A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (27) a Operação Alter Ego em Campina Grande, na Paraíba, para investigar uma idosa suspeita de usar uma segunda identidade falsa por mais de dez anos e receber de forma irregular o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS). A apuração aponta prejuízo superior a R$ 108 mil aos cofres públicos, com pagamentos feitos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pelo Juízo da 16ª Vara Federal da Paraíba. A mesma decisão determinou o sequestro de valores constantes nas contas em nome da investigada e a quebra do seu sigilo bancário.
Operação Alter Ego mira fraude no BPC
A ação, deflagrada na manhã de 27 de outubro de 2026, tem como objetivo combater os crimes de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado no município de Campina Grande. Segundo as investigações da Polícia Federal, a idosa se utilizaria de uma segunda identidade falsa há mais de uma década para obter fraudulentamente o benefício assistencial à pessoa com deficiência.
O BPC/LOAS é pago pelo INSS a pessoas que atendem aos critérios legais de deficiência e baixa renda familiar. No caso em apuração, os pagamentos irregulares teriam se estendido por mais de dez anos.
Prejuízo superior a R$ 108 mil aos cofres públicos
A Polícia Federal informou que a fraude teria causado prejuízo de mais de R$ 108 mil. Não foram divulgados detalhes sobre o valor mensal do benefício ou a data exata do início dos pagamentos irregulares.
A investigada não teve o nome ou a idade revelados pela corporação. A operação se limitou ao cumprimento do mandado de busca e apreensão, sem registro de prisão até o momento.
Justiça Federal autoriza medidas cautelares
O Juízo da 16ª Vara Federal da Paraíba autorizou não apenas a busca e apreensão, mas também o bloqueio de valores em contas bancárias da suspeita. A quebra do sigilo bancário permitirá analisar a movimentação financeira relacionada aos recebimentos do benefício.
As medidas foram cumpridas na manhã desta terça-feira (27). A Polícia Federal não informou o bairro específico onde ocorreu a diligência em Campina Grande.
Possíveis crimes se autoria e materialidade forem comprovadas
Comprovadas autoria e materialidade, a investigada poderá responder pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado. A Polícia Federal ressaltou que a investigação segue em andamento e que as conclusões dependerão da análise do material apreendido e dos dados bancários.
A corporação, por meio de sua comunicação social na Paraíba, divulgou a operação no início da manhã de 27 de outubro de 2026. Não há informação sobre depoimento da investigada ou de defesa apresentada até o momento.
