Consumidores de Curitiba e de outras regiões do Brasil receberam no domingo (25) mensagens falsas pelo WhatsApp que usam o nome da operadora TIM para alertar sobre um suposto bloqueio de CPF. Os textos fraudulentos ameaçam aplicar restrições em contas bancárias, crédito e financiamentos para induzir as vítimas a clicar em links de páginas falsas criadas para coletar dados pessoais.
A empresa emitiu um posicionamento oficial ainda em 25 de outubro de 2026 para negar a autoria dos disparos e orientar o público a ignorar os endereços eletrônicos. “A operadora esclarece que não envia mensagens informando bloqueio de CPF com links para regularização de contas ou serviços”, informou a TIM em nota oficial.
Perfil verificado no WhatsApp e alcance das mensagens em nome da TIM
Os criminosos utilizaram um perfil no WhatsApp que exibia o selo azul de conta comercial verificada, recurso que transmitiu aparência de legitimidade aos destinatários abordados pela fraude. Além da capital paranaense, o disparo em massa atingiu moradores de Ponta Grossa, no Paraná, e consumidores nos estados de Santa Catarina e Piauí. Pessoas que não possuem linha telefônica, vínculo contratual ou débitos com a empresa também relataram o recebimento de até 4 mensagens seguidas com o mesmo aviso.
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O texto enviado pelos golpistas simula o atendimento automatizado da empresa para forçar o clique imediato: “Status: Atualização disponível. Olá, Seu CPF encontra-se BLOQUEADO. Restrição consta bloqueio de contas, crédito e financiamentos. Evite transtornos, regularize imediatamente. Acesse: http://timpaghoje.site! Sou o agente virtual da TIM. Identificamos uma atualização relacionada à sua linha | Evite transtornos, regularize imediatamente. Acesse: http://timpaghoje.site.” Em outras variações da mesma abordagem, a mensagem alega a existência de um chamado de portabilidade em aberto que precisaria ser cancelado pelo usuário.
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Domínios falsos usados no golpe da TIM e regras sobre CPF
A prática empregada nos disparos é classificada como phishing, termo em inglês para a técnica de fraude digital que utiliza engenharia social e senso de urgência para enganar usuários e capturar senhas, cadastros e informações financeiras. As operadoras de telefonia no Brasil não possuem atribuição legal para bloquear o CPF de cidadãos na Receita Federal por falta de pagamento ou por pendências cadastrais. Ainda não há confirmação oficial sobre a autoria dos disparos em massa nem sobre como o grupo obteve acesso a uma conta comercial com selo de verificação no aplicativo de mensagens.
As mensagens fraudulentas direcionavam os usuários do WhatsApp para diferentes endereços falsos registrados fora dos padrões oficiais da empresa de telecomunicações:
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- timpaghoje.site
- timerpg.site
- mb4timer.site
- teletimgo.site
Orientações da TIM para consumidores que receberam o link
A companhia de telecomunicações enviou comunicados diretamente aos celulares dos usuários para tentar conter o avanço da fraude. “Atenção: Informamos que a TIM não realiza verificações de bloqueio de CPF por mensagens. Caso receba alguma comunicação nesse sentido, desconsidere e não acesse links enviados”, declarou a TIM na mensagem de alerta.
A orientação para quem recebeu o contato suspeito é não responder ao remetente, não clicar nos endereços indicados e jamais fornecer senhas, códigos de verificação recebidos por SMS ou dados bancários. Os consumidores devem utilizar a ferramenta de denúncia e bloqueio do próprio WhatsApp contra o número emissor e consultar eventuais pendências financeiras exclusivamente pelo aplicativo oficial ou pelos canais de atendimento direto da TIM. Quem chegou a acessar uma das páginas falsas e preencheu formulários deve alterar suas senhas e monitorar contas bancárias e serviços digitais contra acessos não autorizados.
