A BYD anunciou, em 1º de julho de 2025, uma redução de R$ 2.810 no preço do Dolphin Mini 2026, que passa a custar R$ 119.990 na versão de cinco lugares, marcando o início da produção na fábrica de Camaçari, Bahia. A versão de quatro lugares, menos procurada, será descontinuada após o fim do estoque, enquanto o modelo ganha a nova cor azul e mantém a bateria Blade de 38 kWh, com autonomia de 280 km. A medida, apresentada por Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, acompanha o desconto de R$ 4.810 no Song Pro, agora a R$ 199.990. A estratégia visa fortalecer a competitividade da marca no mercado de elétricos, que emplacou 21.968 unidades do Dolphin Mini em 2024, liderando o segmento no Brasil. A produção local reforça a aposta em veículos sustentáveis, com foco em urbanidade e economia.
O Dolphin Mini mantém equipamentos como tela giratória e seis airbags.
A nova cor azul responde à demanda por tons vibrantes entre consumidores.
- Preço reduzido: R$ 119.990, com desconto de R$ 2.810.
- Versão descontinuada: Modelo de quatro lugares, até fim do estoque.
- Nova cor: Azul, somada a verde, branco e preto.
- Produção local: Fábrica de Camaçari, Bahia, inicia montagem.
Redução de preço e estratégia de mercado
A BYD cortou o preço do Dolphin Mini 2026 de R$ 122.800 para R$ 119.990, uma redução de R$ 2.810, tornando-o o elétrico mais acessível do Brasil. A estratégia, anunciada em 1º de julho, coincide com o início da montagem na fábrica de Camaçari, Bahia, que também produz o Song Pro e o sedã King. A produção local, em regime SKD (montagem de peças semi-desmontadas), visa reduzir custos logísticos e atender à crescente demanda por veículos elétricos, que cresceu 12% em 2024, segundo a ABVE.
O desconto será mantido mesmo após a nacionalização total, prevista para 2026, quando a fábrica avançará para o sistema CKD (montagem completa). O Song Pro, SUV híbrido, também teve preço reduzido de R$ 204.800 para R$ 199.990, reforçando a aposta da BYD em preços competitivos contra rivais como Renault Kwid E-Tech e Fiat 500e.
A descontinuação da versão de quatro lugares reflete a baixa demanda, já que famílias e frotistas preferem a configuração de cinco lugares, mais versátil, com espaço para até 345 litros no porta-malas. A BYD confirmou que a versão de quatro lugares será vendida até o fim do estoque, sem previsão de volume remanescente.
Novidades visuais e equipamentos
O Dolphin Mini 2026 não traz a reestilização vista no Salão de Xangai, mantendo o design atual com grade frontal minimalista e faróis em LED. A principal mudança externa é a introdução da cor azul, somada às opções verde, branco e preto, atendendo à preferência por tons vibrantes no mercado brasileiro. O nome “BYD” agora aparece centralizado na tampa do porta-malas, alinhado ao padrão global da marca.
Internamente, o modelo mantém a tela giratória de 10,1 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, painel digital de 7 polegadas e bancos em couro sintético com ajuste elétrico para o motorista. A lista de equipamentos inclui seis airbags, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, freios a disco nas quatro rodas e chave presencial. A ausência da reestilização, com para-choques redesenhados e câmeras 360º, deve chegar apenas em 2026, com a produção CKD.
O motor elétrico dianteiro de 75 cv e 13,8 kgfm de torque, com bateria Blade de 38 kWh, garante 280 km de autonomia (Inmetro) e aceleração de 0 a 100 km/h em 14,9 segundos, testada em 14,5 segundos pela Autoesporte. A recarga de 30% a 80% leva 30 minutos com carregador DC de 40 kW.
- Cor nova: Azul, além de verde, branco e preto.
- Equipamentos mantidos: Tela giratória, seis airbags, chave presencial.
- Motorização: 75 cv, 13,8 kgfm, 280 km de autonomia.
- Recarga rápida: 30% a 80% em 30 minutos com 40 kW.
Produção na fábrica de Camaçari
A fábrica de Camaçari, com investimento de R$ 3 bilhões, iniciou operações em 1º de julho de 2025, marcando a primeira montagem do Dolphin Mini no Brasil. A unidade, que gerou 1.200 empregos diretos, tem capacidade inicial de 150 mil veículos por ano, com planos de dobrar até 2027. Além do Dolphin Mini, produz o Song Pro e o King, com foco em exportação para a América Latina. A produção SKD usa peças importadas da China, mas a BYD planeja a fabricação completa (CKD) em 2026, incluindo tropicalização para etanol nos híbridos.
A cerimônia de inauguração, liderada por Alexandre Baldy, destacou a importância da planta para a economia baiana. Parcerias com universidades locais visam desenvolver tecnologias de baterias e sistemas híbridos, reforçando a inovação. A fábrica, adaptada da antiga unidade da Ford, é a maior da BYD na América Latina, com potencial para reduzir preços a longo prazo.
Descontinuação da versão de quatro lugares
A BYD optou por descontinuar a versão de quatro lugares do Dolphin Mini devido à baixa procura, especialmente entre famílias e frotistas, que preferem a configuração de cinco lugares por sua versatilidade. A versão de quatro lugares, lançada em 2024, tinha espaço traseiro limitado, com 230 litros de porta-malas, contra 345 litros na versão de cinco lugares, expansível a 1.310 litros com bancos rebatidos. A decisão permite à BYD focar na produção de um modelo mais competitivo, alinhado às demandas do mercado brasileiro.
As unidades de quatro lugares remanescentes estão disponíveis em concessionárias até o fim do estoque, mas a BYD não divulgou a quantidade. A estratégia reflete a preferência por maior espaço interno, com o Dolphin Mini oferecendo conforto para até cinco ocupantes e um porta-malas capaz de carregar quatro malas de 20 polegadas.
Comparação com concorrentes
O Dolphin Mini 2026, com preço de R$ 119.990, compete com o Renault Kwid E-Tech (R$ 99.990) e o Fiat 500e (R$ 199.990). O Kwid E-Tech, com autonomia de 185 km, é mais barato, mas menos equipado, enquanto o 500e tem alcance de 320 km, mas preço elevado. O Dolphin Mini lidera em vendas, com 21.968 unidades emplacadas em 2024, contra 8.000 do Kwid E-Tech, segundo a ABVE. Sua bateria Blade, mais segura que baterias LFP tradicionais, é um diferencial.
A ausência de incentivos fiscais, como a isenção de IPI do programa Carro Sustentável, limita a competitividade, já que o Dolphin Mini é importado. A produção nacional, a partir de 2026, pode mudar esse cenário, com possíveis reduções adicionais.
Reação do público
A redução de preço e a nova cor azul geraram entusiasmo nas redes sociais, com a hashtag #DolphinMini2026 alcançando 300 mil menções em julho. Consumidores elogiaram a acessibilidade do modelo, mas criticaram a exclusão da reestilização e a demora na produção CKD. A descontinuação da versão de quatro lugares foi bem recebida por famílias, que preferem o espaço extra. Concessionárias em São Paulo e Salvador relataram aumento de 15% nas consultas após o anúncio.
A liderança do Dolphin Mini, com 1 milhão de unidades produzidas globalmente, reforça sua relevância. Usuários destacaram a praticidade urbana, com 280 km de autonomia e recarga rápida, ideal para deslocamentos diários. A BYD intensificou campanhas, destacando a tropicalização e a economia de manutenção.
Preparação para 2026
A BYD planeja lançar o Dolphin Mini reestilizado em 2026, com para-choques redesenhados, câmeras 360º e sistema God’s Eye de assistência semiautônoma, apresentado no Salão de Xangai. O modelo manterá a bateria de 38 kWh, mas pode ganhar ajustes internos, como console central renovado. A produção CKD permitirá maior personalização, com foco em etanol para híbridos, mas o Dolphin Mini seguirá 100% elétrico.
A fábrica de Camaçari também produzirá o BYD King e uma picape rival da Fiat Toro, anunciada para o Salão do Automóvel de 2026. A BYD aposta na expansão de sua linha eletrificada, com 150 mil unidades anuais previstas, reforçando a liderança no mercado de EVs.
Benefícios para consumidores
A redução de R$ 2.810 torna o Dolphin Mini mais acessível, com economia de manutenção estimada em 60% frente a carros a combustão. O modelo, com seis airbags e controles de estabilidade, oferece segurança de cinco estrelas no Euro NCAP. A recarga rápida, de 30% a 80% em 30 minutos, e o baixo custo por km (R$ 0,12) são atrativos para frotistas e motoristas de aplicativo.

