O governo da Coreia do Sul instaurou uma apuração policial de emergência e colocou as instituições financeiras em alerta máximo em Seul após uma onda de invasões cibernéticas que comprometeu cadastros bancários com o uso de agentes autônomos de inteligência artificial. Cerca de 68 mil pessoas tiveram dados pessoais expostos nas ações contra portais periféricos e redes de correspondentes de crédito do país.
Durante reunião ministerial realizada na terça-feira (6), o presidente sul-coreano Lee Jae Myung determinou prioridade na apuração para frear os prejuízos. “Em alguns casos de invasão, surgiram indícios do uso de IA, causando considerável preocupação e ansiedade na população. Por favor, estabeleçam as circunstâncias de forma rápida e clara, e concentrem pessoal e recursos para minimizar os danos”, declarou o governante, em tradução livre.
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Dados da investigação sobre o ataque aos bancos em Seul
- Local da apuração: Seul, Coreia do Sul
- Data da determinação presidencial: terça-feira, 6 de outubro de 2026
- Equipe policial mobilizada: 28 investigadores da Agência Nacional de Polícia especializados em ciberterrorismo
- Volume total de registros violados: cerca de 68 mil pessoas
- Servidores intermediários identificados: 28 endereços de IP distribuídos em 12 países
Como a inteligência artificial operou as invasões no sistema financeiro?
As violações atingiram sistemas auxiliares utilizados por correspondentes bancários e corretores de financiamentos em vez dos sistemas centrais de processamento financeiro. A barreira física e digital imposta pela legislação da Coreia do Sul exige a separação rígida entre as redes operacionais dos bancos e a internet pública, o que evitou o comprometimento direto de contas correntes e a retirada indevida de recursos financeiros.
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Um relatório técnico divulgado na quarta-feira (7) pela empresa de cibersegurança CrowdStrike revelou que o ataque empregou a ferramenta de código aberto ARTEX, desenvolvida para testes de intrusão, integrada a grandes modelos de linguagem como DeepSeek e Claude Code. A análise identificou rastros digitais atribuídos a um operador de 26 anos localizado na província de Guangdong, na China, que utilizou servidores intermediários para mascarar os acessos.
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Alcance dos vazamentos e reação dos órgãos reguladores
Os vazamentos atingiram entre 7 e 9 instituições de crédito e financiamento. No Shinhan Bank, a primeira invasão foi detectada em 30 de setembro de 2026, com a exposição de nomes, telefones, faixas de renda e limites de crédito de 25 mil clientes. A maior ocorrência isolada ocorreu na instituição Yegaram Savings Bank, onde cerca de 40 mil cadastros foram comprometidos. O Hana Bank registrou a exposição de dados de 89 clientes, enquanto o KB Kookmin Bank comunicou impacto sobre 119 pessoas, sendo 99 clientes e 20 funcionários ou ex-funcionários.
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A gravidade da exposição cadastral gerou reações imediatas da equipe econômica sul-coreana. “Esta é uma situação séria porque acredita-se que este incidente tenha se aproveitado da inteligência artificial e, se a IA for usada em ataques de phishing, poderá levar a danos secundários”, afirmou a primeira-ministra Han Seong-sook, em tradução livre.
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O presidente da Comissão de Serviços Financeiros, Lee Eog-weon, convocou os dirigentes das instituições financeiras e determinou inspeções rigorosas em toda a infraestrutura digital do setor. As autoridades ordenaram o bloqueio de acessos externos desnecessários nos ambientes de crédito e exigiram a reformulação dos mecanismos preventivos contra automações hostis.
Identificação dos responsáveis e próximos passos policiais
A força-tarefa da Agência Nacional de Polícia apura formalmente violações da Lei de Redes de Informação e Comunicação sul-coreana. A identidade real do suspeito localizado em Guangdong ainda não teve confirmação oficial por mandados judiciais, e as investigações não concluíram se a ação partiu de iniciativa estritamente financeira para comercialização de dados ou se contou com suporte governamental externo. Os peritos concentram os trabalhos na análise forense das sessões de inteligência artificial recuperadas para impedir novas invasões automatizadas.
