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O Ministério da Saúde expandiu, em 25 de agosto de 2026, o programa Acolhe Mais, que agora oferece teleatendimento em saúde mental para mulheres em situação de violência e para mães e familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. O serviço, que pode realizar até 100 mil consultas virtuais por mês em todo o país, é acessível diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, eliminando a necessidade de encaminhamento prévio. A iniciativa representa um avanço significativo na oferta de suporte psicológico especializado, facilitando o acesso para quem enfrenta barreiras de deslocamento ou tempo.

Expansão estratégica do programa Acolhe Mais em todo o país

O programa Acolhe Mais teve sua implementação inicial em março do mesmo ano, operando como um projeto-piloto focado em mulheres vítimas de violência nas capitais de Recife, em Pernambuco, e Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro. A decisão de ampliar a cobertura para todos os estados brasileiros reflete a alta demanda e a eficácia comprovada da modalidade de teleatendimento. Essa nacionalização do serviço é uma medida crucial para democratizar o acesso à saúde mental, assegurando que residentes de diversas regiões possam buscar apoio qualificado, independentemente de sua localização geográfica. A expansão visa criar uma rede de suporte mais robusta e equitativa, conectando o cidadão ao sistema de saúde de forma ágil e desburocratizada.

Priorizando o bem-estar: quem pode acessar o suporte remoto

O serviço é direcionado a públicos que, muitas vezes, enfrentam desafios adicionais para acessar cuidados de saúde mental. As mulheres que vivem ou já viveram situações de violência doméstica ou outras formas de agressão são uma das prioridades. Além delas, mães, tias, avós, irmãs e outras parentes que desempenham o papel de cuidadoras de indivíduos com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras também são elegíveis. O objetivo principal é remover obstáculos como a dificuldade de deslocamento, a falta de tempo devido às múltiplas responsabilidades e outras barreiras que tradicionalmente impedem essas mulheres de buscar atendimento presencial. Com o suporte remoto, a esperança é que um maior número de pessoas consiga cuidar da própria saúde mental.

Passos simples para solicitar o atendimento virtual

O processo para solicitar o teleatendimento foi desenhado para ser intuitivo e rápido, utilizando a plataforma digital do SUS.

  • Acesse o aplicativo Meu SUS Digital e clique em “Miniapps”.
  • Selecione a opção “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.
  • Preencha o cadastro na plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
  • Informe se você se enquadra nos critérios, seja por ter vivido uma situação de violência ou por ser cuidadora de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.

Após o preenchimento do cadastro, a equipe do Acolhe Mais entrará em contato com a usuária em até 24 horas para que ela possa escolher a data e o horário mais adequados para a consulta. Perto do dia agendado, lembretes serão enviados, e na data marcada, o link de acesso para a teleconsulta será disponibilizado.

Acompanhamento especializado e continuidade do cuidado

Os atendimentos virtuais são conduzidos por psicólogas mulheres, que recebem treinamento específico para oferecer uma escuta sensível e para a identificação de situações de risco no ambiente digital. Para mulheres em situação de violência, a primeira sessão inclui uma avaliação detalhada de possíveis riscos, da rede de apoio existente e das necessidades mais urgentes. Cada participante pode realizar até dez sessões, com a possibilidade de iniciar um novo ciclo de acompanhamento caso seja necessário. Após a conclusão das teleconsultas, a paciente poderá ser encaminhada para dar continuidade ao cuidado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em outros serviços da rede de saúde, garantindo um suporte contínuo e integrado. Os atendimentos remotos ocorrem em dias úteis, com horários estendidos das 8h às 20h. No fim de semana, o serviço funciona das 8h às 14h.

Quando o teleatendimento não é a resposta: emergências e denúncias

É crucial entender que o teleatendimento em saúde mental oferecido pelo Acolhe Mais é um suporte para acompanhamento contínuo e escuta especializada, e não substitui os serviços de emergência. Em casos de risco imediato à vida ou à integridade física, como crises agudas ou situações de violência em andamento, é fundamental acionar as autoridades e serviços de resgate com urgência.

  • Para acionar a Polícia Militar, ligue 190.
  • Para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ligue 192.

Adicionalmente, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 é um canal vital para orientação sobre direitos e para encaminhamento de denúncias de violência contra as mulheres aos órgãos competentes. Este serviço é gratuito, opera 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser acionado tanto pela própria mulher quanto por qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação de violência.

Janderson Luiz é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024. Formação: Atleta Profissional de Futebol

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