A gestante Kaini Dantas de Mesquita Rodrigues, de 31 anos, morreu com seu bebê de oito meses de gestação após passar mal durante uma visita no Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Osasco, na Grande São Paulo. O caso gerou versões divergentes entre familiares e a administração prisional sobre a prestação de socorro e o local exato do colapso.
O episódio ocorreu na tarde de domingo (4) e passou a ser apurado como morte suspeita pelo 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, município para onde a vítima foi levada antes de ter o óbito confirmado. A Polícia Penal do Estado de São Paulo também abriu um procedimento interno para apurar a atuação dos agentes públicos.
Relatos de familiares e denúncia da AFAPE sobre o CDP I de Osasco
Familiares e testemunhas acompanhados pela Associação de Familiares e Amigos de Presos e Egressos (AFAPE) afirmam que a gestante sofreu um mal-estar repentino e caiu desfalecida, já sem pulso, dentro de uma área interna do complexo prisional, localizado no bairro Chácara Everest. A advogada da entidade, Bruna Almeida, informou que pessoas presentes relataram recusa de auxílio imediato por parte de servidores do local. Conforme os relatos colhidos pela assistência jurídica, funcionários teriam dito que “não tinham nenhuma responsabilidade” sobre o socorro e que os próprios visitantes “tinham de chamar o Samu”. Além disso, não há imagens gravadas do ocorrido porque visitantes são proibidos de entrar com telefones celulares no presídio.
Versão da Secretaria da Administração Penitenciária e Polícia Penal
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e a Polícia Penal apresentaram um relato diferente sobre a dinâmica do atendimento prestado. Segundo a corporação, um servidor posicionado na subportaria da unidade prisional notou uma movimentação atípica no lado de fora da estrutura física do prédio, durante o período de saída dos visitantes. O agente constatou que a mulher estava caída no chão do lado externo e acionou imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Antes da chegada da equipe médica da ambulância, porém, populares colocaram a visitante em um veículo particular e a transportaram ao pronto-socorro.
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Investigação da Polícia Civil no 1º DP de Taboão da Serra
Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) detalhou o andamento das investigações policiais: “A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher de 31 anos, ocorrida na tarde de domingo (4), em um hospital no bairro Jardim Record, em Taboão da Serra. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher estava grávida de oito meses e passou mal ao visitar o marido em uma unidade prisional. Ela foi socorrida ao pronto-socorro, onde morreu juntamente com o bebê. O caso foi registrado como morte suspeita no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, que solicitou exames periciais ao Instituto Médico Legal (IML).”
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Os corpos de Kaini Dantas de Mesquita Rodrigues e de seu bebê foram sepultados na terça-feira (6), no município de Guarulhos.
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Dados da ocorrência no presídio e encaminhamentos
- Data da ocorrência: domingo, 4 de outubro de 2026, no CDP I de Osasco, situado no bairro Chácara Everest.
- Local do atendimento médico: pronto-socorro no bairro Jardim Record, em Taboão da Serra.
- Data do sepultamento: terça-feira, 6 de outubro de 2026, no município de Guarulhos.
- Registro policial: 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, sob a natureza de morte suspeita.
- Apuração administrativa: procedimento instaurado internamente pela Polícia Penal de São Paulo.
A apuração da Polícia Civil aguarda a conclusão dos exames necroscópicos do Instituto Médico Legal para determinar a causa médica exata das mortes de Kaini e do feto. A identidade do detento visitado pela mulher não foi divulgada integralmente pelas autoridades, que citaram apenas no boletim de ocorrência que se tratava do marido da vítima.
