Pintura da Ferrari para o GP da Itália de Fórmula 1 celebrará legado de Michael SchumacherPor Thiago Lemos
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A Ferrari prepara uma celebração especial para o Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1, com uma pintura temática nos carros de Lewis Hamilton e Charles Leclerc para o evento que acontece em 01 de setembro de 2026. A escuderia de Maranello decidiu honrar Michael Schumacher, heptacampeão mundial, que conquistou cinco de seus títulos pilotando os icônicos veículos vermelhos. Essa iniciativa busca reforçar a conexão histórica do time com um de seus maiores ídolos.
A inspiração para o visual dos carros vem da Ferrari F310, modelo com o qual Michael Schumacher estreou na equipe em 1996. Naquele ano, o lendário piloto alemão conquistou três vitórias, incluindo um triunfo na Itália — a primeira vitória da escuderia no país desde 1988 —, marcando os 30 anos desses feitos.
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A predominância da cor vermelha será mantida no monoposto, mas com detalhes em branco e preto restritos às asas. Esta configuração difere do design usual do SF-26, que apresenta uma área branca ao redor do cockpit.
Os pneus receberão toques dourados, remetendo à tonalidade dos aros de magnésio empregados em 1996. Outro detalhe é a inclusão da icônica marca de Schumacher, formada pelas letras M e S. No bico do carro, assim como nos macacões de Charles Leclerc e Lewis Hamilton, haverá sete estrelas, simbolizando os sete campeonatos mundiais do piloto.
Características da nova pintura em honra a Schumacher
Legado de Schumacher moldou a cultura da Ferrari
Em um comunicado oficial divulgado em 01 de setembro de 2026, a Ferrari afirmou que a vitória de Schumacher em Monza foi crucial para estabelecer uma nova mentalidade na equipe. Essa mudança resultou em seis títulos de construtores, de 1999 a 2004, e nos cinco campeonatos do piloto alemão, entre 2000 e 2004. A equipe mencionou a “melhoria, preparação, trabalho de equipe e determinação” de Michael, decidindo nomear a pintura especial como Sunday Rituals (Rituais de domingo).
“O nome evoca algo que vai além das corridas em si: os rituais, as emoções e a paixão compartilhada que unem a Ferrari e seus tifosi nos domingos de Grande Prêmio há gerações. Poucos lugares representam esse vínculo com tanta força quanto Monza, e poucos pilotos o personificaram como Michael”, disse a equipe italiana.
Rubens Barrichello também participa de homenagens históricas
Além da pintura inspirada em 1996, a Ferrari programou outras celebrações para o Grande Prêmio da Itália. Será exibido em Monza o F2002, veículo que dominou a temporada de 2002, com 15 vitórias em 17 provas, e que levou Schumacher ao título com seis corridas de antecedência. A escuderia também levará ao autódromo a Ferrari 2006 248 F1, modelo que marcou a última participação de Schumacher na Fórmula 1.
Para conduzir os carros históricos do alemão, a Ferrari convidou dois pilotos renomados. Rubens Barrichello, que foi colega de equipe de Schumacher e esteve presente nos cinco títulos da escuderia entre 2000 e 2004, pilotará o F2002, carro com o qual ele próprio venceu o GP da Itália em 2002.
Em outro momento da celebração, o tetracampeão Sebastian Vettel fará uma volta com o F2002, antecedendo o início da corrida principal. O ex-piloto alemão, que defendeu a Ferrari entre 2015 e 2020, considera Schumacher um grande ídolo.
Ao longo de sua carreira na Ferrari, Michael Schumacher disputou 11 temporadas, alcançando um total de 72 vitórias pela equipe. A última delas foi registrada há duas décadas, no Grande Prêmio da China de 2006.
Schumacher detém, junto com Lewis Hamilton, o recorde de vitórias em Monza, com cinco triunfos no “Templo da Velocidade”, todos pela Ferrari. Nestas ocasiões (1996, 1998, 2000, 2003 e 2006), os hinos da Alemanha e da Itália ressoaram juntos no pódio.
Michael Schumacher permanece afastado da vida pública desde 2013, após o grave acidente de esqui nos Alpes franceses. Desde o ocorrido, o acesso ao ex-piloto é estritamente controlado por sua esposa, Corinna, que limita as visitas a um círculo social muito restrito.















