Onde assistir Brasil x Polônia pela VNL neste domingo (29) às 18h

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Brasil x Polonia Foto: Brasil x Polonia - Foto: Instagram

A seleção brasileira masculina de vôlei enfrenta a Polônia em um confronto decisivo pela liderança da Liga das Nações (VNL) 2025, neste domingo, 29 de junho, às 18h (horário de Brasília). O jogo, válido pela segunda semana da fase classificatória, acontece na Now Arena, em Chicago, Estados Unidos, com transmissão ao vivo pelo SporTV 2 e pela plataforma de streaming VBTV. Liderada pelo técnico Bernardinho, a equipe brasileira chega embalada após uma vitória épica por 3 sets a 2 contra a Itália, somando seis vitórias em sete jogos. A Polônia, vice-campeã olímpica em Paris 2024, também tem campanha sólida, com apenas uma derrota, e promete um duelo equilibrado. A partida é crucial para definir a ponta da tabela e consolidar a preparação do Brasil para a fase final em Ningbo, na China.

O confronto reedita rivalidades históricas, como a final da VNL de 2021, vencida pelo Brasil por 3 a 1. A torcida brasileira em Chicago, conhecida por lotar ginásios em eventos internacionais, deve comparecer em peso, enquanto a comunidade polonesa nos EUA também garante apoio à sua seleção. A Now Arena, com capacidade para 10 mil pessoas, já recebeu grandes jogos na etapa de Chicago, marcada por alta competitividade.

  • Desempenho do Brasil na VNL 2025 até agora:
    • 6 vitórias em 7 jogos
    • Líder na tabela com 17 pontos
    • Destaque: Judson, principal pontuador

A seleção brasileira, com nomes como Cachopa, Alan e Lucarelli, aposta em saques agressivos e bloqueios sólidos para superar a Polônia, comandada pelo técnico Nikola Grbić e liderada em quadra por jogadores como Kurek e Śliwka.

Rivalidade em quadra

O embate entre Brasil e Polônia carrega um histórico de confrontos memoráveis. Desde a criação da VNL, em 2018, as duas equipes se enfrentaram 11 vezes, com seis vitórias polonesas e cinco brasileiras. O equilíbrio é evidente: na edição de 2024, a Polônia eliminou o Brasil nas quartas de final por 3 a 1, mas, em 2021, o Brasil levou a melhor na final, conquistando o título em Rimini, na Itália.

A seleção polonesa, atual líder do ranking mundial da FIVB com 407,67 pontos, contra 331,73 do Brasil, em sexto, chega como favorita no papel. No entanto, a equipe de Bernardinho tem mostrado resiliência, especialmente após reverter placares adversos contra Ucrânia e Itália nesta edição. A vitória sobre os italianos, no sábado, por 3 a 2, com parciais de 25-22, 23-25, 25-21, 20-25 e 15-12, demonstrou a força mental do time brasileiro.

A Polônia, por sua vez, vem de uma atuação dominante contra os Estados Unidos, vencendo por 3 sets a 0, com destaque para o oposto Bartosz Kurek, que acumula 92 pontos na competição. A estratégia polonesa, baseada em ataques rápidos e bloqueios altos, será um desafio para o Brasil, que precisará manter a consistência no passe e explorar o talento de Judson, líder em pontos do time com 104 acertos.

Preparação brasileira

A seleção brasileira desembarcou em Chicago após uma primeira semana dominante no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, onde venceu Irã, Ucrânia e Eslovênia, perdendo apenas para Cuba em um tie-break. A etapa nos Estados Unidos começou com vitórias convincentes contra Canadá (3 a 0) e China (3 a 0), antes do duelo acirrado contra a Itália. Bernardinho, que assumiu o comando do Brasil em 2024 após a saída de Renan Dal Zotto, tem moldado um elenco que combina juventude e experiência.

Entre os destaques, o oposto Alan, com 31 pontos contra a Itália, e o ponteiro Lucarelli, peça-chave no ataque, têm sido fundamentais. O levantador Cachopa, responsável pela distribuição de jogadas, também ganhou elogios pela precisão. A ausência de veteranos como Bruninho e Lucão, aposentados após Paris 2024, abriu espaço para jovens como Lukas Bergmann e Adriano Xavier, que buscam se firmar na seleção.

  • Jogadores convocados para a etapa de Chicago:
    • Levantadores: Cachopa, Fernando
    • Opostos: Alan, Darlan
    • Ponteiros: Lucarelli, Honorato, Lukas Bergmann
    • Centrais: Flávio, Judson
    • Líbero: Maique

A preparação incluiu treinos intensos no United Center, com foco em estratégias para neutralizar o ataque polonês. Bernardinho destacou a importância de manter a agressividade no saque para desestabilizar a recepção adversária.

Força polonesa

A Polônia, sob o comando de Nikola Grbić, vive um ciclo vitorioso. Além da prata em Paris 2024, a equipe conquistou o título da VNL em 2023 e o vice-campeonato mundial em 2022, em casa. O elenco mescla jogadores experientes, como Kurek, com jovens talentos, como o ponteiro Aleksander Śliwka, que soma 87 pontos na VNL 2025. A solidez defensiva, liderada pelo líbero Pawel Zatorski, é outro trunfo.

Na etapa de Chicago, a Polônia enfrentou poucos sustos, exceto pela derrota para a Itália por 3 a 2 na primeira semana. A vitória sobre os EUA, com parciais de 25-20, 25-18 e 25-22, reforçou a confiança do time, que busca manter a liderança da VNL e consolidar sua posição no ranking mundial. Grbić, conhecido por sua abordagem tática, deve apostar em jogadas rápidas pelo meio com o central Norbert Huber.

Estrutura da VNL 2025

A sétima edição da Liga das Nações trouxe novidades. Com a inclusão de China e Ucrânia, o torneio agora conta com 18 seleções masculinas, contra 16 nas edições anteriores. Cada equipe disputa 12 jogos em três semanas, divididos em grupos rotativos em diferentes sedes. O Brasil, após jogar no Rio e em Chicago, seguirá para Chiba, no Japão, onde enfrentará Argentina, Japão, Turquia e Alemanha entre 16 e 20 de julho.

Os oito melhores avançam para a fase final, de 30 de julho a 3 de agosto, em Ningbo, na China. A competição, que substituiu a Liga Mundial em 2018, é um termômetro para grandes eventos, como o Mundial e os Jogos Olímpicos. O Brasil, campeão em 2021, busca o bicampeonato após campanhas irregulares em 2023 e 2024.

  • Sedes da VNL 2025:
    • Semana 1: Rio de Janeiro (Brasil), Antália (Turquia)
    • Semana 2: Chicago (EUA), Burgas (Bulgária), Belgrado (Sérvia)
    • Semana 3: Chiba (Japão), Gdansk (Polônia), Liubliana (Eslovênia)

Apoio da torcida

A comunidade brasileira em Chicago tem se mobilizado para apoiar a seleção. A Now Arena, localizada em Hoffman Estates, espera cerca de 8 mil espectadores, com ingressos a partir de 30 dólares. A presença de torcedores poloneses, numerosos na região, também promete criar um ambiente vibrante. A transmissão pelo SporTV 2 e VBTV garante que milhões de brasileiros acompanhem o jogo, com narração de Web Vôlei no YouTube complementando a cobertura sem imagens.

A torcida verde-amarela, conhecida por sua paixão, tem usado as redes sociais para enviar mensagens de apoio. Postagens com a hashtag #VoleiBrasil viralizaram, destacando a confiança em Bernardinho e no talento de jogadores como Alan e Judson.

Retrospecto e números

O histórico entre Brasil e Polônia na VNL reflete equilíbrio. Dos 11 confrontos, o Brasil venceu cinco, incluindo um 3 a 1 na fase de grupos de 2023. A Polônia, porém, levou a melhor nas quartas de final de 2024, com um 3 a 1 que interrompeu a campanha brasileira. Na atual edição, ambas as equipes têm 18 pontos, com a Polônia à frente por critérios de desempate.

O Brasil lidera em pontos de ataque, com 48% de eficiência, enquanto a Polônia domina no bloqueio, com média de 2,8 por set. Judson, com 104 pontos, é o maior pontuador brasileiro, seguido por Alan, com 89. Na Polônia, Kurek e Śliwka são as principais armas ofensivas.

Estratégias táticas

Bernardinho planeja explorar a velocidade do ataque brasileiro, com jogadas pelo meio comandadas por Flávio e Judson. A defesa, liderada pelo líbero Maique, será crucial para conter os ataques potentes de Kurek. A Polônia, por sua vez, aposta em saques flutuantes para dificultar a recepção brasileira, que mostrou fragilidade contra Cuba na primeira semana.

O treinador brasileiro testou formações diferentes em Chicago, dando minutos a jovens como Lukas Bergmann. A rotação do elenco visa manter a intensidade em um calendário apertado, com jogos em dias consecutivos. Grbić, conhecido por ajustes táticos precisos, deve reforçar o bloqueio duplo para frear Alan, principal referência ofensiva do Brasil.

Palco da Now Arena

A Now Arena, com sua estrutura moderna, tem sido elogiada por jogadores e organizadores. O ginásio, que sedia eventos esportivos e shows, oferece condições ideais para a VNL, com piso adaptado e iluminação de alto padrão. A escolha de Chicago como sede reflete o crescimento do vôlei nos EUA, especialmente após a prata feminina em Paris 2024.

A etapa americana, que inclui jogos de Estados Unidos, Canadá, Itália, China e Polônia, tem atraído atenção global. A transmissão da VBTV, com comentários em inglês e opções em outros idiomas, amplia o alcance do evento, enquanto o SporTV 2 foca na audiência brasileira.

Próximos desafios

Após enfrentar a Polônia, o Brasil terá uma pausa antes da terceira semana em Chiba, onde enfrentará adversários como o Japão, anfitrião, e a Argentina, em ascensão. A fase final em Ningbo será o grande teste, com as oito melhores seleções disputando o título. A Polônia, por sua vez, jogará em Gdansk, em casa, na terceira semana, enfrentando equipes como França e Sérvia.

A VNL 2025 serve como preparação para o ciclo olímpico de Los Angeles 2028, onde o Brasil já está classificado. Para Bernardinho, a competição é uma oportunidade de consolidar a base e testar novos talentos, enquanto a Polônia busca manter sua hegemonia no ranking mundial.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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