INSS detalha cálculo e critérios da pensão por morte em 2026Por Maria
3 min de leitura
![]() |
O Instituto Nacional do Seguro Social aplica em 2026 os requisitos para liberação da pensão por morte aos dependentes de segurados falecidos em território nacional. Os pagamentos atendem familiares de contribuintes que mantinham vínculo formal, estavam em período de graça de até 24 meses ou já usufruíam de aposentadoria pelo regime geral.
O direito ao benefício exige que o cidadão falecido possuísse a qualidade de segurado ativo ou registrasse o histórico de pelo menos 180 contribuições à Previdência Social. A legislação estabelece uma ordem fixa de preferência entre os requerentes cadastrados. A dependência econômica é presumida.
Filhos menores de 21 anos ou com invalidez comprovada recebem o amparo sem a necessidade de demonstração prévia de carência material na data da solicitação.
Critérios de parentesco determinam prioridade no benefício
Pais e irmãos do segurado falecido ingressam nas classes secundárias de atendimento do órgão federal. Esses familiares dependem da apresentação de documentos financeiros para habilitar o pagamento quando inexistem filhos, cônjuge ou companheiro em união estável.

Divisão dos valores aplica índice base e acréscimos por dependente
A legislação baseada na Emenda Constitucional 103 de 2019 define a apuração financeira em duas fases consecutivas de cálculo. O cálculo inicial toma como referência a quantia recebida pelo aposentado ou a quantia correspondente à aposentadoria por incapacidade permanente na data da morte do trabalhador, sobre a qual o órgão aplica a cota familiar de metade do valor mais dez por cento adicionais para cada integrante dependente. O limite máximo atinge 100% da média quando o grupo familiar alcança 5 dependentes aptos ao recebimento mensal.
A extinção da condição de dependente de um filho que atinge 21 anos encerra a fração de dez por cento sem repassar esse índice aos demais parentes.
Duração dos repasses varia conforme a faixa etária do cônjuge
A concessão por prazo superior a 4 meses exige que o segurado registre ao menos 18 contribuições mensais e comprove casamento ou união estável de dois anos. Os prazos de repasse para o viúvo ou viúva seguem faixas escalonadas de acordo com a idade no instante do falecimento:
- Menos de 21 anos recebem o pagamento por 3 anos
- Segurados entre 21 e 26 anos mantêm o benefício por 6 anos
- Beneficiários com idade entre 27 e 29 anos têm cobertura por 10 anos
- Cônjuges entre 30 e 40 anos recebem os valores por 15 anos
- Idades entre 41 e 43 anos garantem o repasse por 20 anos
- Dependentes com 44 anos ou mais alcançam a pensão vitalícia
O cônjuge sobrevivente mantém a pensão integralmente mesmo se contrair novo matrimônio no futuro.
Ex-cônjuges e uniões estáveis exigem comprovação documental
O ex-cônjuge que recebia pensão alimentícia determinada pela Justiça preserva a fração equivalente do benefício previdenciário após a morte do provedor. O Supremo Tribunal Federal fixou no Tema 526 a vedação da divisão da pensão com concubina quando o segurado mantinha casamento válido simultâneo.
O pedido administrativo requer a apresentação da certidão emitida pelo Cartório de Registro Civil, documento de identificação oficial e o extrato do Cadastro Nacional de Informações Sociais pelo Meu INSS.







