Caixa Tem libera Bolsa Família com novo piso de R$ 691 em outubro

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Brenda Rocha - Blossom/Shutterstock.com

A Caixa Econômica Federal inicia na segunda-feira (19) os pagamentos de outubro do Bolsa Família, programa federal de transferência de renda, pelo aplicativo Caixa Tem. A folha mensal traz um reajuste de 15,04%, que eleva o valor mínimo garantido por família de R$ 600 para R$ 691 e faz o benefício médio estimado subir de R$ 675 para R$ 777.

Os depósitos começam pelos beneficiários com Número de Identificação Social (NIS), registro atribuído pelo governo a cidadãos que recebem benefícios sociais, terminado em 1 e seguem de forma escalonada até 30 de outubro de 2026. Em Brasília, a secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Eliane Aquino, declarou que o cronograma preserva a rotina de depósitos. “O pagamento mantém o modelo já adotado pelo programa, garantindo organização, segurança e regularidade no acesso ao benefício pelas famílias em situação de vulnerabilidade social em todo o país”, afirmou a secretária.

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Valores e adicionais do Bolsa Família com o reajuste de 15,04%

O valor de R$ 777 divulgado pelo Governo Federal representa a média estimada dos repasses a partir deste mês, e não uma quantia fixa depositada igualmente para todos os inscritos no programa social. O cálculo final de cada domicílio varia conforme a quantidade de moradores e o acúmulo de parcelas extras ligadas à faixa etária das crianças ou à presença de gestantes. Famílias que somam o piso atualizado ou o valor por integrante com os benefícios complementares ultrapassam a marca de R$ 700 mensais, podendo superar R$ 1.100 nos lares com maior número de dependentes enquadrados nas regras.

Calendario Bolsa Familia

Com o percentual de correção aplicado à folha de outubro, todas as parcelas que compõem a estrutura do programa tiveram aumento financeiro. Caso a soma do valor por pessoa da família fique abaixo do novo patamar mínimo, o sistema aplica automaticamente uma parcela complementar para assegurar o piso estabelecido.

  • Piso mínimo garantido por família: R$ 691 (anteriormente R$ 600).
  • Benefício médio estimado no país: R$ 777 (anteriormente R$ 675).
  • Benefício de Renda de Cidadania: R$ 164 pagos por cada integrante da família (anteriormente R$ 142).
  • Benefício Primeira Infância: adicional de R$ 173 pago por criança de até seis anos, ou seja, sete anos incompletos (anteriormente R$ 150).
  • Benefício Variável Familiar: adicional de R$ 58 destinado a gestantes, nutrizes (mães que amamentam), crianças e adolescentes nas faixas etárias previstas (anteriormente R$ 50).
  • Limite de renda para elegibilidade: até R$ 218 mensais por pessoa da família.

Calendário do Bolsa Família de outubro de 2026

A liberação do dinheiro obedece ao último algarismo do NIS do responsável familiar, sem contar o dígito verificador após o traço. Os repasses ocorrem sempre em dias úteis, divididos ao longo das duas últimas semanas do mês.

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Nos municípios que possuem situação de emergência ou estado de calamidade pública formalmente reconhecidos pelo Governo Federal, o cronograma escalonado é suspenso. Nessas localidades, o pagamento é unificado e todos os moradores contemplados recebem os recursos logo no primeiro dia do calendário, independentemente da numeração final do documento.

  • NIS final 1 e municípios em emergência ou calamidade reconhecida: segunda-feira, 19 de outubro de 2026.
  • NIS final 2: terça-feira, 20 de outubro de 2026.
  • NIS final 3: quarta-feira, 21 de outubro de 2026.
  • NIS final 4: quinta-feira, 22 de outubro de 2026.
  • NIS final 5: sexta-feira, 23 de outubro de 2026.
  • NIS final 6: segunda-feira, 26 de outubro de 2026.
  • NIS final 7: terça-feira, 27 de outubro de 2026.
  • NIS final 8: quarta-feira, 28 de outubro de 2026.
  • NIS final 9: quinta-feira, 29 de outubro de 2026.
  • NIS final 0: sexta-feira, 30 de outubro de 2026.

Quem tem direito ao Bolsa Família e como consultar no Caixa Tem?

A simples abertura ou manutenção de uma conta na Poupança Social Digital do aplicativo Caixa Tem não gera o depósito automático dos valores mensais. Para receber os repasses, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), base de dados que identifica a população de baixa renda, manter as informações de endereço e composição familiar atualizadas e ter sido selecionada após a análise do ministério, comandado pelo ministro Wellington Dias.

A regra de entrada exige que a renda mensal por pessoa da casa não ultrapasse R$ 218. A conta é feita somando todos os rendimentos brutos dos moradores e dividindo o total pelo número de integrantes: uma residência com cinco pessoas e ganho total de R$ 1.000 por mês, por exemplo, registra renda individual de R$ 200 e se enquadra no critério financeiro. As famílias selecionadas também precisam cumprir compromissos nas áreas de saúde e educação, que incluem a atualização da caderneta de vacinação infantil, o acompanhamento de pré-natal para gestantes e a frequência escolar mínima de crianças e adolescentes.

Os beneficiários consultam o valor exato da parcela e movimentam os recursos diretamente pelo telefone celular, sem cobrança de tarifas bancárias. O recebimento não exige o pagamento de taxas de liberação nem o envio de senhas por mensagens.

  • Acesso ao aplicativo: o responsável familiar deve abrir o aplicativo Caixa Tem ou o aplicativo oficial Bolsa Família no celular e entrar com o número do CPF e a senha cadastrada.
  • Verificação de valores: no menu principal, a consulta ao saldo e ao extrato detalha o valor creditado e a composição dos adicionais do mês.
  • Movimentação financeira: a plataforma digital permite fazer transferências via PIX, pagar boletos e contas de consumo ou gerar código para saque sem cartão em agências, lotéricas e correspondentes bancários.
  • Regularização cadastral: caso o depósito não apareça na data correspondente ao final do NIS, o titular deve verificar a situação do benefício no aplicativo antes de buscar atendimento presencial.

Impacto de R$ 5,8 bilhões no orçamento do Bolsa Família e mudança no auxílio de gás

A correção de 15,04% aplicada na folha de outubro de 2026 é a primeira atualização monetária dos valores do programa pela inflação desde a retomada do modelo atual em março de 2023, conforme estabelecido pela Lei nº 14.601/2023. O aumento foi oficializado pelo Decreto nº 13.120, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

, e publicado em edição extra do Diário Oficial da União em 17 de setembro de 2026. O percentual corresponde exatamente à inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medidor oficial usado para corrigir o poder de compra de famílias de menor renda, no período entre março de 2023 e agosto de 2026.

O reajuste gera um custo estimado de R$ 5,8 bilhões no orçamento federal de 2026. De acordo com o relatório de avaliação de receitas e despesas do quarto bimestre do Ministério do Planejamento, pasta que tem Bruno Moretti como secretário-executivo, o espaço fiscal para acomodar a despesa adicional foi aberto por meio da redução na projeção de gastos com a Previdência Social, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), encargos de pessoal e subsídios governamentais. O documento orçamentário foi divulgado em 24 de setembro de 2026.

Paralelamente aos depósitos em dinheiro no Caixa Tem, a assistência voltada à compra de combustível doméstico passou por reformulação neste ano. O antigo Auxílio Gás foi substituído em 2026 pelo programa Gás do Povo, instituído pela Lei nº 15.348/2026, que deixou de depositar valores bimestrais em conta e passou a liberar, todo dia 10 de cada mês, vales para a recarga gratuita do botijão de 13 quilos diretamente nas revendas credenciadas.

Maria: Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.