Feriado em julho: Rio se prepara para BRICS com bloqueios na Zona Sul e mudanças no trânsitoPor Bruna
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A Cúpula de Líderes do BRICS, marcada para 6 e 7 de julho de 2025 no Rio de Janeiro, transformará a rotina da cidade com um amplo esquema de segurança e mobilidade. Realizado no Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo, o evento reunirá chefes de Estado de 11 países membros, como Brasil, China e Rússia, além de nações parceiras. As preparações começam em 30 de junho, com reuniões técnicas, mas as principais mudanças ocorrem entre 4 e 7 de julho, incluindo interdições na Zona Sul, suspensão de áreas de lazer nas orlas e o fechamento temporário do Aeroporto Santos Dumont. A operação, coordenada pela prefeitura e forças de segurança, visa garantir a proteção das delegações e minimizar transtornos à população. O evento reforça a posição do Rio como palco de grandes encontros internacionais, após sediar a Cúpula do G20 em 2024.
A logística para receber líderes globais exige ajustes significativos na cidade. Moradores e visitantes enfrentarão restrições em áreas como Copacabana, Ipanema e Leblon, além de desvios no transporte público. A prefeitura criou o Rio BRICS Committee para organizar as atividades, que incluem desde encontros ministeriais até fóruns de negócios. O planejamento reflete a experiência do Rio em grandes eventos, mas também destaca os desafios de equilibrar segurança e mobilidade urbana.
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- Principais mudanças na cidade:
- Fechamento total do Aterro do Flamengo de 5 a 7 de julho.
- Suspensão do Aeroporto Santos Dumont para voos comerciais nos dias 6 e 7.
- Interdições na orla da Zona Sul e proibição de estacionamento.
- Desvios de linhas de ônibus e suspensão de feiras locais.
Segurança reforçada na Zona Sul
A Zona Sul, principal área de circulação das delegações, terá um esquema de segurança robusto. A Avenida Atlântica, em Copacabana, será interditada nos dois sentidos a partir das 22h de 5 de julho até o fim do dia 7. Apenas moradores com comprovante de residência poderão acessar a região, e o estacionamento estará proibido desde a noite do dia 4. A prefeitura informou que barreiras móveis serão instaladas em vias como Rua Barata Ribeiro e Avenida Nossa Senhora de Copacabana, com controle rigoroso de entrada e saída.
A Guarda Municipal e a CET-Rio atuarão em conjunto para orientar motoristas e pedestres. Em Ipanema e Leblon, o trânsito fluirá normalmente, mas a área de lazer nas orlas estará suspensa. A proibição de carga e descarga nas três regiões valerá durante todo o período do evento. Além disso, um treinamento das forças de segurança está agendado para 4 de julho, entre 6h e 8h, com bloqueio temporário do Aterro do Flamengo.
Impacto no transporte aéreo
O Aeroporto Santos Dumont, um dos principais da cidade, enfrentará restrições severas. Nos dias 6 e 7 de julho, estará fechado para voos comerciais e executivos, por determinação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). No dia 7, as operações só serão retomadas após as 18h. A medida visa garantir a segurança durante os deslocamentos das comitivas, que utilizarão rotas como a Linha Vermelha e a Avenida Brasil.
Passageiros com voos programados para esses dias devem antecipar seus planos, já que o acesso ao aeroporto será impactado pelo fechamento do Aterro do Flamengo a partir de 5 de julho. A recomendação é utilizar rotas alternativas, como a Linha Amarela, e consultar companhias aéreas para remarcações. O Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) manterá operações normais, absorvendo parte do fluxo de voos redirecionados.

Mudanças no transporte público
As interdições afetarão diretamente o transporte público, especialmente na Zona Sul. No Aterro do Flamengo, linhas de ônibus serão desviadas para a Praia do Flamengo, enquanto na Avenida Atlântica os coletivos seguirão por vias internas, como Rua Barata Ribeiro. A prefeitura divulgou que os itinerários serão ajustados para minimizar transtornos, mas os passageiros devem se programar para possíveis atrasos.
- Linhas impactadas na Zona Sul:
- Aterro do Flamengo: desvio pela Praia do Flamengo.
- Copacabana: circulação por vias internas.
- Ipanema e Leblon: operação normal, com reforço de agentes de trânsito.
Os pontos de ônibus próximos às áreas interditadas terão sinalização especial, e agentes da CET-Rio orientarão os usuários. A suspensão de feiras livres, como a Feiarte Lido e a Feira Serzedelo Correia, também alterará a dinâmica de circulação de pedestres em Copacabana.
Restrições na orla e áreas de lazer
A tradicional área de lazer nas orlas de Copacabana, Ipanema e Leblon, que atrai milhares de cariocas aos fins de semana, estará suspensa entre 5 e 7 de julho. A circulação de pedestres na Praia do Flamengo será restrita, com acesso permitido apenas por passagens subterrâneas. Objetos como bicicletas, patinetes e guarda-sóis estarão proibidos nas áreas de segurança, e as passarelas de acesso à orla ficarão fechadas a partir das 2h do dia 5.
Em Copacabana, o gradeamento contínuo ao longo da orla dificultará o acesso à praia, e travessias serão monitoradas por agentes de segurança. A medida busca proteger as delegações hospedadas em hotéis da região, como o Fairmont, onde ocorrerão reuniões ministeriais. A prefeitura orienta que moradores evitem atividades recreativas na orla durante o período.
Agenda preparatória do evento
As atividades relacionadas à Cúpula do BRICS começam antes dos dias oficiais do evento. Entre 30 de junho e 3 de julho, o Hotel Nacional, em São Conrado, receberá encontros de sherpas, responsáveis por preparar as decisões dos líderes. Nos dias 4 e 5, o Hotel Fairmont sediará reuniões de ministros de finanças e do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).
Na região central, o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Píer Mauá abrigarão eventos de negócios, como o Encontro de Negócios WBA/BRICS e o Fórum Empresarial do BRICS. O Palácio do Comércio, no Centro, será palco do Encontro dos Jovens Líderes dos BRICS nos dias 6 e 7. Essas reuniões paralelas reforçam a relevância econômica e diplomática do evento para o Rio.
Rotas estratégicas para as comitivas
As comitivas utilizarão vias estratégicas para se deslocar pela cidade. A Linha Vermelha será a principal rota, com reboques e batedores posicionados para agilizar a passagem dos líderes. A Avenida Brasil servirá como alternativa, enquanto a Linha Amarela conectará hotéis na Barra da Tijuca. A orla da Zona Sul, por sua vez, será usada para acessar acomodações em Copacabana, Ipanema e Leblon.
A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar atuarão em conjunto para garantir a fluidez dos deslocamentos. A Secretaria de Segurança Pública do Rio coordena a operação, que contará com apoio da Força Nacional, mas sem a necessidade de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO), conforme solicitado pelo governo estadual.
Suspensão de feiras e comércio local
O comércio em Copacabana será diretamente afetado pelas restrições. Entre 3 e 7 de julho, a feira noturna da Avenida Atlântica estará suspensa, assim como outras feiras locais, como a Feiarte Lido e a Feira Rainha Elizabeth. A proibição de carga e descarga nas áreas interditadas também impactará o abastecimento de bares, restaurantes e lojas.
A prefeitura orienta que comerciantes se preparem para as restrições, planejando estoques com antecedência. Serviços essenciais, como saúde, transporte e limpeza urbana, seguirão funcionando normalmente, mas com reforço de pessoal para atender à demanda do evento.
Planejamento municipal para o evento
O Rio BRICS Committee, criado pela prefeitura, é responsável por coordenar as ações relacionadas ao evento. O grupo elaborou o “Rio BRICS Calendar”, que reúne iniciativas até o fim de 2025, quando termina a presidência brasileira do bloco. A escolha do Rio como sede reforça sua experiência em eventos internacionais, como a Rio+20 e os Jogos Olímpicos de 2016.
A operação envolve colaboração entre órgãos municipais, estaduais e federais, incluindo a Polícia Federal e o Corpo de Bombeiros. A prefeitura também lançou a marca “Rio: Capital do BRICS”, inspirada no slogan usado durante o G20, para destacar a vocação da cidade para sediar encontros globais.
Medidas para minimizar transtornos
Para reduzir o impacto na rotina dos cariocas, a prefeitura declarou ponto facultativo em órgãos públicos e escolas no dia 4 de julho. A medida visa diminuir a circulação de pessoas durante os preparativos finais do evento. Além disso, a CET-Rio disponibilizará canais de comunicação para esclarecer dúvidas sobre interdições e desvios.
Moradores das áreas afetadas receberão orientações específicas, como a exigência de comprovantes de residência em Copacabana. A Guarda Municipal intensificará rondas nas regiões interditadas, enquanto a Secretaria de Transportes monitorará o fluxo de ônibus em tempo real.















