Creatina reduz fadiga cerebral por falta de sono e depressãoPor Carolina Costa
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Cientistas identificaram em 2024 propriedades terapêuticas da creatina no cérebro humano, ampliando a utilidade clínica do composto para além do suporte muscular tradicional em academias. A substância estimula o metabolismo neural.
Uma meta-análise divulgada pela revista Frontiers in Nutrition em 2024 comprovou que o suplemento atua na regeneração do trifosfato de adenosina, o ATP, elemento essencial no fornecimento de energia para as células cerebrais.
Ao analisar dados compilados em 16 ensaios clínicos randomizados que envolveram cerca de 500 participantes voluntários, os pesquisadores constataram ganhos mensuráveis na capacidade cognitiva geral, registrando avanços expressivos na retenção de memória, na sustentação do foco atencional e no tempo de reação mental. Os testes avaliaram voluntários submetidos a dosagens controladas.
“A creatina participa diretamente da reciclagem desse ATP não apenas nas fibras musculares, mas também nos neurônios”, afirmou Ana Cristina Gutiérrez, nutricionista esportiva, mestre em nutrição e integrante do conselho consultivo de nutrição da Herbalife.
Pesquisas complementares precisam validar essas constatações clínicas em amostras populacionais mais amplas. Os cientistas pretendem determinar as respostas terapêuticas para cada perfil individual.
Ação da substância contra a perda cognitiva em períodos sem sono
Um estudo veiculado na Scientific Reports em 2024 demonstrou que a ingestão contínua de creatina minimiza a estafa cerebral causada pela falta de repouso, mantendo a reserva energética dos neurônios estável por intermédio da fosfocreatina e do ATP durante noites em claro.
A pesquisa submeteu indivíduos saudáveis a um regime de vigília forçada por 21 horas consecutivas. Doses elevadas do composto permitiram monitorar o metabolismo dos participantes em tempo real por meio de equipamentos de ressonância magnética.
Respostas clínicas no tratamento complementar de quadros depressivos
A administração terapêutica da creatina revelou avanços clínicos significativos em pessoas diagnosticadas com depressão.
Um ensaio divulgado na revista American Journal of Psychiatry atestou que pacientes medicados com antidepressivos da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina, os ISRS, reagiram com maior rapidez aos cuidados médicos ao consumirem o suplemento. O grupo que ingeriu substância placebo apresentou recuperação mais lenta.
Ana Cristina Gutiérrez explicou que essa investigação científica detalha a ação direta do componente químico sobre a dinâmica bioenergética do cérebro em indivíduos com o transtorno mental.







