O Duque de Sussex, príncipe Harry, de 42 anos, declarou ter arrependimento por abreviar a última conversa telefônica com a mãe, a princesa Diana, horas antes da morte dela em 1997. A revelação ocorreu durante entrevista ao programa One More Question, da revista GQ, publicada na terça-feira (20) em Nova York, nos Estados Unidos, onde ele afirmou pensar na mãe quase todos os dias.
Conduzida pelo editor Zach Baron nos escritórios da publicação americana, a entrevista abordou o impacto de ter pressa ao telefone quando tinha 12 anos. “Se eu soubesse que seria a última ligação com ela, como aquela conversa teria sido diferente. E sou eu quem tem que conviver com isso. E com o fato de que, aos 12 anos, tudo o que eu queria era sair correndo e brincar com meus primos”, disse o príncipe Harry.
Príncipe Harry relata rotina de lembranças e terapia após 20 anos sem chorar
Durante a gravação em Nova York, o príncipe Harry detalhou como a realização de terapia o auxiliou a processar a perda materna após anos de supressão emocional, período em que levou 20 anos para conseguir chorar pela morte da princesa de Gales. O Duque de Sussex afirmou que ainda imagina como o mundo e a própria família seriam caso a mãe estivesse viva, além de manifestar na conversa o desejo de reconciliação com o pai, o rei Charles, e com o irmão mais velho, o príncipe William.
“É só um pensamento rápido, tipo, ‘Nossa, que saudade. Imagino como seria o mundo se você ainda estivesse aqui. Imagino como seria minha família se você ainda estivesse aqui’”, afirmou o Duque de Sussex. Ele acrescentou na entrevista que busca manter um diálogo interno com a mãe no dia a dia: “Às vezes há perguntas que eu faço a ela, procurando por algum tipo de resposta, e às vezes eu recebo uma resposta”, declarou Harry, em tradução livre.
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A última ligação da princesa Diana em agosto de 1997
O telefonema citado pelo príncipe ocorreu poucas horas antes de a princesa Diana morrer em um acidente de carro em Paris, na França. Na ocasião, Harry e o príncipe William estavam hospedados no castelo de Balmoral, residência da rainha Elizabeth na Escócia, e encerraram o contato rapidamente para retornar às brincadeiras com os primos, episódio que os dois irmãos já haviam mencionado antes, sem detalhar o atual sentimento de culpa individual.
As datas, idades e produções ligadas aos relatos do príncipe Harry sobre a morte da mãe reúnem os seguintes registros:
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- 31 de agosto de 1997: data da morte da princesa Diana em Paris, aos 36 anos, quando Harry tinha 12 anos e o príncipe William tinha 15 anos.
- 2017: ano de lançamento do documentário Diana, Nossa Mãe: Sua Vida e Legado, produção em que os dois filhos comentaram a brevidade do último telefonema.
- 8 de outubro de 2026: anúncio e lançamento do curso sobre luto na plataforma MasterClass.
- 10 de outubro de 2026: celebração do Dia Mundial da Saúde Mental, antecedida por vídeo promocional do projeto.
- 20 de outubro de 2026: publicação da entrevista de Harry ao programa One More Question, em Nova York.
Curso de príncipe Harry na MasterClass aborda resiliência no luto
As declarações à revista ocorreram após a estreia do curso Redefining Grief: Building Resilience Through Loss (Redefinindo o Luto: Construindo Resiliência Através da Perda, em tradução livre) na plataforma de aulas online MasterClass. Apresentado em parceria com a neurocientista e psicóloga clínica Mary-Frances O’Connor, o material traz relatos do príncipe no vídeo promocional sobre a dificuldade que teve, após o acidente em Paris, para recordar a risada e a aparência da mãe, além da sensação de que precisava estar triste constantemente para provar que sentia a falta dela.
Sobre os bastidores do projeto na plataforma de ensino, rumores de que o príncipe Harry teria recebido US$ 250 mil pela participação no curso com Mary-Frances O’Connor não foram confirmados oficialmente.
