Melania Trump desvia de beijo de Donald Trump na Casa Branca

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Melania Trump Foto: Melania Trump - Mason Lawrence / Shutterstock.com

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, virou a cabeça para o lado e desviou de uma tentativa de beijo do presidente Donald Trump durante uma cerimônia oficial no Jardim das Rosas da Casa Branca, em Washington, D.C., na segunda-feira (19). O gesto ocorreu logo após a assinatura de uma ordem executiva voltada à saúde feminina e rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

Após o movimento da esposa, com quem é casado há 21 anos, Donald Trump segurou a mão da primeira-dama, deu leves batidinhas nas costas da mão dela e disse “Bom trabalho”. Antes da tentativa de aproximação física, o mandatário havia feito comentários públicos sobre a personalidade da esposa diante dos convidados do evento. “Olhem para ela. Acham que ela é fácil? Ela não é tão fácil assim, mas é muito inteligente”, afirmou o presidente.

Brincadeiras de Donald Trump e participação de Melania no decreto

A interação entre o casal começou no momento da formalização do documento, intitulado, em tradução livre, Avançando na Saúde da Mulher para Melhorar os Resultados em Todas as Fases da Vida. Depois de assinar a ordem executiva, o presidente passou a caneta para que Melania Trump também assinasse o texto, mesmo sem a rubrica da primeira-dama ter peso legal na administração norte-americana. Ao entregar o objeto, o republicano brincou com os presentes e declarou: “Não sei se a assinatura dela significa alguma coisa”. Em resposta imediata ao marido, Melania afirmou: “A sua é a mais importante”.

Durante o discurso na Casa Branca, Donald Trump creditou à esposa a percepção sobre a falta de uma estrutura específica para o público feminino dentro dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, a agência federal de pesquisa médica dos Estados Unidos), atualmente sob direção de Jay Bhattacharya. “Quando soube disso, perguntei: ‘Tem certeza de que eles não têm isso? Quem, diabos, não teria uma divisão de saúde da mulher?’ Melania me respondeu: ‘Eles (NIH) não têm’. Então, bom trabalho”, disse o presidente ao relatar a conversa prévia com a primeira-dama.

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Cinco pilares de Melania Trump e a nova divisão no NIH

A ordem executiva assinada em 19 de outubro de 2026 determina a criação de uma Divisão de Saúde da Mulher dentro do NIH e institui a Força-Tarefa de Saúde da Mulher da Casa Branca. Essa força-tarefa será copresidida pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., e pela chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles. Na cerimônia, a primeira-dama discursou sobre o propósito da medida. “Este é um momento transformador para as mulheres na América. A partir de hoje, mudaremos a realidade da saúde da mulher. As gerações anteriores lutaram pelos direitos das mulheres. Nossa geração lutará para descobrir as curas que garantirão que uma mulher possa viver sua vida com saúde e em sua plenitude”, declarou Melania Trump, em tradução livre.

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Para orientar o trabalho da nova estrutura governamental, a primeira-dama apresentou um conjunto de cinco pilares de inovação na saúde feminina. O plano anunciado no Jardim das Rosas estabelece o direcionamento de recursos de pesquisa para encontrar curas de doenças que atingem mulheres de maneira única ou desproporcional, além do uso de inteligência artificial — classificada na apresentação como superinteligência — para acelerar descobertas médicas. As diretrizes incluem ainda a aceleração de novas terapias, medidas para tornar os avanços médicos financeiramente acessíveis à população e iniciativas voltadas a reduzir tabus nas conversas sobre a saúde da mulher.

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Críticas de democratas e revogação de medidas de Joe Biden

Apesar do anúncio de criação de uma nova ala, o NIH já possui um Escritório de Pesquisa sobre a Saúde da Mulher, fundado em 1990. De acordo com informações da Casa Branca e do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), a nova divisão não vai substituir o órgão já existente, mas trabalhará em conjunto com ele, com um mandato mais amplo focado em transformar pesquisas científicas em atendimento clínico direto. Por outro lado, o decreto de Donald Trump revogou formalmente duas diretrizes da administração do ex-presidente democrata Joe Biden sobre o mesmo tema: a Ordem Executiva 14120, assinada em 18 de março de 2024, e o Memorando Presidencial de 13 de novembro de 2023 voltado à pesquisa em saúde feminina.

A publicação da medida provocou reações entre parlamentares da oposição no Congresso dos Estados Unidos. Críticos e integrantes do Partido Democrata, como a deputada federal Rosa DeLauro, apontaram que o texto assinado no Jardim das Rosas não define metas concretas de orçamento para sustentar as atividades prometidas pelo governo. Os parlamentares destacaram ainda que a iniciativa ocorre após a própria proposta orçamentária da gestão de Donald Trump para o ano fiscal de 2027 prever um corte total de US$ 6 bilhões na verba destinada ao NIH, valor que representa uma redução de 12% no orçamento geral da agência de pesquisa.

Até o momento, o valor exato do financiamento federal que será destinado ao funcionamento da nova Divisão de Saúde da Mulher do NIH não foi divulgado no texto da ordem executiva nem detalhado pela Casa Branca. A partir da assinatura do decreto, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos e a direção do NIH têm o prazo oficial de 90 dias para implementar a divisão.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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