Vacas com melhor amiga têm batimentos mais baixos, aponta pesquisaPor Carolina Costa
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Vacas que têm uma parceira preferida apresentam batimentos cardíacos mais baixos quando ficam ao lado dela. A conclusão consta de uma tese de doutorado de 2013 da pesquisadora Krista McLennan, da Universidade de Northampton, no Reino Unido. O tema ganhou visibilidade nas redes sociais, onde a expressão “melhor amiga” passou a ser usada com frequência para descrever o comportamento dos animais.
O que os pesquisadores registraram, porém, é mais específico do que uma amizade no sentido humano. Em uma fazenda leiteira, foram anotadas vários milhares de observações de pastejo, descanso e alimentação. Os dados mostraram que mais da metade das vacas passava a maior parte do pastejo e do descanso com uma única companheira.
Como 11 vacas foram separadas em pares preferidos
Antes do experimento, a pesquisadora identificou quais vacas se procuravam com mais frequência. Foram encontrados seis pares preferidos entre os 11 animais, e uma das vacas tinha duas companheiras preferidas. Cada animal foi colocado em um cercado por 30 minutos com a parceira preferida e, em outro momento, por 30 minutos com uma vaca com quem não tinha vínculo.
O que a queda dos batimentos revela sobre o vínculo
Os batimentos foram medidos a cada 15 segundos, o que permitiu comparar as duas situações no mesmo animal. Nos experimentos, a frequência cardíaca e a agitação foram menores quando as vacas estavam com a parceira preferida. O resultado indica que a presença de um companheiro conhecido atenua a reação ao isolamento.
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A frequência cardíaca, no entanto, mostra uma reação física e não traduz, em palavras humanas, o que o animal sente. Por isso, o achado é evidência de preferência social e de bem-estar, e não prova de amizade igual à das pessoas.
Consultas, ordenha e troca de lote causam estresse no rebanho
Segundo o estudo, vacas leiteiras são separadas com frequência para consultas veterinárias, isolamento após a ordenha e mudanças de lote. Essas situações interrompem vínculos já formados e expõem os animais a uma situação de estresse. A própria pesquisadora afirmou que fazendeiros relataram ver vínculos se formando no rebanho.
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Parentesco e convivência definem a força das parcerias
Parentesco, convivência de longo prazo e experiências compartilhadas são fatores citados na literatura sobre bovinos como influência na força desses laços. Por isso, uma parceria forte pode se formar em um lote e não existir em outro. Para quem cuida do rebanho, acompanhar quem procura quem ao longo do tempo tem mais valor do que uma observação isolada, segundo a pesquisadora.







