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Golpe da prova de vida no INSS gera alerta nacional a segurados

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Foto: INSS - rafastockbr / Shutterstock.com
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O Instituto Nacional do Seguro Social emitiu um comunicado em 31 de agosto de 2026 para alertar aposentados e pensionistas sobre ações criminosas em todo o Brasil. Os criminosos utilizam o procedimento da prova de vida como pretexto para roubar senhas e dados bancários das vítimas. As investidas fraudulentas simulam contatos institucionais para esvaziar contas.

O aviso repete a notificação divulgada pela autarquia em agosto de 2026 para tentar conter o avanço dessas abordagens fraudulentas. Os estelionatários criam narrativas de urgência e exploram a falta de informação dos beneficiários com o objetivo de induzir o envio imediato de dados confidenciais ou o acesso a endereços eletrônicos perigosos.

Mecanismos usados pelos fraudadores para aplicar o golpe

O INSS registrou que os criminosos exploram beneficiários sem domínio técnico por meio de alertas sobre falsas irregularidades nos pagamentos para acelerar a entrega de senhas.

As tentativas de fraude chegam via SMS, ligações telefônicas e conversas no WhatsApp. Os criminosos fingem exercer cargos no próprio instituto previdenciário ou em agências bancárias para exigir cadastramentos inexistentes. O objetivo é o roubo.

Mensagens maliciosas carregam links que transferem a navegação do usuário para páginas falsas projetadas para imitar os portais de bancos e órgãos do governo federal. Quando a pessoa digita seus dados cadastrais nesses ambientes clonados, os criminosos capturam o acesso total ao saldo financeiro.

Regras vigentes e confirmações do procedimento previdenciário

O procedimento da prova de vida opera atualmente com checagem automática realizada pelo governo em bases de dados oficiais. Esse modelo dispensa qualquer comparecimento inicial do aposentado ou intervenção manual na rotina previdenciária. O processo busca informações em registros públicos para confirmar a sobrevivência do cidadão.

Caso os registros governamentais não encontrem nenhuma movimentação recente do titular, o INSS emite alertas seguros por meio do aplicativo bancário onde o pagamento cai, nos extratos de papel emitidos nos caixas eletrônicos ou pelo canal verificado do Governo do Brasil no WhatsApp com selo oficial azul. Essas notificações legítimas servem apenas para convocar o beneficiário sem cobrar transações.

O INSS e as redes bancárias não exigem o envio de senhas, códigos de segurança ou comprovantes via internet. Mensagens que peçam o número do CPF, endereço domiciliar ou transferências financeiras configuram tentativas imediatas de golpe. Os usuários devem ignorar pedidos de remessas financeiras para liberação de benefícios.

Meios autorizados para a verificação cadastral do segurado

Os segurados dispõem da plataforma digital Meu INSS em aplicativo e site para checar pendências cadastrais sem intermediários. O atendimento telefônico da Central 135 também esclarece dúvidas e informa o andamento da folha salarial.

Nas situações em que a comprovação for exigida, o cidadão pode comparecer à agência bancária responsável pelo benefício com um documento oficial com foto. Outro caminho disponível envolve a ferramenta de biometria facial dentro do próprio sistema Meu INSS. Esses métodos eliminam a necessidade de contato telefônico com números desconhecidos.

A recusa a ligações suspeitas protege o benefício previdenciário do INSS.

Procedimentos para registrar a ocorrência e conter prejuízos

As vítimas que forneceram dados bancários a golpistas precisam reunir comprovantes e fotos das conversas para formalizar a denúncia. O registro dos números de telefone utilizados pelos criminosos auxilia o trabalho policial e a disputa de valores com o banco. O armazenamento rápido dessas provas facilita a apuração.

O segurado lesado deve acionar a Central 135 ou acessar o Meu INSS para comunicar a invasão de conta. O registro imediato de um boletim de ocorrência na Polícia Civil e o contato com a gerência bancária permitem o bloqueio de transferências ilegais.

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