A Fórmula 1 anunciou, em 10 de junho de 2025, o calendário oficial da temporada 2026, que contará com 24 corridas e a permanência do GP de São Paulo, marcado para 6 a 8 de novembro, no circuito de Interlagos. A grande novidade é a estreia do GP de Madri, na Espanha, previsto para setembro, em um circuito de rua ainda pendente de homologação. A temporada começará na Austrália, entre 6 e 8 de março, e terminará em Abu Dabi, de 4 a 6 de dezembro. O GP da Emília-Romanha, em Ímola, foi excluído, reduzindo a Itália a uma única prova, em Monza. Outras mudanças incluem ajustes no GP de Mônaco, que abre a temporada europeia em junho, e uma reorganização para evitar conflitos com eventos como as 500 Milhas de Indianápolis e a final da Copa do Mundo. O anúncio reforça a relevância de Interlagos no cenário global do automobilismo.
O calendário de 2026 foi planejado para otimizar a logística das equipes, com uma sequência mais fluida entre as corridas na Europa, Ásia e Américas. A manutenção do GP de São Paulo destaca o compromisso da Fórmula 1 com o mercado brasileiro, onde a prova atrai milhares de fãs anualmente. Além disso, a inclusão de Madri reflete o crescimento do interesse pelo automobilismo na Espanha, que passará a sediar duas corridas.
- Principais destaques do calendário:
- Estreia do GP de Madri, em um circuito de rua.
- Exclusão do GP da Emília-Romanha, em Ímola.
- GP de São Paulo confirmado para novembro.
- Temporada com 24 corridas, de março a dezembro.
A temporada também considera eventos culturais, como o Ramadã, que influencia as datas dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, programados para abril.
Novidades no circuito europeu
O GP de Madri marca a principal inovação do calendário de 2026. A corrida, agendada para 11 a 13 de setembro, será realizada em um circuito de rua na capital espanhola, ainda sujeito à aprovação final da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). A Espanha, que já sedia o GP de Barcelona, terá duas provas pela primeira vez em décadas. No entanto, o contrato de Barcelona expira em 2026, e há incertezas sobre sua continuidade a partir de 2027.
A exclusão do GP da Emília-Romanha reduz a presença italiana no calendário. A prova em Ímola, que voltou ao circuito em 2020 após anos de ausência, não estará presente em 2026, deixando Monza como o único representante da Itália. A decisão reflete a necessidade de acomodar novas corridas, como a de Madri, em um calendário já saturado com 24 etapas.
Outro ajuste importante envolve o GP de Mônaco, que será disputado de 5 a 7 de junho, uma mudança em relação ao tradicional fim de semana de maio. A alteração visa evitar a sobreposição com as 500 Milhas de Indianápolis, que agora coincidirá com o GP do Canadá, em 24 de maio. Essa reorganização cria uma temporada europeia mais coesa, iniciando em Mônaco e terminando em Madri, sem interrupções por corridas em outros continentes.
Relevância do GP de São Paulo
O GP de São Paulo, realizado no autódromo de Interlagos, é um dos eventos mais aguardados pelos fãs brasileiros da Fórmula 1. A prova, confirmada para 6 a 8 de novembro, mantém sua posição no calendário como uma das últimas corridas da temporada. Interlagos é conhecido por sua pista desafiadora, com curvas técnicas e mudanças climáticas imprevisíveis, que frequentemente resultam em corridas emocionantes.
A permanência da etapa brasileira reflete sua importância econômica e cultural. Em 2024, o GP de São Paulo atraiu mais de 260 mil espectadores ao longo do fim de semana, gerando um impacto econômico significativo para a cidade. A edição de 2026 será a 53ª corrida de Fórmula 1 no Brasil, consolidando Interlagos como um dos circuitos mais tradicionais do campeonato.
- Fatos sobre o GP de São Paulo:
- Realizado desde 1973, com interrupções.
- Capacidade para cerca de 60 mil pessoas por dia.
- Pista de 4,3 km, com 15 curvas.
- Última vitória brasileira: Felipe Massa, em 2008.
Save the date 🔒
— Formula 1 (@F1) June 10, 2025
Presenting the 2026 Calendar 🗓️
24 races across the world to crown our champion 🏆#F1 #Formula1 pic.twitter.com/4xe7e8MPM6
Ajustes para grandes eventos
A Fórmula 1 também considerou o calendário de outros eventos esportivos ao planejar 2026. O GP da Bélgica, marcado para 17 a 19 de julho, coincide com a final da Copa do Mundo, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Embora os horários exatos da final ainda não tenham sido confirmados pela Fifa, a Fórmula 1 planejou a corrida para evitar conflitos diretos com o evento futebolístico.
A mudança no GP de Mônaco, mencionada anteriormente, também beneficia a relação com a Fórmula Indy. Em anos anteriores, a corrida em Montecarlo e as 500 Milhas de Indianápolis eram realizadas no mesmo dia, dividindo a atenção do público. Em 2026, o GP do Canadá assumirá essa coincidência, mas os horários foram ajustados para minimizar a sobreposição.
Logística e sustentabilidade
A Fórmula 1 tem enfrentado críticas sobre o impacto ambiental de suas 24 corridas, que envolvem deslocamentos globais de equipes, carros e equipamentos. Para 2026, o calendário foi estruturado para melhorar a logística, reduzindo viagens desnecessárias. A sequência de corridas na Europa, de junho a setembro, elimina idas e vindas entre continentes, enquanto a primeira metade da temporada concentra etapas na Ásia e Oceania.
A temporada começa na Austrália, seguida por China e Japão, antes de retornar ao Oriente Médio para os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita. Essa organização geográfica visa reduzir a pegada de carbono do campeonato, uma prioridade para a Fórmula 1, que planeja ser neutra em carbono até 2030.
Corridas na América
Além do GP de São Paulo, a Fórmula 1 mantém uma forte presença nas Américas em 2026. O GP de Miami, agendado para 1 a 3 de maio, abre a sequência de corridas no continente, seguido pelo GP do Canadá, em 22 a 24 de maio. Os Estados Unidos também sediarão o GP de Austin, de 23 a 25 de outubro, e o GP de Las Vegas, de 19 a 21 de novembro. O GP do México, de 30 de outubro a 1º de novembro, completa o calendário na região.
- Etapas nas Américas:
- Miami: Circuito urbano, introduzido em 2022.
- Canadá: Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal.
- Austin: Circuito das Américas, desde 2012.
- México: Autódromo Hermanos Rodríguez, desde 1963.
- Las Vegas: Circuito de rua, estreou em 2023.
Temporada asiática e do Oriente Médio
A primeira metade do campeonato foca em corridas na Ásia e no Oriente Médio, com ajustes para respeitar o Ramadã, que ocorre entre fevereiro e março. Os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, programados para abril, evitam conflitos com o período de jejum muçulmano. A China, que retorna ao calendário em 2026 após anos de ausência, terá sua corrida em Xangai, de 13 a 15 de março, enquanto o Japão mantém sua tradicional prova em Suzuka, de 27 a 29 de março.
O GP de Cingapura, em 9 a 11 de outubro, e o GP do Catar, de 27 a 29 de novembro, completam as etapas asiáticas e do Oriente Médio, conhecidas por seus circuitos modernos e corridas noturnas.
Circuitos tradicionais em destaque
Além de Interlagos, circuitos históricos como Monza, Silverstone e Spa-Francorchamps continuam no calendário de 2026. O GP da Inglaterra, em Silverstone, está marcado para 3 a 5 de julho, enquanto o GP da Bélgica, em Spa, ocorrerá em 17 a 19 de julho. Monza, sede do GP da Itália, será realizado de 4 a 6 de setembro, reforçando a tradição do automobilismo europeu.
Esses circuitos são conhecidos por sua história e desafios técnicos, atraindo pilotos e fãs. Spa-Francorchamps, por exemplo, é famoso por sua curva Eau Rouge, enquanto Monza é chamada de “Templo da Velocidade” devido às altas velocidades alcançadas.
Expectativas para 2026
A temporada de 2026 será a última antes de uma grande mudança no regulamento técnico da Fórmula 1, prevista para 2027. As equipes já estão se preparando para as novas regras, que incluirão carros mais leves e motores híbridos mais eficientes. O calendário anunciado reflete o equilíbrio entre a manutenção de corridas tradicionais, como o GP de São Paulo, e a expansão para novos mercados, como Madri.
A inclusão de 24 corridas mantém a Fórmula 1 como um dos campeonatos mais extensos do esporte mundial, exigindo planejamento detalhado de pilotos, equipes e organizadores. A confirmação de Interlagos no calendário reforça a paixão do público brasileiro pelo automobilismo, enquanto a estreia de Madri promete atrair novos fãs na Europa.
