Bancos alertam: golpes de clonagem de cartões crescem 30% no Brasil em 2025

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Clonagem de cartão Foto: Clonagem de cartão - Foto: PeopleImages.com - Yuri A/Shutterstock.com

Fraudes envolvendo cartões de crédito têm crescido de forma alarmante no Brasil, com um aumento de 30% nos casos de clonagem registrados em 2025, segundo dados recentes de instituições financeiras. A popularização das compras online e o avanço das tecnologias utilizadas por criminosos intensificaram o problema, deixando muitos consumidores vulneráveis. Bancos de todo o país emitiram comunicados urgentes, orientando clientes a adotarem medidas de segurança para proteger suas finanças. A seguir, detalhamos as principais técnicas usadas pelos golpistas, sinais de alerta e estratégias para evitar prejuízos.

A clonagem de cartões, embora menos comum com a substituição das tarjas magnéticas por chips, continua sendo uma ameaça significativa. Golpistas desenvolveram métodos sofisticados para roubar informações, como números de cartões, datas de validade e códigos de segurança. Esses dados são frequentemente obtidos por meio de ataques cibernéticos ou táticas de engenharia social, que exploram a confiança dos usuários.

  • Phishing: Mensagens falsas que imitam bancos ou empresas pedem dados pessoais.
  • Sites falsos: Plataformas de compras fraudulentas capturam informações de cartões.
  • Aplicativos comprometidos: Apps maliciosos roubam dados salvos em dispositivos.

Com a digitalização das transações, o cuidado com a segurança tornou-se ainda mais crucial. Consumidores que armazenam dados de cartões em sites ou aplicativos correm riscos adicionais, especialmente em plataformas sem proteção adequada.

A evolução dos golpes de clonagem

Os métodos de clonagem de cartões evoluíram significativamente nos últimos anos. Antigamente, os criminosos dependiam de dispositivos físicos, como skimmers, instalados em caixas eletrônicos ou máquinas de pagamento, para capturar dados da tarja magnética. Com a introdução dos chips, que utilizam criptografia avançada, a clonagem física tornou-se mais difícil, mas os golpistas migraram para o ambiente digital, onde as vulnerabilidades humanas são o principal alvo.

Hoje, os ataques de phishing representam uma das maiores ameaças. Essas mensagens, enviadas por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens, frequentemente contêm links que direcionam o usuário a sites falsos, projetados para roubar informações. Em 2024, cerca de 40% das tentativas de fraude no Brasil envolveram phishing, segundo relatórios de segurança digital. Além disso, os criminosos têm explorado brechas em plataformas de e-commerce, comprometendo dados de milhares de consumidores em ataques coordenados.

Outro método crescente é o uso de malwares, que infectam dispositivos e capturam informações digitadas, como senhas e números de cartões. Esses programas maliciosos podem ser instalados por meio de downloads não confiáveis ou links maliciosos. A sofisticação desses ataques exige que os consumidores estejam atentos a qualquer comportamento incomum em seus dispositivos ou contas.

Sinais de que seu cartão pode ter sido clonado

Identificar rapidamente a clonagem de um cartão pode minimizar prejuízos financeiros. Um dos primeiros sinais é a presença de transações desconhecidas na fatura. Mesmo compras de pequeno valor, que muitas vezes passam despercebidas, podem indicar que o cartão foi comprometido. Consumidores devem revisar regularmente seus extratos bancários, utilizando aplicativos ou canais oficiais das instituições financeiras.

Notificações de compras não realizadas são outro alerta importante. Muitos bancos enviam mensagens em tempo real quando transações são realizadas, permitindo que o cliente identifique imediatamente qualquer atividade suspeita. Além disso, movimentações em horários ou locais atípicos, como compras internacionais realizadas sem o conhecimento do titular, são fortes indícios de fraude.

  • Compras pequenas: Golpistas testam o cartão com valores baixos para evitar suspeitas.
  • Transações internacionais: Podem ocorrer sem que o titular tenha viajado.
  • Notificações frequentes: Alertas de compras não reconhecidas devem ser investigados.
  • Mudanças no limite: Reduções ou aumentos não solicitados podem indicar problemas.

Monitorar essas movimentações é essencial, especialmente para quem utiliza cartões em múltiplas plataformas online. Bancos recomendam ativar alertas de transações para receber notificações instantâneas.

O que fazer após identificar uma fraude

Agir rapidamente é fundamental ao suspeitar de clonagem. O primeiro passo é entrar em contato com o banco ou a operadora do cartão para relatar o problema e solicitar o bloqueio imediato do cartão. A maioria das instituições financeiras oferece canais digitais, como aplicativos e sites, que permitem realizar esse procedimento em poucos minutos.

Após o bloqueio, o cliente deve contestar as transações fraudulentas, fornecendo detalhes sobre as compras não reconhecidas. Bancos geralmente possuem equipes especializadas em fraudes que analisam os casos e, em muitos casos, estornam os valores cobrados indevidamente. No entanto, a rapidez na comunicação é crucial para garantir a proteção financeira.

Registrar um boletim de ocorrência também é uma medida importante. Esse documento oficial detalha o incidente e pode ser útil para resolver disputas com o banco ou em processos judiciais, caso necessário. Além disso, o boletim ajuda as autoridades a rastrearem padrões de fraudes e identificarem grupos criminosos.

  • Contato imediato: Ligue para o banco ou use o aplicativo para bloquear o cartão.
  • Contestação de compras: Informe as transações suspeitas com datas e valores.
  • Boletim de ocorrência: Registre o caso em uma delegacia ou online.
  • Troca de senhas: Atualize senhas de contas vinculadas ao cartão.

Essas ações, quando realizadas prontamente, aumentam as chances de recuperação do prejuízo e protegem o consumidor de responsabilidades futuras.

Técnicas avançadas usadas por golpistas

Os criminosos por trás da clonagem de cartões utilizam uma combinação de tecnologia e manipulação psicológica para alcançar seus objetivos. Além do phishing, técnicas como o smishing (phishing por SMS) e o vishing (phishing por ligações telefônicas) têm ganhado espaço. Nessas abordagens, os golpistas se passam por representantes de bancos ou empresas, solicitando informações pessoais sob pretextos urgentes, como supostas falhas de segurança.

Outra prática comum é a criação de sites falsos que imitam plataformas legítimas de compras ou serviços bancários. Esses sites são projetados para capturar dados inseridos pelos usuários, como números de cartões e senhas. Em 2025, estima-se que 25% das fraudes online no Brasil tenham origem em sites fraudulentos, segundo dados de empresas de cibersegurança.

Os golpistas também exploram vulnerabilidades em pontos de venda físicos. Embora menos comum, o uso de dispositivos falsos em terminais de pagamento ainda ocorre, especialmente em estabelecimentos com pouca supervisão. Consumidores devem sempre verificar a integridade das máquinas de cartão antes de realizar pagamentos.

Golpes virtuais
Golpes virtuais – Foto: 1st footage/ Shutterstock.com

Estratégias de prevenção para consumidores

Proteger-se contra a clonagem de cartões exige uma combinação de cautela e boas práticas digitais. Uma das medidas mais eficazes é utilizar cartões virtuais para compras online. Esses cartões, oferecidos pela maioria dos bancos, possuem números temporários que expiram após um período ou uma única transação, reduzindo o risco de roubo de dados.

Outra recomendação é evitar salvar informações de cartões em sites ou aplicativos. Mesmo plataformas confiáveis podem ser alvos de ataques cibernéticos, e dados armazenados são um ponto de vulnerabilidade. Consumidores também devem priorizar sites com certificados de segurança, identificados pelo ícone de cadeado na barra de endereços e pelo protocolo “https”.

  • Cartão virtual: Use números temporários para compras online.
  • Sites seguros: Verifique o cadeado e o protocolo “https”.
  • Senhas fortes: Combine letras, números e caracteres especiais.
  • Autenticação em duas etapas: Ative em contas bancárias e aplicativos.
  • Monitoramento regular: Acesse extratos semanalmente para identificar anomalias.

Adotar essas práticas reduz significativamente as chances de ser vítima de fraudes e aumenta a segurança nas transações diárias.

O papel dos bancos na prevenção de fraudes

As instituições financeiras têm investido pesado em tecnologias para combater a clonagem de cartões. Sistemas de inteligência artificial e aprendizado de máquina são usados para monitorar transações em tempo real, identificando padrões suspeitos antes que causem prejuízos. Em 2025, cerca de 70% dos bancos brasileiros implementaram soluções de monitoramento avançado, segundo relatórios do setor.

Além disso, os bancos oferecem ferramentas que permitem aos clientes maior controle sobre seus cartões. Recursos como o bloqueio temporário, a definição de limites para transações online e a ativação de alertas personalizados estão disponíveis na maioria dos aplicativos bancários. Essas funcionalidades ajudam a detectar fraudes rapidamente e limitam o impacto de eventuais golpes.

Os comunicados recentes emitidos pelos bancos reforçam a importância da colaboração entre instituições e consumidores. Enquanto os bancos aprimoram seus sistemas de segurança, os clientes devem estar atentos a mensagens suspeitas e adotar práticas seguras no uso de cartões.

Riscos em compras online e como evitá-los

O crescimento do comércio eletrônico trouxe conveniência, mas também novos desafios para a segurança. Compras online representam 60% das transações com cartões no Brasil em 2025, e muitas delas são alvos de golpistas. Sites fraudulentos, promoções falsas e links maliciosos enviados por e-mail ou redes sociais são armadilhas comuns.

Para reduzir os riscos, consumidores devem pesquisar a reputação de lojas online antes de realizar compras. Plataformas como Reclame Aqui e avaliações de outros usuários podem indicar se um site é confiável. Além disso, evitar clicar em links recebidos por mensagens ou e-mails desconhecidos é uma prática essencial.

Outra dica é utilizar métodos de pagamento alternativos, como carteiras digitais ou serviços de intermediação, que adicionam uma camada extra de segurança. Esses serviços evitam que o número do cartão seja compartilhado diretamente com o vendedor, diminuindo o risco de exposição.

Educação financeira como aliada

A conscientização sobre segurança digital é uma ferramenta poderosa contra fraudes. Programas de educação financeira promovidos por bancos e organizações têm ensinado consumidores a reconhecerem golpes e protegerem suas informações. Em 2024, mais de 500 mil pessoas participaram de campanhas de conscientização no Brasil, com foco em prevenção de fraudes.

Essas iniciativas abordam desde o reconhecimento de mensagens falsas até a importância de atualizar senhas regularmente. Consumidores que participam de programas educativos são 50% menos propensos a cair em golpes, segundo estudos recentes. Bancos também disponibilizam materiais online, como vídeos e guias, para orientar os clientes.

Manter-se informado sobre as táticas dos golpistas é essencial em um cenário onde as fraudes evoluem constantemente. A combinação de tecnologia, vigilância e educação forma a base para um uso seguro dos cartões de crédito.

Ações das autoridades contra fraudes

As autoridades brasileiras têm intensificado esforços para combater crimes cibernéticos, incluindo a clonagem de cartões. Operações policiais em 2024 resultaram na prisão de mais de 200 suspeitos envolvidos em esquemas de fraudes digitais, muitos deles ligados a grupos organizados. Delegacias especializadas em crimes cibernéticos, presentes em todos os estados, oferecem canais para denúncias e investigações.

Além disso, parcerias entre bancos e órgãos governamentais têm facilitado o compartilhamento de informações sobre atividades suspeitas. O Banco Central também implementou regulamentações que obrigam as instituições financeiras a adotarem medidas de segurança mais rigorosas, como a autenticação em duas etapas para transações de alto valor.

Os consumidores podem contribuir denunciando fraudes e fornecendo informações às autoridades. Portais online, como o da Polícia Civil, permitem registrar ocorrências sem a necessidade de comparecer a uma delegacia, agilizando o processo.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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