Onde fazer, de graça
Ministério das Cidades (MCID)
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Quem tem direito
- Famílias da Faixa 1 (baixa renda)Quem ganha até R$ 3.200 por mês na cidade ou até R$ 50.000 por ano no campo. Tem direito aos maiores descontos do governo, com inscrição no CadÚnico e no cadastro da prefeitura ou entidade.
- Beneficiários do Bolsa Família e BPCFamílias que recebem o Bolsa Família (piso de R$ 691) ou o BPC (R$ 1.621) e são selecionadas na Faixa 1 subsidiada ficam isentas das prestações e recebem o imóvel 100% quitado.
- Famílias das Faixas 2 e 3 (financiamento popular)Quem tem renda bruta mensal de R$ 3.200,01 a R$ 9.600 na cidade (ou de R$ 50.000,01 a R$ 134.000 anuais no campo) pode financiar imóveis novos ou usados com juros reduzidos do FGTS.
- Famílias da Faixa 4 (Classe Média)Quem tem renda bruta familiar de até R$ 13.000 por mês na área urbana pode financiar imóveis novos, usados ou na planta de até R$ 600 mil direto pela Caixa.
- Quem não tem casa própria no nomePara receber subsídio ou entrar na Faixa 1, você precisa ter 18 anos ou mais (ou ser emancipado), não ter imóvel residencial próprio nem ter recebido benefício habitacional da União antes.
Passo a passo
- Some a renda bruta da família
Some o salário bruto (sem descontos) de todos que moram na casa. Não inclua valores de Bolsa Família, BPC, seguro-desemprego, auxílio-doença ou auxílio-acidente: a lei deixa esses benefícios fora da conta.
- Identifique a sua faixa na tabela
Veja se a soma mensal fica até R$ 3.200 (Faixa 1), até R$ 5.000 (Faixa 2), até R$ 9.600 (Faixa 3) ou até R$ 13.000 (Faixa 4). No campo, some a renda dos últimos 12 meses.
- Na Faixa 1 subsidiada, atualize o CadÚnico
Se a renda for de até R$ 3.200 mensais e você busca moradia subsidiada pelo governo, vá ao CRAS ou posto do CadÚnico do seu município para inscrever ou atualizar os dados da família.
- Inscreva-se na prefeitura ou entidade (Faixa 1)
Procure a Secretaria de Habitação da sua prefeitura para entrar no Cadastro Habitacional. Na modalidade Entidades ou Rural, procure uma entidade organizadora habilitada pelo Ministério das Cidades.
- Para financiar (Faixas 1 a 4), simule na Caixa
Se você quer financiar um imóvel novo ou usado, baixe o aplicativo Habitação Caixa ou acesse o Simulador Habitacional no site caixa.gov.br para ver o valor da entrada, o subsídio e as parcelas.
- Entregue os documentos e assine o contrato
Na Faixa 1 subsidiada, aguarde a convocação da prefeitura para levar os documentos. No financiamento, leve a documentação pessoal e do imóvel a uma agência da Caixa ou Correspondente Caixa Aqui para análise e assinatura.
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Tabela das faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida em 2026
Os limites de renda bruta familiar foram reajustados pela Portaria MCID n. 333, de 30 de março de 2026, em vigor desde 1º de abril de 2026. O enquadramento considera sempre a renda bruta, ou seja, o valor total antes dos descontos de INSS ou Imposto de Renda.
Nas áreas urbanas, o cálculo é feito pela renda mensal da família. Nas áreas rurais, vale a renda bruta acumulada ao longo do ano.
| Faixa do programa | Renda urbana (mensal) | Renda rural (anual) | Teto do imóvel urbano |
|---|---|---|---|
| Faixa 1 | Até R$ 3.200,00 | Até R$ 50.000,00 | Até R$ 275 mil (conforme cidade) |
| Faixa 2 | De R$ 3.200,01 a R$ 5.000,00 | De R$ 50.000,01 a R$ 70.900,00 | Até R$ 275 mil (conforme cidade) |
| Faixa 3 | De R$ 5.000,01 a R$ 9.600,00 | De R$ 70.900,01 a R$ 134.000,00 | Até R$ 400 mil |
| Faixa 4 (Classe Média) | De R$ 9.600,01 a R$ 13.000,00 | Teto geral de até R$ 162.500,00 | Até R$ 600 mil |
O que entra e o que fica de fora no cálculo da renda
Para saber em qual faixa sua família se encaixa, você deve somar os rendimentos brutos de todos os moradores da casa: salários registrados em carteira, aposentadorias, pensões do INSS, pró-labore e rendimentos de trabalho autônomo ou informal.
Por lei, benefícios temporários de natureza indenizatória, assistencial ou previdenciária não entram nessa conta. Ficam de fora do cálculo o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), o seguro-desemprego, o auxílio-doença (benefício por incapacidade temporária) e o auxílio-acidente.
Diferença entre moradia subsidiada (Faixa 1) e financiamento na Caixa
Na Faixa 1 subsidiada (recursos do FAR, FDS ou FNHIS), o governo federal banca quase todo o valor do imóvel. Quem não recebe Bolsa Família nem BPC paga em 60 meses (5 anos), sem juros, com parcela mínima de R$ 80,00. Quem recebe Bolsa Família ou BPC tem o contrato 100% quitado e não paga prestações. Nessa linha, você não escolhe o imóvel no mercado: precisa se inscrever na prefeitura e aguardar a seleção para conjuntos habitacionais da sua cidade.
Já na linha financiada (disponível da Faixa 1 à Faixa 4 com recursos do FGTS), você mesmo escolhe a casa ou apartamento novo, usado ou na planta e pede o financiamento diretamente à Caixa Econômica Federal. As taxas de juros nominais variam de 4% a 10% ao ano conforme a faixa de renda, e estados e prefeituras ainda podem dar um desconto extra na entrada de até R$ 55 mil na Faixa 1, R$ 35 mil na Faixa 2 e R$ 20 mil na Faixa 3 por meio do MCMV Cidades.
Quem tem prioridade na seleção da Faixa 1
Como a procura por imóveis subsidiados da Faixa 1 é maior que o número de casas em construção, o Ministério das Cidades define critérios nacionais de prioridade para a seleção feita pelas prefeituras.
Têm preferência na fila as famílias que têm a mulher como responsável pelo domicílio, famílias com pessoas com deficiência, idosos, crianças ou adolescentes, moradores de áreas de risco ou desabrigados por calamidade pública e pessoas em situação de rua ou com trajetória de rua.
AtençãoA inscrição na Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida é 100% gratuita. Nunca pague taxas de cadastro, boletos ou valores adiantados a supostos intermediários ou corretores em redes sociais.
AtençãoNão existe inscrição para a Faixa 1 pelo WhatsApp ou por sites desconhecidos. O cadastramento para imóveis subsidiados é feito exclusivamente pela prefeitura do seu município ou por entidades credenciadas.
AtençãoManter o CadÚnico desatualizado há mais de 24 meses pode bloquear a seleção da sua família na Faixa 1, mesmo que você já tenha feito o cadastro habitacional na prefeitura.
Perguntas frequentes
Qual é a renda máxima para entrar no Minha Casa, Minha Vida em 2026?
Desde 1º de abril de 2026, com a Portaria MCID n. 333/2026, a renda bruta familiar máxima nas áreas urbanas é de R$ 13.000,00 por mês, que corresponde ao teto da Faixa 4 (Classe Média). Nas áreas rurais, as três faixas principais atendem rendas anuais de até R$ 134.000,00, com limite geral de até R$ 162.500,00 por ano.
Bolsa Família e BPC contam como renda no Minha Casa, Minha Vida?
Não. O valor recebido de Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego, auxílio-doença e auxílio-acidente não entra na soma da renda bruta familiar para definir a sua faixa no programa. Além disso, quem recebe Bolsa Família ou BPC tem direito ao imóvel 100% gratuito se for selecionado na Faixa 1 subsidiada.
Quem ganha um salário mínimo entra em qual faixa?
Quem ganha um salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026) ou mesmo até dois salários mínimos brutos por família entra na Faixa 1 Urbana, que aceita renda familiar mensal de até R$ 3.200,00. Nessa faixa estão os maiores subsídios do programa.
Como funciona a nova Faixa 4 para a classe média?
A modalidade Classe Média (Faixa 4) atende famílias urbanas com renda bruta mensal de R$ 9.600,01 até R$ 13.000,00. Ela não oferece subsídio do Orçamento da União, mas permite financiar imóveis novos, usados ou na planta de até R$ 600 mil pela Caixa Econômica Federal com juros abaixo da média de mercado.
Onde faço a inscrição para a Faixa 1?
Para concorrer aos imóveis subsidiados da Faixa 1, primeiro atualize seu Cadastro Único (CadÚnico) no CRAS da sua cidade. Em seguida, faça a inscrição no Cadastro Habitacional da prefeitura do seu município ou procure uma entidade organizadora habilitada pelo Ministério das Cidades.
Posso usar meu FGTS nas faixas do Minha Casa, Minha Vida?
Sim. Nos financiamentos habitacionais contratados pela Caixa, o saldo do FGTS pode ser usado para dar entrada no imóvel, diminuir o valor das prestações ou amortizar a dívida, desde que você e o imóvel cumpram as regras do Fundo de Garantia.
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