SUS vai fornecer canetas emagrecedoras de graça na rede públicaPor Beatriz
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O Sistema Único de Saúde planeja disponibilizar sem custo remédios injetáveis em formato de caneta para o tratamento clínico da obesidade em todo o território nacional. Pesquisas científicas coordenadas pelo Ministério da Saúde e um protocolo em formulação técnica vão definir como acontecerá a entrega das doses.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou a medida em 17, em viagem oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao município de Montes Claros, situado no estado de Minas Gerais.
Apesar da liberação já assegurada na rede pública, a gestão federal não publicou o calendário de entregas, os nomes comerciais exatos e o perfil dos cidadãos aptos a receber as aplicações. O futuro documento técnico centralizará essas diretrizes operacionais.
“Vamos deixar pronto o protocolo para podermos disponibilizá-lo no SUS, em todo o Brasil, de forma responsável”, declarou Alexandre Padilha durante vistoria às instalações industriais do laboratório farmacêutico Eurofarma.
Critérios médicos que vão orientar o fornecimento das doses
O Ministério da Saúde descartou o uso das formulações para fins puramente estéticos e restringirá o acesso aos indivíduos com diagnósticos que justifiquem a intervenção terapêutica. O acompanhamento médico será obrigatório.
A equipe técnica da pasta analisa a administração das substâncias em pessoas cadastradas na fila da cirurgia bariátrica, com o objetivo central de verificar se o controle clínico do peso corporal pode estabilizar o quadro de saúde dos pacientes e eliminar a necessidade de intervenções cirúrgicas invasivas no estômago.
Outros eixos da apuração governamental investigam a eficácia em pacientes cardíacos com excesso de peso e em mulheres com histórico de tratamento contra o câncer de mama. Na análise oncológica, os especialistas verificam se a medicação impede o reaparecimento de tumores.
“São pessoas que precisam do medicamento, com orientação médica”, afirmou Alexandre Padilha ao justificar os recortes do programa.
A triagem dos contemplados estará atrelada diretamente aos dados científicos apurados nos testes e às exigências do documento ministerial. Nenhum cidadão conseguirá retirar a substância nas unidades básicas sem apresentar a comprovação clínica exigida.
Redução de medidas registrada no hospital de Porto Alegre
O Ministério da Saúde divulgou os dados iniciais obtidos com um voluntário medicado com semaglutida no Grupo Hospitalar Conceição, situado em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul.
O paciente reduziu seis quilos e perdeu medidas corporais enquanto aguardava a chamada para realizar o procedimento bariátrico pelo sistema público. O participante também começou a praticar exercícios físicos regulares e adotou novos hábitos diários.
A evolução integra o projeto de pesquisa Real-Bari, estruturado pelo Ministério da Saúde junto ao quadro profissional do Grupo Hospitalar Conceição.
O ensaio clínico envolverá 250 pessoas diagnosticadas com obesidade severa ou agravada por comorbidades no sistema público. Equipes especializadas do hospital realizam as consultas de controle periódico com os voluntários.
O levantamento pretende testar a tolerância biológica ao princípio ativo e recolher parâmetros técnicos para embasar o regulamento de distribuição nacional.
Incentivo à fabricação brasileira do fármaco injetável
O impacto financeiro nas contas governamentais compõe a segunda frente de análise do Ministério da Saúde para viabilizar o plano. O mercado brasileiro conta com 14 remédios registrados contra a doença, cenário que ampliou a disputa comercial e derrubou custos no varejo.
Valores de terapias que antes ficavam entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil recuaram para patamares entre R$ 300 e R$ 400 nas drogarias, conforme a marca, a dosagem e a localidade de venda.
A administração federal elabora estratégias para fabricar as canetas aplicadoras em território brasileiro. A medida atende a orientações da Organização Mundial da Saúde que recomendam a ampliação do acesso a essa categoria farmacológica.
Representantes da pasta e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sondaram laboratórios nacionais e multinacionais para produzir a semaglutida no Brasil a partir de 2026, ano em que a patente atual perde a validade legal.
A fabricação interna diminuirá os custos logísticos para viabilizar o fornecimento aos pacientes. O Ministério da Saúde apresentará as diretrizes finais, a lista de fármacos e as datas do atendimento em anúncios futuros.







