Especialistas do setor automotivo e entidades públicas de trânsito orientam os motoristas a realizar a revisão de seis componentes fundamentais do veículo em razão da combinação entre temperaturas elevadas e temporais intensos no início da primavera. O alerta preventivo busca diminuir riscos de falhas mecânicas e colisões provocadas por pista molhada e baixa visibilidade nas vias urbanas e rodovias de São Paulo.
“A revisão preventiva permite identificar itens que muitas vezes passam despercebidos no uso cotidiano. Uma checagem antes dos períodos de maior calor e chuva contribui para que o motorista circule com mais segurança e evita que pequenos problemas se transformem em situações mais complicadas”, afirmou Rodrigo Faria, CEO do Grupo Toriba.
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Seis componentes automotivos prioritários para a vistoria preventiva
O desgaste natural de peças periféricas compromete a capacidade de frenagem, estabilidade e comunicação visual do automóvel durante tempestades repentinas. A checagem técnica antes de enfrentar longos trajetos ou congestionamentos sob sol forte evita paradas inesperadas e garante respostas seguras dos comandos em momentos críticos de aderência reduzida no asfalto.
- Pneus: verificação periódica da calibragem e da profundidade dos sulcos da borracha para dispersar a água do solo e evitar a aquaplanagem.
- Palhetas do limpador: substituição das borrachas caso deixem marcas ou falhas no para-brisa, além de abastecimento do reservatório de água com fluido limpante.
- Conjunto óptico: inspeção detalhada de lâmpadas de faróis, lanternas traseiras, setas de conversão, luz de ré e lâmpadas de acionamento do freio.
- Sistema de freios: avaliação imediata ao notar curso longo no pedal, vibrações incomuns, barulhos metálicos ou perda de validade do fluido técnico.
- Sistema de arrefecimento: monitoramento do nível do reservatório com motor desligado e frio, junto da vistoria de mangueiras contra vazamentos.
- Pneu estepe e ferramentas: calibragem da roda reserva com pressão superior à dos pneus rodantes e conferência da chave de roda, macaco e triângulo de sinalização.
Aderência dos pneus e visibilidade do motorista no trânsito
A atenção com os pneus rodantes e palhetas de para-brisa é o primeiro passo para conter a perda de controle direcional. Quando a profundidade dos sulcos está abaixo do padrão, a lâmina de água acumulada no piso não é drenada, criando uma barreira líquida entre a borracha e o pavimento que anula a tração. Já as palhetas ressecadas espalham sujeira em vez de limpar o vidro dianteiro, reduzindo drasticamente a visibilidade do tráfego à frente.
A iluminação veicular completa complementa a segurança coletiva nas vias. Faróis e lanternas em pleno funcionamento mantêm o veículo perceptível para condutores que trafegam atrás e em sentidos opostos durante temporais severos, situações em que a névoa d’água suspensa reduz a visão geral da pista.
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Freios sob umidade e controle térmico do motor
O calor elevado exige resposta eficiente do sistema de arrefecimento, especialmente em congestionamentos contínuos. A baixa do fluido refrigerante ou fissuras em mangueiras ressecadas elevam a temperatura do propulsor rapidamente, levando ao superaquecimento do bloco do motor. A verificação do nível do reservatório deve ser executada exclusivamente com o veículo em temperatura ambiente para evitar acidentes com vapor sob pressão.
Nos freios, a absorção de umidade pelo fluido reduz a eficiência hidráulica em frenagens bruscas de emergência. A presença de chiados, oscilações no pedal ou perda de rigidez ao pisar exigem intervenção profissional em oficinas mecânicas antes de pegar estradas molhadas.
Recorde meteorológico e alertas das autoridades rodoviárias
O volume acumulado de chuva nos primeiros 14 dias de setembro de 2026 alcançou 253,8 mm na estação meteorológica do Mirante de Santana, na capital paulista, de acordo com medições oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O índice superou a marca histórica anterior para o mês de setembro, que era de 243,1 mm registrados no ano de 1983, antecipando os perigos de trânsito trazidos por pistas encharcadas e enxurradas.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) apontam que defeitos mecânicos em componentes desgastados ampliam a ocorrência e a gravidade de acidentes rodoviários durante a transição climática da primavera. Como o estepe perde pressão mesmo guardado no porta-malas, mantê-lo com carga extra e conferir o estado do macaco e da chave de roda asseguram a solução de imprevistos sem imobilizar o condutor em áreas de risco na estrada.

