Caixa-preta de avião da Air India é encontrada após tragédia com 241 mortos

Acidente de avião da Air India

Acidente de avião da Air India - Foto: Reprodução/Tv Globo

A queda de um Boeing 787-8 Dreamliner da Air India, na quinta-feira, 12 de junho de 2025, matou 241 pessoas em Ahmedabad, na Índia, segundos após a decolagem. Uma das caixas-pretas do voo, que seguia para Londres, foi localizada, marcando um avanço nas investigações. O único sobrevivente, um homem de 40 anos, escapou pela saída de emergência. O acidente, que ocorreu em uma área residencial, chocou o país e mobiliza autoridades para esclarecer as causas. A tragédia envolveu 232 passageiros e dez tripulantes, com vítimas de diversas nacionalidades, incluindo indianos, britânicos e portugueses. A descoberta da caixa-preta pode trazer respostas sobre o desastre.

O voo AI-687 decolou do aeroporto de Ahmedabad às 13h45 no horário local, mas perdeu contato com a torre de controle a apenas 190 metros de altitude, segundo a plataforma FlightRadar24. Vídeos mostram a aeronave perdendo tração, descendo rapidamente e explodindo ao atingir o solo. A Air India confirmou que o avião, com 12 anos de operação, caiu em uma área próxima ao aeroporto, causando destruição e pânico.

  • Vítimas e nacionalidades: Dos 242 ocupantes, 169 eram indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense.
  • Sobrevivente: Sentado na poltrona 11A, o único sobrevivente contrariou estatísticas de acidentes aéreos.
  • Investigação: A caixa-preta, feita de titânio e aço, armazena dados cruciais para esclarecer a tragédia.

As autoridades indianas intensificaram as buscas nos destroços, enquanto a população local presta homenagens às vítimas. A seguir, detalhes sobre o acidente, a investigação e o impacto da tragédia.

Localização da caixa-preta avança investigações
A descoberta de uma das caixas-pretas do Boeing 787-8 foi anunciada pelo Ministro da Aviação Civil da Índia, Ram Mohan Naidu Kinjarapu, na manhã de sexta-feira, 13 de junho. O dispositivo, essencial para entender as causas do acidente, contém registros de voz da cabine e dados técnicos, como velocidade, altitude e trajetória. Equipes de resgate e especialistas em aviação trabalham para recuperar a segunda caixa-preta, que pode complementar as informações. A localização do equipamento, de cor laranja para facilitar buscas, é um passo crucial para a investigação.

O processo de análise das caixas-pretas pode levar semanas, mas os dados iniciais são aguardados com expectativa. Autoridades indianas, em colaboração com a Boeing e a Air India, buscam determinar se a queda resultou de falha mecânica, erro humano ou fatores externos. A resistência dos dispositivos, projetados para suportar impactos e altas temperaturas, garante que as informações estejam preservadas, mesmo após a explosão.

Detalhes do voo e da tragédia
O voo AI-687 tinha como destino o aeroporto de Gatwick, em Londres, e transportava 232 passageiros e dez tripulantes. A aeronave, um Boeing 787-8 Dreamliner, é conhecida por sua eficiência e tecnologia avançada, o que torna o acidente ainda mais surpreendente. A Air India informou que o avião passou por manutenção regular e não apresentava problemas conhecidos antes do voo.

A decolagem ocorreu normalmente, mas, segundos depois, a aeronave perdeu altitude abruptamente. Dados da FlightRadar24 indicam que o Boeing atingiu apenas 190 metros antes de perder comunicação. Imagens captadas por moradores mostram o avião oscilando no ar, seguido por uma explosão ao atingir uma área residencial. A força do impacto destruiu casas próximas, mas não há relatos de vítimas em solo.

  • Cronologia do voo: Decolagem às 13h45, perda de contato às 13h46, queda confirmada às 13h47.
  • Danos no local: A explosão gerou uma bola de fogo visível a quilômetros de distância.
  • Resgate: Equipes de emergência chegaram ao local em minutos, mas encontraram poucos sinais de sobreviventes.

O sobrevivente que desafiou as estatísticas
Um homem de 40 anos, cuja identidade não foi revelada, tornou-se o único sobrevivente do desastre. Sentado na poltrona 11A, próxima à saída de emergência, ele conseguiu escapar antes que o avião fosse consumido pelas chamas. Em entrevista ao jornal “India Today”, o sobrevivente relatou que ligou para o pai minutos após o acidente, ainda em choque: “Não faço ideia de como saí desse avião.”

A sobrevivência dele é considerada excepcional, já que a maioria dos acidentes aéreos com tamanha gravidade não deixa sobreviventes. Estudos apontam que passageiros na parte dianteira, como na fileira 11, têm menores chances de escapar, o que torna o caso ainda mais notável. O homem está internado em um hospital de Ahmedabad, com ferimentos leves, e recebe acompanhamento psicológico.

Perfil das vítimas e impacto global
Entre as 241 vítimas, havia 169 indianos, 53 britânicos, sete portugueses, um canadense e outras nacionalidades não detalhadas. A presença de um ex-secretário do governo de Gujarat, uma figura pública na região, aumentou a comoção local. A tragédia também gerou reações internacionais, com condolências de líderes do Reino Unido, Portugal e Canadá.

Familiares das vítimas se reuniram no aeroporto de Ahmedabad, onde a Air India montou um centro de apoio. A companhia aérea prometeu assistência financeira e logística às famílias, além de colaborar com as investigações. A identificação dos corpos, dificultada pela explosão, é outro desafio para as autoridades.

Causas sob investigação
A queda do Boeing 787-8 levantou questionamentos sobre a segurança da aeronave e os procedimentos da Air India. Especialistas em aviação apontam que a perda de tração logo após a decolagem pode indicar problemas nos motores, falhas nos sistemas de controle ou até mesmo fatores externos, como pássaros na turbina. No entanto, apenas a análise da caixa-preta trará respostas definitivas.

A autoridade de aviação indiana, a Directorate General of Civil Aviation (DGCA), suspendeu temporariamente voos de Boeing 787-8 em Ahmedabad até que as investigações avancem. A Boeing, fabricante da aeronave, enviou uma equipe técnica para auxiliar nas buscas e na análise dos destroços.

  • Possíveis causas: Falha mecânica, erro humano, colisão com aves ou condições climáticas adversas.
  • Histórico do modelo: O Boeing 787-8 é usado por diversas companhias aéreas e tem um bom histórico de segurança.
  • Próximos passos: A DGCA planeja revisar os protocolos de manutenção da Air India.

Reações e apoio às famílias
A tragédia mobilizou a sociedade indiana, com voluntários e organizações locais oferecendo ajuda às equipes de resgate. Nas redes sociais, mensagens de solidariedade se multiplicaram, enquanto moradores de Ahmedabad organizaram vigílias em memória das vítimas. O governo indiano anunciou um fundo de emergência para apoiar as famílias afetadas.

A Air India enfrenta pressão para explicar o ocorrido, especialmente por se tratar de uma das principais companhias aéreas do país. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, expressou condolências e prometeu que o governo acompanhará as investigações de perto.

Tecnologia das caixas-pretas
As caixas-pretas, oficialmente chamadas de gravador de dados de voo (FDR) e gravador de voz da cabine (CVR), são projetadas para resistir a condições extremas. Feitas de titânio e aço, elas suportam temperaturas de até 1.100°C e impactos de 3.400 G. A cor laranja facilita sua identificação em destroços, e um sinal ultrassônico ajuda na localização em caso de quedas no mar.

No caso do voo AI-687, a caixa-preta encontrada é o FDR, que registra parâmetros técnicos do voo. A busca pelo CVR, que contém as conversas dos pilotos, continua. Esses dispositivos são cruciais para reconstruir os últimos momentos do voo e identificar falhas.

Histórico de acidentes na Índia
A aviação indiana tem enfrentado desafios em termos de segurança nos últimos anos. Embora o país tenha modernizado sua infraestrutura aeroportuária, incidentes como o de Ahmedabad reacendem debates sobre manutenção e treinamento. Em 2020, um voo da Air India Express saiu da pista em Kozhikode, matando 21 pessoas, o que levou a revisões nos protocolos de segurança.

O acidente de 2025 é um dos mais graves da história recente da Índia, superando em número de vítimas a tragédia de Mangalore, em 2010, que deixou 158 mortos. A comparação entre esses eventos destaca a necessidade de melhorias contínuas na aviação.

Esforços de resgate e próximos passos
As operações de resgate em Ahmedabad continuam, com equipes trabalhando 24 horas por dia para localizar a segunda caixa-preta e possíveis evidências nos destroços. Cães farejadores e drones são usados para agilizar as buscas. A área do acidente foi isolada, e moradores foram realocados temporariamente devido ao risco de explosões secundárias.

A Air India anunciou que revisará seus procedimentos internos e cooperará com as autoridades. A expectativa é que o relatório preliminar da investigação seja divulgado nas próximas semanas, trazendo mais clareza sobre as causas do desastre.

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