Bolsa Família paga R$ 691 mínimo e R$ 777 média em novembro de 2026Por Luís Pereira
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A Caixa Econômica Federal vai pagar o Bolsa Família de novembro de 2026 em apenas três dias. O valor mínimo por família é de R$ 691 desde outubro, e a média estimada dos pagamentos chegou a R$ 777. Os depósitos seguem o último dígito do Número de Identificação Social (NIS).
Para entrar no programa, a família precisa ter renda per capita de até R$ 218 por mês. O benefício pode ser acessado por até 120 dias pelo aplicativo Caixa Tem, por Pix, cartão ou saques. Benefícios adicionais, como o Vale-Gás, são pagos ao mesmo tempo.
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Datas de novembro e dezembro para cada final do NIS
O escalonamento pelo último dígito do NIS organiza os depósitos e evita filas e aglomerações. A medida veio pela Portaria MDS nº 1.221, ato do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social que criou o calendário extraordinário como prevenção aos riscos do fenômeno El Niño. Pela regra normal, os pagamentos de novembro iriam de 16 a 30 de novembro, um dia para cada final.

- Novembro de 2026: NIS final 1 em 16 de novembro; final 2 em 17 de novembro; finais 3 a 0 em 18 de novembro.
- Dezembro de 2026: NIS final 1 em 10 de dezembro; final 2 em 11 de dezembro; finais 3 a 9 e 0 em 14 de dezembro.
Beneficiários com NIS final 1 recebem primeiro. Quem tem final 0 recebe 12 dias antes do que estava previsto no calendário original. A mudança de data não cria pagamento extra nem aumenta o valor mensal.
Reajuste de 15,04% chega ao Bolsa Família desde outubro
O reajuste de 15,04% começou a valer na folha de outubro e continua aplicado em novembro. Com ele, o valor mínimo por família subiu de R$ 600 para R$ 691, e a média estimada passou de R$ 675 para R$ 777. A correção considera a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
Os valores variam conforme a composição familiar. Cada integrante recebe R$ 164 pelo Benefício de Renda de Cidadania, e o Benefício Complementar completa o mínimo de R$ 691 quando a soma fica abaixo dele. Crianças de zero a seis anos recebem R$ 173 cada pelo Benefício Primeira Infância.
O mínimo de R$ 691 não é o valor final de todas as famílias. O R$ 777 é uma média estimada, e não um depósito igual para todos.
Pagamentos de dezembro terminam antes do Natal
Os repasses de dezembro se encerram antes do Natal. A antecipação de fim de ano leva em conta feriados como 25 de dezembro e 1º de janeiro.
O governo busca dar planejamento financeiro às famílias. Todos os finais do NIS são atendidos em dias úteis.
Os valores ficam disponíveis por 120 dias, acessíveis pelo aplicativo Bolsa Família ou em lotéricas. O prazo vale para quem já recebeu o depósito e quer sacar o dinheiro.
Famílias devem manter o cadastro atualizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), para evitar bloqueios. A atualização é o que mantém a família apta a receber nos dias previstos.
Contrapartidas em saúde e educação exigidas das famílias
O programa exige contrapartidas para a família continuar recebendo. Crianças de 4 a 17 anos precisam de frequência escolar mínima de 60% no ensino fundamental e de 80% no médio.
Gestantes devem fazer pré-natal, e crianças até 7 anos seguem o calendário de vacinação. A nutrição infantil é acompanhada em postos de saúde.
Famílias com renda acima de R$ 218 por pessoa perdem o benefício após análise. A atualização bimestral do Cadastro Único é obrigatória para continuar elegível.
Onde consultar a data e o valor do próprio pagamento
A consulta exige o NIS ou o CPF do titular e pode ser feita no aplicativo Bolsa Família, disponível para Android e iOS. O portal oficial do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social também exibe as informações.
Dúvidas sobre cadastro e regras podem ser tiradas no Disque Social 121, do MDS. Para questões sobre depósitos, a Central de Atendimento da Caixa atende pelo número 111.
Auditorias excluem cerca de 1% dos inscritos por irregularidades
Em 2025, o programa atendeu 54,3 milhões de pessoas, com orçamento de R$ 140 bilhões. Auditorias anuais identificam fraudes e excluem cerca de 1% dos inscritos por irregularidades.
Cruzamentos de dados no Cadastro Único detectam duplicidades. Famílias notificadas por renda acima do limite perdem o benefício após revisão.















