Cartas de Pokémon somam mais de R$ 5 milhões em furto nos EUA

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carta Pokémon - reprodução instagram Foto: carta Pokémon - reprodução instagram

Uma carga de cartas de Pokémon e de esportes foi furtada de um caminhão da transportadora FedEx em Santa Ana, na Califórnia (Estados Unidos), na terça-feira, 13 de outubro de 2026. O lote levado na ação tem valor inicial estimado pela polícia local em pelo menos US$ 963 mil, montante equivalente a R$ 5.028.450 na conversão aproximada.

O veículo estava estacionado em uma área aberta em frente ao centro de distribuição e classificação da PSA (Professional Sports Authenticator), empresa que autentica e avalia o estado de conservação de itens colecionáveis, localizado no endereço 1610 East St. Andrew Place. Após o crime, a PSA acionou as autoridades e a sua controladora, a Collectors, desativou os certificados de autenticidade dos produtos levados.

Polícia de Santa Ana investiga arrombamento do caminhão da FedEx

A porta-voz do Departamento de Polícia de Santa Ana, Natalie Garcia, informou que o motorista da FedEx deixou o caminhão estacionado sem vigilância por um período estimado de 60 a 90 minutos. Quando retornou ao local, o condutor percebeu que a tranca do compartimento havia sido rompida e desaparecido, encontrando a carga revirada ao abrir o baú. Dois paletes inteiros, contendo cerca de 100 caixas ou pacotes cada um, foram levados na ação, enquanto um terceiro palete foi violado e teve aproximadamente 50 pacotes subtraídos.

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Até a terça-feira (20), uma semana após o arrombamento na Califórnia, a corporação comunicou que nenhuma prisão havia sido efetuada e nenhum dos itens roubados havia sido recuperado. “A investigação continua em andamento”, afirmou a porta-voz Natalie Garcia. O número total exato de cartas individuais que estavam dentro das caixas furtadas e o valor final somando os pacotes retirados do terceiro palete ainda não foram determinados pela polícia.

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Procurada para comentar o caso, a FedEx declarou por meio de seu porta-voz, David Westrick, que atua em conjunto com os investigadores para esclarecer o furto. “A segurança das remessas de nossos clientes é uma prioridade máxima”, disse Westrick em comunicado oficial.

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Collectors cancela registros na PSA e alerta mercado sobre itens raros

Para impedir a comercialização dos produtos furtados, a Collectors invalidou os números de registro das peças no sistema da PSA e emitiu avisos a lojistas do setor. “Notificamos nossos parceiros comerciais para que fiquem atentos a itens raros e com numeração de série”, informou a empresa controladora em nota oficial, acrescentando que auxilia a transportadora e a polícia nas buscas.

A companhia também iniciou o processo de ressarcimento aos proprietários das coleções. “Nossa equipe de atendimento ao cliente entrou em contato diretamente com os clientes afetados”, declarou a Collectors, que providencia compensações financeiras baseadas no valor justo de mercado. “Compreendemos o impacto que isso causa aos colecionadores envolvidos, muitos dos quais veem esses cards como algo muito além de um simples ativo financeiro”, completou a empresa.

Colecionadores de cartas de Pokémon relatam limite de US$ 156 mil em seguro

As cartas furtadas haviam sido enviadas por colecionadores de diversas regiões dos Estados Unidos para passar pelo processo de avaliação e certificação da PSA, que também classifica quadrinhos e autógrafos. Essa etapa técnica atribui uma nota oficial ao estado de conservação do material e define o preço de venda de exemplares raros no mercado. No momento em que o caminhão da FedEx foi invadido, os pacotes já estavam prontos para retornar aos seus donos.

Entre os proprietários atingidos, entre eles o colecionador de cartas de Boston Nick Andrews, que foi ouvido sobre o impacto do caso, surgiu a preocupação com a diferença entre a proteção contratada na postagem e o preço atualizado dos itens. Um dos clientes afetados, que desembolsou US$ 8 mil apenas em taxas de avaliação na empresa, relatou que o teto de cobertura do seu seguro de envio era de US$ 156 mil, quantia inferior ao valor real que os cartões alcançariam após receberem a nota de autenticação da PSA.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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