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Sol desaparece por seis minutos durante alinhamento raro

Eclipse solar total - Instagram/ nasa
Foto: Eclipse solar total - Instagram/ nasa
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O bloqueio da luz solar cobrirá uma faixa de 258 quilômetros de extensão no dia 2 de agosto de 2027 entre o território espanhol e a Somália. Cálculos elaborados pela Nasa apontam que o alinhamento espacial ocultará a luminosidade do Sol durante 6 minutos e 23 segundos, alcançando a marca mais extensa de escuridão diurna registrada sobre áreas continentais desde 1991.

Mecânica celeste explica intervalo estendido da sombra

A configuração dos eixos orbitais no período gera esse efeito incomum. O satélite natural transitará nas proximidades do perigeu, ponto em que se localiza mais próximo da Terra e ganha aspecto visual ampliado. Em contrapartida, o globo terrestre estará situado próximo ao afélio, posição orbital em que o distanciamento do Sol diminui o diâmetro aparente da estrela diante dos observadores terrestres.

Tal arranjo físico projeta um cone de sombra lunar mais largo e diminui a velocidade de deslocamento dessa mancha pela superfície do planeta, de maneira mais evidente nas faixas equatoriais. Fenômeno astronômico com período similar de duração só ocorrerá no ano de 2114.

Trajetória da escuridão cruza dois continentes

O início da zona de penumbra se dá sobre as águas do Oceano Atlântico. O cone de sombra avança pelo Estreito de Gibraltar, toca o sul da Espanha e corta os territórios de Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia antes de cobrir o solo egípcio.

  • Área de formação: Oceano Atlântico
  • Trecho europeu: Estreito de Gibraltar e porção meridional da Espanha
  • Faixa africana: Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia
  • Extremo de cobertura temporal: imediações de Luxor no Egito

Setor turístico de Luxor lota rede hoteleira

As cercanias do rio Nilo concentrarão a fase de maior permanência do bloqueio solar. O local reúne complexos arqueológicos milenares e conta com estabilidade atmosférica favorável, mantendo índices de nebulosidade inferiores a 10% durante o mês de agosto. As reservas em hotéis e pousadas da localidade ultrapassaram a marca de 90% da capacidade instalada para o período do evento celeste.

A procura intensa mobilizou o setor.

Expectativa científica sobre observação prolongada

O astrofísico Roger Davies, pesquisador e docente da Universidade de Oxford, analisou a duração da escuridão. O pesquisador afirmou que o intervalo de 6 minutos e 23 segundos permite adaptação visual humana para detectar mais estrelas e corpos celestes no céu diurno.

Opções para espectadores em território brasileiro

O fenômeno não terá visibilidade direta a partir de nenhum ponto geográfico do Brasil. O acompanhamento em tempo real dependerá exclusivamente de transmissões virtuais coordenadas pela Nasa ou por canais técnicos do Observatório Nacional.

Um evento astronômico com impacto visual comparável só cobrirá o território brasileiro em 12 de agosto de 2045. A faixa de totalidade desse futuro alinhamento cruzará áreas das regiões Norte e Nordeste.

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