O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (26) que o senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregue seus passaportes à Polícia Federal em Brasília. Com a decisão, o parlamentar fica proibido de deixar o Brasil após perder o segundo turno presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 51,79% a 48,21% dos votos válidos no domingo (25).
Em vídeo nas redes sociais, o senador disse que a abordagem ocorreu na rua quando visitava o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação a mais de 27 anos de prisão. “Hoje, tive que entregar meus passaportes por decisão do Alexandre de Moraes. Isso aconteceu no meio da rua, quando fui visitar meu pai”, declarou Flávio Bolsonaro, cuja íntegra do despacho judicial não foi divulgada por tramitar sob sigilo.
Inquérito no STF investiga Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz
A ordem judicial integra um dos dois inquéritos contra Flávio Bolsonaro no STF — que também apura o filme Dark Horse, patrocinado pelo Banco Master de Daniel Vorcaro — e investiga lavagem de dinheiro em plataformas de apostas e pagamento com o advogado Willer Tomaz, alvo de bloqueio de até R$ 6 bilhões em 23 de outubro de 2026. A Polícia Federal achou e-mails apontando o senador como usuário master na empresa Alcazar Holdings, mas ambos negam irregularidades, a assessoria nega conta conjunta e a defesa de Tomaz vê desproporcionalidade.
Declaração de Eduardo Bolsonaro e reação de Flávio Bolsonaro
A medida também considerou uma entrevista de sexta-feira (23) do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos desde 2025, ao programa americano Louder with Crowder, defendendo a saída do irmão do país em caso de derrota, além de pedidos protocolados no STF e na Procuradoria-Geral da República (PGR) por Erika Hilton (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG) e Rogério Correia (PT-MG). Flávio Bolsonaro negou intenção de sair do país, chamou a decisão de política e anunciou que pedirá a cassação da chapa eleita de Lula e Geraldo Alckmin.
