Vazamento de fotos íntimas em Iporá leva cinco jovens à delegaciaPor Manuela
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Denúncias de vazamento de fotos e vídeos íntimos chegaram à Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deam) de Iporá, no oeste de Goiás. Segundo os relatos, as cinco vítimas deixaram os celulares antigos em dois comércios da cidade, e o conteúdo privado acabou circulando em grupos de mensagens. Os registros foram formalizados em 22 de outubro de 2026, e a Polícia Civil abriu investigação para apurar a extração e o compartilhamento das imagens.
O advogado Victor Hugo Neves Silva, inscrito na subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Iporá e integrante do escritório que representa as jovens, afirmou que os arquivos foram retirados dos aparelhos durante a troca. “O ponto central do caso é a extração de imagens íntimas dos aparelhos das vítimas sem o conhecimento ou consentimento delas, bem como a posterior divulgação desse material, ocasionando graves violações à intimidade, à privacidade e à dignidade dessas mulheres”, disse o defensor.
Senhas pedidas nas lojas e extração dos arquivos
As jovens compraram aparelhos novos nos estabelecimentos, que vendem e trocam celulares, e entregaram os antigos para a transferência de arquivos. Para fazer o serviço técnico, os responsáveis pelos comércios pediram as senhas de desbloqueio das clientes. A suspeita apresentada pelo advogado é a de que os dois empresários usaram esse acesso para copiar fotos e vídeos privados para um aparelho externo, e o material passou a circular na internet a partir daí.
A defesa sustenta que a divulgação aumentou os prejuízos. “Após o vazamento, as imagens passaram a circular em grupos de mensagens, sendo compartilhadas por terceiros, o que ampliou significativamente os danos sofridos pelas vítimas”, afirmou Victor Hugo Neves Silva.
Lojas negam ligação e pedem apuração com base em provas
Procurados durante a apuração do caso na cidade, os dois estabelecimentos se manifestaram sobre as denúncias. Uma das empresas divulgou nota negando qualquer ligação com os vazamentos e informou que o caso está sob análise interna. O segundo comércio repudiou as acusações e pediu que as informações sejam investigadas com base em fatos e evidências.
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Os nomes das duas lojas e dos empresários suspeitos não foram divulgados pelas autoridades nem pela defesa das jovens. A forma exata como o material extraído foi inicialmente lançado na rede ainda é apurada pela Polícia Civil.
Pena de até 10 anos e os dados registrados na Deam
A Polícia Civil conduz o inquérito para identificar a autoria do vazamento inicial e dos repasses do material. Os dados oficiais do registro feito na delegacia são os seguintes.
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- Órgão responsável pela apuração: Deam de Iporá (GO)
- Formalização das denúncias: 22 de outubro de 2026
- Denunciantes identificadas: 5 jovens
- Comércios citados nos relatos: 2 de venda e troca de celulares
- Pena prevista: até 10 anos de reclusão pelo crime de divulgação de registros íntimos
Defesa prepara ações contra quem repassa as imagens em Iporá
O escritório que atende as cinco mulheres informou que o total de pessoas afetadas na cidade pode ser maior do que o registrado na delegacia. A equipe jurídica acompanha a circulação dos arquivos em aplicativos de mensagens para identificar novos envolvidos.
Além da apuração criminal sobre os dois comércios, a defesa prepara ações de reparação de danos contra moradores e usuários que repassam as fotos e os vídeos. “Nosso escritório também está adotando as medidas judiciais cabíveis contra aqueles que continuam divulgando esse conteúdo, pois o compartilhamento não autorizado de imagens íntimas também pode configurar crime, independentemente de quem tenha realizado o vazamento inicial”, declarou o advogado Victor Hugo Neves Silva.







