Vivo e Starlink lançam serviço de celular por satélite no Brasil, sem custo por 12 meses

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vivo internet - Reprodução Foto: vivo internet - Reprodução

A Vivo lançou, na segunda-feira, 26 de outubro de 2026, o Vivo Satélite, serviço de internet móvel por satélite feito em parceria com a Starlink, empresa do bilionário Elon Musk. A oferta atende 50 milhões de consumidores neste lançamento, quase metade da base móvel total da operadora, de 105 milhões de clientes.

Segundo o executivo Alex Salgado, da área de Operações da Vivo, a parceria permite ampliar o serviço móvel onde a empresa não tem infraestrutura. “Com essa parceria, temos um potencial enorme para complementar o serviço móvel para os clientes onde não temos infraestrutura”, afirmou.

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Vivo Satélite: acesso sem custo por 12 meses para planos elegíveis

O serviço passou a funcionar no lançamento sem custo adicional para todos os planos pós-pagos e para alguns planos controle e pré-pago, pelo período promocional de 12 meses. Os critérios de elegibilidade dos planos controle e pré-pago não foram detalhados nas fontes consultadas.

Clientes empresariais podem testar a conexão gratuitamente por três meses. Depois desse prazo, o D2D fica disponível mediante contratação. Os valores para contratação não foram divulgados, e os termos comerciais do acordo são sigilosos.

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A tecnologia D2D, sigla para direct to device, conecta celulares diretamente aos satélites, sem equipamentos em solo. A principal vantagem, segundo as empresas, é levar sinal a zonas rurais, áreas florestais e rodovias, onde não há torres, antenas ou redes de fibra óptica. Os clientes com aparelhos compatíveis são conectados automaticamente à constelação de satélites quando estão em áreas sem cobertura da rede móvel da operadora.

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O sinal da Starlink usará a faixa de 2,6 GHz da Vivo. A parceria não tem prazo definido nem exclusividade, e ambas as empresas podem firmar outras parcerias para explorar o D2D. A Vivo afirma que o D2D é complementar à rede terrestre, não substituto, e que a rede terrestre tem desempenho muito superior. Segundo a empresa, sua cobertura terrestre chega a 98% da população brasileira.

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Vivo Satélite: o que funciona no celular nos primeiros dias

A velocidade de navegação do D2D é inferior à do 4G e do 5G, por causa da distância até os satélites, que orbitam a cerca de 550 km de altitude. Isso afeta a latência, e por isso o serviço cobre funções básicas. No lançamento, o serviço permite:

  • enviar e receber mensagens e áudios pelo WhatsApp, RCS, SMS, iMessage e Google Mensagens;
  • acessar mapas pelo Google Maps e pelo Apple Maps;
  • navegar pelo aplicativo da Vivo.

A oferta não contempla terminais M2M, equipamentos que se comunicam sem pessoas, que terão pacotes específicos, segundo a Vivo. Salgado pediu cautela nas expectativas: “Nós estamos fazendo uma comunicação consciente para as pessoas não acharem que o D2D terá a mesma qualidade da internet do 5G.”

Compatibilidade: ajuste automático para iOS e Android novos

Aparelhos mais novos com iOS e Android recebem ajuste automático para os aplicativos funcionarem pelo sinal D2D. Celulares mais antigos exigem ajuste manual nas configurações. A lista exata de aparelhos compatíveis não foi detalhada nas fontes consultadas.

Durante a fase de testes da última semana, 7 milhões de brasileiros se conectaram ao D2D de Starlink e Vivo. Os números foram informados pelas empresas e não têm medição independente. Sharon Zhang, diretora de política regulatória de satélites da Starlink na SpaceX, afirmou: “Essa parceria com a Vivo é a concretização da nossa estratégia de longo prazo para o Starlink Mobile”.

A Starlink já tem mais de 10 milhões de clientes de internet fixa no mundo, e o Brasil é o segundo maior mercado do grupo, com mais de 1 milhão de acessos. Esse serviço fixo exige antena e roteador em solo para captar o sinal do espaço. A empresa passou os últimos meses se preparando para oferecer o novo serviço no país. Nos Estados Unidos e no Chile, a Starlink já atua com operadoras locais no modelo D2D.

Vivo Satélite: o que ainda não se sabe

Não foram divulgados o preço após o período gratuito nem os valores para contratação do D2D. Também não há prazo para a nova geração de satélites da Starlink, nem informação sobre a velocidade que ela terá. As condições para terminais M2M ainda não foram detalhadas.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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