, além de verificar o progresso de um novo centro cardiológico.
A iniciativa de intensificar a vacinação surge em resposta à detecção de casos de sarampo no estado, atribuídos à importação do vírus. Para fortalecer a contenção e garantir a proteção da população, o Ministério da Saúde já destinou 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral para reforçar o abastecimento, assegurando a continuidade do esquema vacinal em um momento crítico. Este esforço sublinha a prioridade do governo em manter o Brasil livre da doença.
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Reforço na imunização e cenário epidemiológico em São Paulo
A mobilização em Grajaú faz parte de um esforço maior para frear a disseminação do sarampo, doença altamente contagiosa. Entre junho e julho de 2026, foram confirmados 21 casos de sarampo em São Paulo, acendendo um alerta nas autoridades de saúde. Desses, 18 foram registrados na capital paulista, um em Guarulhos e dois em São Bernardo do Campo, indicando uma dispersão concentrada na região metropolitana.
Atualmente, o cenário nacional aponta para 24 casos de sarampo relacionados à importação do vírus em 2026. Três deles já foram encerrados sem risco de disseminação, mas os 21 restantes permanecem sob acompanhamento ativo em São Paulo: um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e os 18 na capital. Diante dessa situação, o Ministério da Saúde ampliou temporariamente a estratégia de vacinação nos municípios afetados, incluindo a capital. A orientação é para que pessoas de 6 meses a 59 anos busquem a imunização, seguindo recomendações específicas para cada faixa etária e histórico vacinal. A vacinação é a principal ferramenta para prevenir a circulação e transmissão do vírus.
- Para crianças de 6 a 11 meses, a dose aplicada durante esta estratégia é considerada “dose zero”.
- Essa dose não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que são administradas aos 12 e 15 meses de idade.
- Para as demais idades, profissionais de saúde avaliam a necessidade de vacinação com base na faixa etária e no histórico vacinal individual.
Estratégias de contenção e o combate à desinformação
Em declaração durante sua visita, o ministro Alexandre Padilha enfatizou a robustez da resposta rápida do Sistema Único de Saúde (SUS) na contenção do vírus. “O Brasil é um país que reconquistou seu certificado de livre do sarampo em 2024, um marco de saúde pública que precisamos preservar”, afirmou. Ele relembrou que, mesmo com esse status, em 2025, o país registrou 38 casos importados. Esses casos, contudo, não se transformaram em surtos generalizados graças à mobilização do SUS, ao enfrentamento da desinformação sobre vacinas e à conscientização massiva da população.
Padilha fez um paralelo com a situação de 2019, quando um surto da doença resultou em aproximadamente 20 mil casos, evidenciando o perigo de uma circulação descontrolada. “Nosso esforço hoje é replicar o sucesso de 2025, contendo esses casos importados que apresentam cepas que circularam recentemente nos Estados Unidos e no Canadá”, explicou o ministro. Ele expressou forte confiança de que, com a ação contundente do SUS, que inclui vacinar e orientar as pessoas, o país conseguirá novamente vencer essa batalha e manter o status de livre do sarampo, protegendo a saúde coletiva.
Campanha nacional de multivacinação e inovações no calendário
A proteção contra o sarampo também pode ser atualizada durante a Campanha de Multivacinação, que está em andamento em todo o país e se estende até o dia 1º de setembro. Esta iniciativa é fundamental, pois é direcionada a crianças e adolescentes menores de 15 anos, permitindo a verificação e a atualização de todas as vacinas pendentes na caderneta de vacinação, incluindo a crucial tríplice viral. Pais e responsáveis são incentivados a levar seus filhos a uma unidade de saúde para conferir a situação vacinal e receber as doses indicadas.
A campanha de 2026 traz uma inovação importante para o Calendário Nacional de Vacinação: a incorporação da vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20). Esta adição representa um avanço significativo na proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonia, otite e meningite. O “Dia D” de Mobilização Nacional para a vacinação está agendado para 22 de agosto, com ações intensificadas em diversas localidades do Brasil para facilitar o acesso da população às doses e maximizar a cobertura vacinal.
Investimentos federais impulsionam infraestrutura hospitalar na zona sul
Além da agenda focada na vacinação, o ministro Padilha realizou uma visita técnica ao Hospital do Grajaú, uma unidade de alta complexidade e referência no atendimento de traumato-ortopedia na região. O objetivo da visita foi acompanhar a estrutura e os serviços essenciais que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece à população local, garantindo a qualidade e a capacidade de resposta para casos complexos.
Durante sua passagem, o ministro também inspecionou o andamento das obras do futuro Centro Especializado de Cardiologia da Zona Sul. Este é um projeto de grande envergadura que recebeu um investimento federal superior a R$ 12 milhões, demonstrando o compromisso do governo com a expansão e modernização da rede de saúde. A nova unidade promete ampliar o acesso a diagnósticos e tratamentos cardiológicos de ponta para os moradores da zona sul de São Paulo, representando um avanço crucial na oferta de serviços de alta complexidade e na melhoria da qualidade de vida da comunidade.















