Marcelo de Oliveira Rocha morre após agressão e roubo em Santos

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Marcelo de Oliveira Rocha - Reprodução/Rede Social Foto: Marcelo de Oliveira Rocha - Reprodução/Rede Social

O engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, morreu após ser agredido e roubado por um grupo de ao menos sete homens em Santos, no litoral paulista. A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio, roubo seguido de morte.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou, com base no boletim de ocorrência, que a vítima foi agredida por diversos indivíduos e teve o celular e outros pertences roubados.

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Agressão foi transmitida ao vivo pelo TikTok na madrugada de sábado

Agressão contra Marcelo de Oliveira Rocha - Reprodução/Rede Social
Foto: Agressão contra Marcelo de Oliveira Rocha – Reprodução/Rede Social

Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio ao presidente Lula (PT), na madrugada de sábado (24). Segundo relatos, ele se afastou do evento para ir ao banheiro. Imagens transmitidas ao vivo pelo TikTok mostram um suspeito exigindo o celular da vítima. Ela reage, leva um soco, cai desacordada e tem os pertences roubados. Dezenas de pessoas assistiam à transmissão.

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As fontes divergem sobre o local e a situação exatos da abordagem. Uma versão diz que Marcelo foi abordado ao sair do evento. Outra relata que ele retornava de um ato político e foi abordado na rua. A reportagem não define qual versão está correta.

Marcelo de Oliveira Rocha foi encontrado desacordado em Santos

Segundo testemunhas, amigos estranharam a demora de Marcelo e começaram a procurá-lo. Ele foi encontrado desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) o levou à Santa Casa de Santos. Depois, Marcelo foi transferido ao Hospital São Paulo, unidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde não resistiu aos ferimentos. A Polícia Militar foi acionada, mas a vítima já havia sido socorrida quando os agentes chegaram ao local.

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Datas e fatos principais do caso de Marcelo de Oliveira Rocha

  • Madrugada de sábado (24): agressão e roubo, transmitidos ao vivo pelo TikTok
  • 25 de outubro de 2026: morte de Marcelo, com morte cerebral confirmada no domingo
  • Investigação: 4º Distrito Policial (DP) de Santos

Polícia Civil investiga o caso como latrocínio em Santos

A investigação está a cargo do 4º Distrito Policial de Santos. Segundo a SSP-SP, os policiais analisam imagens de câmeras de monitoramento e de redes sociais do momento da abordagem. Os investigadores também ouvem depoimentos de testemunhas para individualizar a conduta de cada agressor. A polícia trata o caso como latrocínio porque o celular e outros pertences foram levados pelos agressores. A SSP-SP não respondeu se apura a possibilidade de crime de ódio. Até a publicação, nenhuma prisão nem identificação de suspeitos foi confirmada.

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Unifesp cobra apuração rigorosa e Esquerdantina repudia homofobia

A Unifesp, instituição de ensino de Marcelo, publicou nota de pesar. Na nota, a universidade afirmou: “A gravidade do ocorrido exige a apuração rigorosa das circunstâncias e motivações da agressão”. A Banda Esquerdantina confirmou que Marcelo foi agredido e deixado inconsciente no local e pediu “a rápida apuração e consequente punição aos responsáveis”. O grupo também manifestou repúdio à homofobia. A motivação da agressão ainda não foi esclarecida. Segundo a família, o crime pode ter relação com homofobia ou ato político, relato que a polícia não confirmou.

O próximo passo da investigação, segundo a SSP-SP, é identificar e localizar os agressores de Marcelo.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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