A BYD anunciou mudanças significativas para o Dolphin Mini 2026, o carro elétrico mais vendido do Brasil, que agora custa R$ 119.990, uma redução de R$ 2.810 em relação ao preço anterior. Em 1º de julho de 2025, a montadora revelou a descontinuação da versão de quatro lugares, mantendo apenas a configuração de cinco ocupantes, em um movimento estratégico para atender à demanda do mercado. Produzido na nova fábrica de Camaçari, Bahia, o modelo ganha status de veículo nacional e introduz novidades como a cor azul Glacial e rodas de 16 polegadas com design renovado. A decisão reflete a aposta da BYD em tornar o compacto ainda mais competitivo no segmento de elétricos acessíveis, especialmente para motoristas de aplicativos e consumidores urbanos. A produção local e o preço reduzido posicionam o Dolphin Mini como uma opção atraente frente a concorrentes como o Renault Kwid E-Tech.
O modelo, que já emplacou 35 mil unidades no Brasil desde seu lançamento em fevereiro de 2024, mantém sua proposta de eficiência energética e tecnologia avançada. A mudança para a configuração única de cinco lugares visa atender à preferência dos consumidores por maior versatilidade.
- Principais novidades do Dolphin Mini 2026:
- Preço reduzido para R$ 119.990, com desconto promocional em julho.
- Nova cor azul Glacial, além de branco, preto e amarelo.
- Rodas de 16 polegadas com acabamento diamantado.
- Descontinuação da versão de quatro lugares.
- Início da produção nacional em Camaçari, Bahia.
Preço promocional e estratégia de mercado
A redução de preço do BYD Dolphin Mini 2026, de R$ 122.800 para R$ 119.990, é uma promoção válida para julho de 2025, celebrando o início da produção na fábrica de Camaçari. A versão de quatro lugares, antes tabelada a R$ 118.800, será vendida até o fim do estoque, mas não fará parte da linha 2026. A BYD justificou a descontinuação como uma decisão estratégica para otimizar a oferta, já que a configuração de cinco lugares representa a maioria das vendas, com 11.388 unidades emplacadas no primeiro semestre de 2025, contra apenas 1.834 da versão de quatro lugares.
Essa mudança reflete a preferência do mercado brasileiro por veículos mais versáteis, especialmente entre motoristas de aplicativos, que valorizam o espaço extra para passageiros. A promoção de julho também inclui descontos para o público PCD, com preços a partir de R$ 99.800, tornando o Dolphin Mini ainda mais competitivo frente ao Renault Kwid E-Tech, que custa R$ 99.990, mas oferece menos equipamentos.
Novidades visuais e tecnológicas
O Dolphin Mini 2026 não traz mudanças no design geral, mas incorpora detalhes que renovam sua estética. A nova cor azul Glacial, um tom claro e metálico, junta-se às opções de branco, preto e amarelo, ampliando o apelo visual do compacto. As rodas de 16 polegadas, agora com acabamento diamantado e escurecido, conferem um toque de sofisticação ao modelo, que mantém suas dimensões compactas: 3,78 metros de comprimento, 1,71 metro de largura e 2,50 metros de entre-eixos.
Na traseira, o logotipo “Build Your Dreams” foi substituído pelo simples “BYD”, seguindo a nova identidade visual da marca. A central multimídia de 10,1 polegadas, embora não mais giratória, ganhou a atualização ICS 3.0, que inclui aplicativos como YouTube e Zoom, aumentando a conectividade. O painel de instrumentos digital de 7 polegadas e os pneus Hankook otimizados para elétricos completam as novidades.
Conjunto mecânico sem alterações
O Dolphin Mini 2026 mantém o motor elétrico dianteiro de 75 cavalos e 13,8 kgfm de torque, alimentado por uma bateria Blade de 38,8 kWh. A autonomia, de acordo com o Inmetro, é de 280 km, mas testes reais indicam até 340 km em condições ideais. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 14,9 segundos, com velocidade máxima de 130 km/h, números que confirmam a vocação urbana do modelo.
A recarga rápida, de 30% a 80% em 30 minutos com carregadores de 40 kW, garante praticidade para o uso diário. A eficiência energética, com custo estimado de R$ 0,09 por km (baseado em uma tarifa de R$ 0,85 por kWh), destaca o Dolphin Mini como uma opção econômica frente a hatches a combustão, como o Fiat Argo 1.3 CVT.
- Especificações técnicas do Dolphin Mini 2026:
- Motor elétrico de 75 cv e 13,8 kgfm de torque.
- Bateria Blade de 38,8 kWh com autonomia de 280 km (Inmetro).
- Recarga rápida de 30% a 80% em 30 minutos.
- Velocidade máxima de 130 km/h.
- Aceleração de 0 a 100 km/h em 14,9 segundos.
Produção nacional em Camaçari
A fábrica da BYD em Camaçari, Bahia, começou a operar em julho de 2025, marcando um marco para a indústria automotiva brasileira. O Dolphin Mini é o primeiro modelo elétrico produzido em série no país, ao lado do SUV Song Pro e do sedã King. A planta, que recebeu investimentos de R$ 3 bilhões, tem capacidade inicial para 50 mil unidades em 2025, com meta de alcançar 150 mil em 2026.
A nacionalização reduz custos logísticos e permite preços mais competitivos, além de reforçar a posição do Brasil como polo de mobilidade elétrica na América Latina. Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, destacou que a produção local celebra o sucesso do Dolphin Mini, que já emplacou 35 mil unidades desde seu lançamento.
Equipamentos que destacam o modelo
O Dolphin Mini 2026 mantém sua lista de equipamentos robusta, um diferencial em sua faixa de preço. A versão de cinco lugares inclui câmera 360°, ausente na configuração de quatro lugares, além de seis airbags, freios a disco nas quatro rodas, controle de cruzeiro e chave presencial. A central multimídia, compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, garante conectividade avançada, enquanto o ajuste elétrico do banco do motorista eleva o conforto.
Outros itens, como faróis de LED com acendimento automático, sensores de estacionamento traseiros e freio de estacionamento eletrônico com função auto-hold, posicionam o Dolphin Mini como um dos elétricos mais completos do segmento. Comparado ao Renault Kwid E-Tech, o modelo da BYD oferece mais tecnologia, embora tenha preço ligeiramente superior.
Desempenho no mercado brasileiro
O Dolphin Mini consolidou-se como o carro elétrico mais vendido do Brasil em 2024, com 21.945 unidades emplacadas até dezembro, superando concorrentes como o Peugeot 208 e o Citroën C3. Em 2025, as vendas continuaram a crescer, com 11.388 unidades da versão de cinco lugares no primeiro semestre, contra apenas 1.834 da configuração de quatro lugares, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
A preferência pela versão de cinco lugares reflete a demanda por maior versatilidade, especialmente em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, onde a infraestrutura de recarga está em expansão. A BYD também oferece incentivos, como o pagamento do IPVA 2025 para compradores de janeiro, reduzindo o custo efetivo em São Paulo para R$ 2.815,59 após descontos municipais.
- Números de vendas do Dolphin Mini:
- 21.945 unidades emplacadas em 2024.
- 11.388 unidades da versão de cinco lugares no 1º semestre de 2025.
- 1.834 unidades da versão de quatro lugares no mesmo período.
- 35 mil unidades totais vendidas até julho de 2025.
Comparação com a concorrência
No segmento de elétricos compactos, o Dolphin Mini enfrenta o Renault Kwid E-Tech, que custa R$ 99.990, mas oferece menos equipamentos, como a ausência de câmera 360° e ajuste elétrico do banco. O modelo da BYD também se destaca pelo custo de manutenção, estimado em R$ 1.900 até 60 mil km, contra valores mais altos de hatches a combustão como o Fiat Argo.
A autonomia de 280 km e o custo de R$ 0,09 por km reforçam a economia do Dolphin Mini, especialmente para motoristas de aplicativos, que representam uma fatia significativa de seus compradores. A BYD também oferece descontos para o público PCD, reduzindo o preço para R$ 99.800, o que intensifica a competição no mercado.
O impacto da nacionalização
A produção em Camaçari não apenas barateia o Dolphin Mini, mas também fortalece a economia local. A fábrica emprega cerca de 1.200 trabalhadores e deve gerar mais empregos à medida que a produção aumenta. A BYD planeja fabricar 600 mil unidades em cinco anos, com o Dolphin Mini liderando a linha de montagem ao lado do Song Pro e do King.
A iniciativa também responde à crescente demanda por veículos elétricos no Brasil, impulsionada por incentivos fiscais e expansão da infraestrutura de recarga. A Bahia, com sua reindustrialização, torna-se um polo estratégico para a BYD, que mira a liderança no mercado de elétricos na América Latina.
Planos futuros da BYD
Além do Dolphin Mini, a BYD prepara o lançamento de outros modelos nacionais, como a picape rival da Fiat Toro, prevista para o Salão do Automóvel. A marca também planeja expandir sua rede de concessionárias, que já ultrapassa 100 pontos no Brasil, facilitando o acesso a peças e serviços. A ausência da reestilização chinesa, com para-choques redesenhados, pode ser compensada em futuras atualizações, mas por ora a BYD foca na consolidação da produção local.
A estratégia de preços agressivos e a oferta de equipamentos avançados mantêm o Dolphin Mini como referência no segmento, atraindo consumidores que buscam sustentabilidade sem abrir mão de praticidade e tecnologia.

