Descoberta de planeta anão no sistema solar: corpo além de Netuno superará tamanho de CeresPor Maria
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O telescópio do Observatório Vera C. Rubin localizou um novo candidato a planeta anão no sistema solar, situado em uma órbita distante além de Plutão. Batizado provisoriamente de 2026 ED138 pelo Centro de Planetas Menores da União Astronômica Internacional no anúncio realizado em 27 de outubro de 2026, o corpo celeste possui diâmetro estimado entre 600 e 1.500 quilômetros. A dimensão máxima projetada coloca a descoberta em patamar comparável ao dos maiores mundos gelados conhecidos nas fronteiras exteriores.
Caso os parâmetros físicos confirmem a forma de equilíbrio esférico exigida pelas regras astronômicas, o objeto será o sexto planeta anão reconhecido oficialmente no sistema solar. O catálogo mundial da categoria não recebia novos integrantes desde 2008, permanecendo até agora restrito a Ceres, Plutão, Éris, Haumea e Makemake.
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A confirmação do sinal inicial partiu de um programa computacional executado pelo astrofísico sênior Matthew Holman, do Centro de Astrofísica Harvard e Smithsonian. O algoritmo vasculhou bilhões de medições capturadas pela instalação chilena entre 4 de março e 11 de julho de 2026, filtrando corpos em deslocamento pelo céu noturno. Diante do alerta preliminar, o astrônomo Mario Jurić, responsável pelas pesquisas do sistema solar no projeto, localizou outros vinte registros do mesmo ponto luminoso e estendeu o mapeamento orbital por meio de dados históricos de até uma década.
Dimensões colocam objeto 2026 ED138 acima do tamanho de Ceres
O novo corpo celeste orbita a uma distância aproximada de 46 unidades astronômicas do Sol, o que equivale a cerca de 6,9 bilhões de quilômetros da estrela central. Essa separação supera o trajeto médio percorrido por Plutão e enquadra o astro na classe dos objetos transnetunianos.
Mesmo com brilho suficiente para permitir o rastreamento por astrônomos amadores experientes equipados com instrumentos adequados, o candidato nunca havia sido detectado antes. Duas razões principais explicam esse longo período de ocultação técnica:
A primeira barreira decorre da posição geográfica austral do objeto, invisível para a maioria dos grandes observatórios instalados no hemisfério norte terrestre. O segundo obstáculo foi o alinhamento visual com o plano da Via Láctea ao longo dos últimos vinte anos, uma zona extremamente densa em que a luz de bilhões de estrelas de fundo costuma encobrir o movimento tênue de pequenos corpos do sistema solar.
Observatório no Chile monitora espaço com câmera de alta resolução
Instalado a 2.682 metros de altitude no topo de uma montanha no Chile, o Observatório Vera C. Rubin reúne a maior câmera digital já construída para a astronomia mundial e cobre toda a abóbada celeste visível a cada três noites. Apenas nos primeiros meses de rotina científica, a infraestrutura já mapeou aproximadamente 2.300 corpos além de Plutão, volume que aumentou em 50% a população catalogada de detecções transnetunianas.
A transição de candidato para membro pleno da lista oficial depende agora do cálculo preciso de sua massa e densidade, etapa que demandará tempo. Outros instrumentos de ponta, incluindo o Telescópio Espacial James Webb, serão direcionados para capturar a radiação térmica do 2026 ED138 e definir se a gravidade interna foi capaz de moldá-lo em uma esfera quase perfeita.















