Vazamento de fotos íntimas investiga lojas de celular em Iporá (GO)Por Luís Henrique Costa
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Cinco jovens procuraram a Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deam) de Iporá, no oeste de Goiás, para denunciar o vazamento de fotos e vídeos íntimos. Elas deixaram os celulares antigos em dois comércios da cidade antes de concluir a troca por aparelhos novos. A Polícia Civil abriu investigação para apurar a extração e o compartilhamento das imagens em grupos de mensagens.
Segundo o advogado Victor Hugo Neves Silva, inscrito na subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Iporá, o escritório que representa as vítimas acompanha o caso desde o registro. Ele afirmou: “O ponto central do caso é a extração de imagens íntimas dos aparelhos das vítimas sem o conhecimento ou consentimento delas, bem como a posterior divulgação desse material, ocasionando graves violações à intimidade, à privacidade e à dignidade dessas mulheres”, disse o defensor.
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Senhas pedidas para a troca de aparelhos nas lojas
De acordo com o relato da defesa, as jovens compraram celulares novos nos estabelecimentos, que trabalham com venda e troca de aparelhos. Para transferir os arquivos dos dispositivos antigos, os responsáveis pelos comércios pediram as senhas de desbloqueio das clientes. O procedimento era apresentado como um serviço técnico necessário à troca.
O advogado suspeita que os dois empresários tenham usado esse acesso para copiar fotos e vídeos privados das proprietárias para um aparelho externo. Depois dessa extração, o conteúdo começou a circular na internet. A defesa aponta a retirada dos arquivos como o ponto de partida do caso.
“Após o vazamento, as imagens passaram a circular em grupos de mensagens, sendo compartilhadas por terceiros, o que ampliou significativamente os danos sofridos pelas vítimas”, afirmou Victor Hugo Neves Silva. Segundo ele, a divulgação por outras pessoas aumentou o prejuízo para as mulheres.
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Lojas negam vínculo e outra cobra apuração com provas
Os nomes das duas lojas e dos empresários suspeitos não foram divulgados pelas autoridades nem pela defesa das jovens. A forma exata como o material extraído foi lançado na rede ainda é apurada pela Polícia Civil. Os investigadores não informaram quando a identificação dos responsáveis deve ser concluída.
Procurados durante a apuração, os dois estabelecimentos se manifestaram sobre as denúncias feitas em 22 de outubro de 2026. Uma das empresas divulgou nota negando qualquer ligação com os vazamentos e informou que o caso está sob análise interna. O segundo comércio repudiou as acusações e pediu que as informações sejam investigadas com base em fatos e evidências.
Pena de até 10 anos e dados registrados na Deam
A Polícia Civil informou que conduz o inquérito para identificar quem fez o vazamento inicial e quem repassou o material. A investigação tenta separar a responsabilidade de cada etapa, da extração à divulgação. Os dados oficiais da ocorrência registrada no município são estes:
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- Órgão responsável: Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deam) de Iporá (GO).
- Data de formalização das denúncias: 22 de outubro de 2026.
- Denunciantes identificadas: 5 jovens.
- Estabelecimentos citados nos relatos: 2 comércios de venda e troca de celulares.
- Pena prevista: até 10 anos de reclusão pelo crime de divulgação de registros íntimos.
Defesa quer identificar outros atingidos e processar quem repassa
O escritório que atende as cinco mulheres informou que o número de pessoas afetadas em Iporá pode ser maior do que o registrado na delegacia. A equipe jurídica monitora a circulação dos arquivos em aplicativos de mensagens para identificar novos envolvidos. Cada novo caso encontrado será levado às autoridades.
Além da apuração criminal sobre a conduta nos dois comércios, a defesa prepara ações de reparação de danos contra moradores e usuários que repassam as fotos e os vídeos. “Nosso escritório também está adotando as medidas judiciais cabíveis contra aqueles que continuam divulgando esse conteúdo, pois o compartilhamento não autorizado de imagens íntimas também pode configurar crime, independentemente de quem tenha realizado o vazamento inicial”, declarou o advogado Victor Hugo Neves Silva.















