Os SUVs mais gastões do Brasil em 2025, conforme dados do Inmetro, combinam luxo, potência e alto consumo de combustível, com modelos como Ferrari Purosangue, Mercedes-Benz AMG G63 e Lamborghini Urus liderando o ranking. Publicado em julho de 2025, o levantamento do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) aponta veículos que chegam a fazer apenas 4 km/l na cidade, com preços que ultrapassam R$ 7 milhões. A análise, realizada em condições controladas, mede o consumo energético em megajoules por quilômetro (MJ/km), destacando os modelos menos eficientes do mercado. Esses SUVs, voltados para o público premium, priorizam desempenho e exclusividade, mas demandam gastos elevados com combustível. O ranking reflete a preferência por motores potentes, como V8 e V12, em detrimento da economia.
O mercado brasileiro de SUVs de luxo cresceu 12% em vendas no primeiro semestre de 2025, apesar dos altos preços e do consumo elevado. Marcas como Porsche, BMW e Audi dominam a lista, com modelos que oferecem tecnologia avançada e design sofisticado.
- Ferrari Purosangue: Consumo de 4,1 km/l na cidade e preço acima de R$ 7,4 milhões.
- Mercedes-Benz AMG G63: 5,4 km/l na cidade, com motor V8 biturbo de 585 cv.
- Lamborghini Urus Performante: 5,4 km/l na cidade e preço até R$ 4,3 milhões.
Por que esses SUVs consomem tanto?
A alta demanda por desempenho explica o elevado consumo energético dos SUVs listados. Motores de grande cilindrada, como o V12 6.5 da Ferrari Purosangue, entregam potência excepcional, mas sacrificam eficiência. A combinação de peso elevado, tração integral e tecnologias de ponta também contribui para o gasto.
Os testes do Inmetro, realizados em laboratório, simulam condições urbanas e rodoviárias, garantindo dados precisos. Modelos como o Porsche Cayenne Turbo GT Coupé, com 659 cv, atingem 7,9 km/l na estrada, mas consomem muito em trajetos curtos devido à sua proposta esportiva.
- Motores potentes: Cilindradas altas, como V8 e V12, priorizam desempenho.
- Peso elevado: SUVs de luxo têm estruturas robustas, aumentando o consumo.
- Tecnologia avançada: Sistemas como tração 4×4 elevam a demanda energética.
- Aerodinâmica: Designs agressivos nem sempre favorecem eficiência.
O preço do combustível no Brasil, com a gasolina a R$ 6,48 por litro em março de 2025, torna esses veículos ainda mais custosos de manter.
Preços que refletem exclusividade
Os SUVs mais gastões do mercado brasileiro têm preços que refletem seu status de exclusividade. A Ferrari Purosangue, com valor superior a R$ 7,4 milhões, é o mais caro da lista, seguida pela Lamborghini Urus Performante, que custa até R$ 4,3 milhões. Esses valores incluem acabamentos premium, tecnologias de ponta e personalização.
O Mercedes-Benz AMG G63, com preço de R$ 1.989.900, combina robustez com sofisticação, enquanto o BMW X6 M Competition, a R$ 1.298.950, aposta em design arrojado. Mesmo o Audi Q8, o mais “acessível” da lista, custa R$ 774.990, um valor elevado para um SUV com consumo de 6,4 km/l na cidade.
- Ferrari Purosangue: R$ 7,4 milhões, com motor V12 de 725 cv.
- Lamborghini Urus: Até R$ 4,3 milhões, com 666 cv.
- Mercedes-Benz GLE 63 S: R$ 1.299.900, com 612 cv.
- Audi Q7: R$ 774.990, com 340 cv e consumo de 6,6 km/l na cidade.
Esses preços, aliados ao alto consumo, posicionam esses SUVs como escolhas para consumidores que valorizam status e desempenho acima da economia.
Consumo energético em destaque
O consumo energético, medido em MJ/km, é o principal critério do Inmetro para classificar a eficiência dos veículos. Quanto maior o valor, menos eficiente é o modelo. A Ferrari Purosangue lidera com 4,88 MJ/km, seguida pelo Mercedes-Benz AMG G63 (3,95 MJ/km) e Lamborghini Urus Performante (3,77 MJ/km).
O Porsche Cayenne Turbo GT Coupé, com 3,44 MJ/km, e o BMW X7 M60i, com 3,24 MJ/km, também se destacam negativamente. Esses números refletem a prioridade dada à potência, com motores que entregam de 340 a 725 cv, mas comprometem a eficiência.
- Ferrari Purosangue: 4,88 MJ/km, o pior índice da lista.
- Mercedes-Benz AMG G63: 3,95 MJ/km, com 585 cv.
- BMW X6 M Competition: 3,53 MJ/km, com 625 cv.
- Audi Q8: 3,23 MJ/km, com 340 cv.
- Porsche Cayenne Turbo GT: 3,44 MJ/km, com 659 cv.
Apesar do alto consumo, esses SUVs oferecem tecnologias como suspensão adaptativa, sistemas de tração avançados e interiores de luxo, justificando parcialmente os custos elevados.
O mercado de SUVs de luxo no Brasil
O segmento de SUVs premium cresceu significativamente no Brasil, mesmo com os desafios econômicos. Em 2025, a venda de veículos de luxo registrou aumento de 12% no primeiro semestre, impulsionada por consumidores que buscam exclusividade. Marcas como Ferrari, Lamborghini e Porsche apostam em modelos que combinam desempenho esportivo com versatilidade.
A Ferrari Purosangue, por exemplo, marcou história como o primeiro SUV de quatro portas da marca italiana, atraindo atenção pelo design inovador e potência de 725 cv. Já a Lamborghini Urus Performante reforça sua posição como um dos SUVs mais rápidos do mercado, com aceleração de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos.
Por outro lado, o alto consumo de combustível levanta debates sobre sustentabilidade. Apesar da popularidade dos SUVs híbridos, como o Toyota Corolla Cross, os modelos mais gastões permanecem focados em motores a combustão, com pouca ou nenhuma eletrificação.
Alternativas mais econômicas no mercado
Embora os SUVs mais gastões dominem o segmento de luxo, o mercado brasileiro oferece alternativas mais econômicas. O Citroën Basalt, por exemplo, lidera o ranking de eficiência com 1,56 MJ/km e consumo de 13,2 km/l na cidade com gasolina. Outros modelos, como o Fiat Pulse e o Toyota Corolla Cross híbrido, também se destacam por equilibrar desempenho e economia.
Esses veículos, com preços entre R$ 89.990 e R$ 200.000, atendem consumidores preocupados com o custo de manutenção. A escolha entre um SUV premium gastão e um modelo econômico depende das prioridades do comprador, seja desempenho ou eficiência.
- Citroën Basalt: 1,56 MJ/km, com preço a partir de R$ 89.990.
- Fiat Pulse: 1,54 MJ/km, com motor 1.0 turbo flex.
- Toyota Corolla Cross: 18 km/l na cidade com gasolina, na versão híbrida.
- Renault Kardian: 9 km/l na cidade com etanol, a partir de R$ 115.990.
O impacto do custo de manutenção
Manter um SUV de luxo vai além do preço de compra. O custo com combustível, revisões e seguro é significativamente mais alto. Para a Ferrari Purosangue, por exemplo, o consumo de 4,1 km/l na cidade implica gastos mensais que podem ultrapassar R$ 2.000 apenas com gasolina, considerando uma média de 1.000 km rodados.
O Mercedes-Benz AMG G63, com seguro estimado em R$ 25.000 anuais e revisões que custam até R$ 10.000, também pesa no bolso. Esses fatores tornam os SUVs gastões escolhas exclusivas para um público seleto, disposto a arcar com os custos de manutenção.
Curiosidades sobre os SUVs mais gastões
Os SUVs menos econômicos de 2025 trazem características que vão além do consumo elevado. A Ferrari Purosangue, por exemplo, é o primeiro modelo da marca com quatro portas, enquanto o Lamborghini Urus Performante atinge 305 km/h, uma das maiores velocidades entre SUVs.
- Ferrari Purosangue: Primeiro SUV de quatro portas da marca, lançado em 2023.
- Lamborghini Urus: Acelera de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos.
- Porsche Cayenne Turbo GT: Oferece modo de condução esportivo com suspensão adaptativa.
- BMW X7 M60i: Um dos maiores SUVs da lista, com espaço para sete ocupantes.
Esses modelos, apesar do alto consumo, continuam atraindo consumidores pela combinação de luxo, tecnologia e desempenho.

