CDBs atingem 111% do CDI na XP: veja taxas de renda fixa para investir hoje
O mercado de renda fixa na plataforma da XP Investimentos abriu a quinta-feira, 17 de julho de 2025, com oportunidades atrativas para investidores, oferecendo CDBs com rentabilidade de até 111% do CDI e taxas pré-fixadas de até 15,150% ao ano para vencimentos em 12 meses. Títulos atrelados à inflação, como NTN-B, chegam a pagar IPCA+8,400%, enquanto LCAs e LCIs apresentam retornos de até 12,420% e 12,500% em taxas pré-fixadas, respectivamente. As ofertas, disponíveis na XP, refletem o cenário de alta nos juros futuros no Brasil, impulsionado por incertezas globais, como a possibilidade de demissão do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Localizadas na plataforma digital da XP, essas opções atraem investidores urbanos e gestores em busca de segurança e rentabilidade. O movimento ocorre em um momento de volatilidade no mercado financeiro, com o dólar subindo 1,90% e o Ibovespa caindo 2,2% na quarta-feira.
A busca por ativos de renda fixa cresceu diante das incertezas econômicas. A plataforma da XP, que disponibiliza mais de mil opções de investimentos, registrou alta demanda por CDBs, LCAs e LCIs. A diversificação de prazos e rentabilidades permite atender diferentes perfis de investidores, desde os mais conservadores até aqueles que buscam maior exposição a índices como o CDI e o IPCA.
- Principais opções na XP:
- CDB Banco Digimais: 111% do CDI, vencimento em julho de 2030.
- NTN-B: IPCA+6,870%, vencimento em maio de 2045.
- LCA Banco SICOOB: 91% do CDI, vencimento em junho de 2030.
Cenário de juros no Brasil
Os juros futuros no Brasil registraram alta na quarta-feira, 16 de julho, influenciados por fatores externos e internos. A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 fechou em 14,365%, contra 14,356% da sessão anterior, enquanto o DI para janeiro de 2028 atingiu 13,75%. O aumento reflete a pressão dos rendimentos dos Treasuries americanos, que subiram após especulações sobre mudanças no comando do Federal Reserve. A taxa dos Treasuries de dez anos nos EUA alcançou 4,41%, impactando o mercado global. No Brasil, a imposição de tarifas de 50% pelos EUA sobre exportações brasileiras intensificou a volatilidade, com o dólar fechando a R$ 5,58.
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O relatório semanal da XP aponta uma abertura significativa na curva de juros, com o diferencial entre os contratos de DI para 2035 e 2026 reduzindo de -159,50 para -131,00 pontos-base. As taxas de juro real, como as das NTN-Bs com vencimento em 2030, consolidaram-se em 7,84%, ante 7,49% na semana anterior. Esses números indicam um mercado mais cauteloso, com investidores ajustando posições para minimizar riscos.

O que impulsiona as taxas de renda fixa
A combinação de incertezas globais e domésticas tem elevado a atratividade dos investimentos em renda fixa. Nos Estados Unidos, a possibilidade de substituição de Jerome Powell no Federal Reserve gerou preocupações sobre a política monetária, elevando os rendimentos dos Treasuries e impactando os mercados emergentes. No Brasil, a tarifa de 50% sobre exportações, anunciada pelo presidente americano Donald Trump, gerou receios de uma guerra comercial, com reflexos no câmbio e nos juros futuros.
- Fatores que pressionam os juros:
- Alta dos Treasuries americanos, com rendimentos de 4,41% para dez anos.
- Tarifas de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros, vigentes a partir de 1º de agosto.
- Volatilidade do dólar, que subiu 1,90% na quarta-feira.
- Aumento da demanda por ativos seguros, como CDBs e NTN-B.
A recuperação da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio ao embate com Trump, também influenciou o mercado, com analistas apontando maior sustentação aos prêmios de risco no Brasil. A resposta do governo brasileiro, que inclui negociações diplomáticas e possíveis retaliações comerciais, adiciona camadas de incerteza ao cenário econômico.
Por que investir em renda fixa agora
A renda fixa tornou-se uma escolha estratégica para investidores que buscam proteção contra a volatilidade. Os CDBs com até 111% do CDI oferecem retornos superiores à Selic, atualmente em 15%, enquanto as LCAs e LCIs atraem pela isenção de Imposto de Renda. Títulos atrelados ao IPCA, como as NTN-Bs, são ideais para quem deseja preservar o poder de compra em cenários de inflação elevada.
A plataforma da XP facilita o acesso a esses ativos, com mais de mil opções disponíveis, incluindo prazos que variam de 12 meses a 20 anos. A liquidez de alguns produtos, como CDBs com resgate diário, também é um diferencial para investidores que precisam de flexibilidade. No entanto, as ofertas são limitadas à disponibilidade na plataforma, exigindo agilidade na decisão de investimento.
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Como escolher o melhor ativo
Escolher o investimento ideal exige análise do perfil de risco e dos objetivos financeiros. CDBs pós-fixados, como os que pagam 111% do CDI, são indicados para quem aposta na manutenção de juros altos. Já os títulos pré-fixados, com taxas de até 15,150% ao ano, oferecem previsibilidade em cenários de queda de juros. Títulos híbridos, como NTN-B, combinam segurança com proteção contra a inflação.
- Critérios para a escolha:
- Prazo de vencimento: curto (12 meses) ou longo (até 2045).
- Tipo de rentabilidade: pré-fixada, pós-fixada ou híbrida.
- Liquidez: verificar se o ativo permite resgate antes do vencimento.
- Isenção fiscal: LCAs e LCIs são isentas de IR para pessoa física.
A diversificação entre diferentes tipos de títulos é recomendada para mitigar riscos. Investidores devem monitorar os movimentos do mercado, especialmente as decisões do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve, que influenciam diretamente as taxas de juros.
Impactos das tarifas americanas no mercado
As tarifas de 50% impostas pelos EUA, previstas para entrar em vigor em 1º de agosto, afetam diretamente setores como petróleo, aço, café e aeronaves, que representam 79% das exportações brasileiras para o mercado americano. A medida elevou a volatilidade, com o Ibovespa caindo 2,2% e os juros futuros subindo 16 pontos-base na quarta-feira. A resposta do Brasil, que inclui a formação de um grupo de empresários para avaliar alternativas, sinaliza esforços para minimizar prejuízos.
A possibilidade de retaliação brasileira, com base na Lei da Reciprocidade Econômica, pode impactar importações de produtos americanos, como máquinas e combustíveis. No entanto, analistas sugerem que o diálogo diplomático é a melhor estratégia, dado o superávit comercial dos EUA com o Brasil, que alcançou US$ 1,6 bilhão em 2025. A tensão comercial também reforça a busca por mercados alternativos, como China e União Europeia.
Alternativas para investidores
Diante do cenário de incertezas, a renda fixa se destaca como um porto seguro. Além dos CDBs, LCAs e LCIs, outros ativos, como debêntures incentivadas, também oferecem isenção fiscal e rentabilidades atrativas. A XP recomenda a análise de fundos de investimento em renda fixa, que combinam diferentes títulos para otimizar retornos.
- Outras opções na XP:
- Debêntures incentivadas: isenção de IR para infraestrutura.
- Fundos de renda fixa: diversificação com gestão profissional.
- Tesouro Selic: liquidez diária e segurança do governo.
A plataforma da XP orienta os investidores a abrir contas digitais para acessar essas opções, com suporte de assessores para personalizar estratégias. A volatilidade atual reforça a importância de decisões informadas, com base em relatórios de mercado e análises econômicas.

















