Citroën Aircross e Basalt 2026 ajustam vidros traseiros e C3 mantém console central

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Citroën Aircross

Citroën Aircross - Foto: Divulgação

A Citroën apresentou a linha 2026 dos modelos C3, Aircross e Basalt no Brasil, trazendo melhorias significativas em resposta às críticas dos consumidores, especialmente sobre a ergonomia dos comandos dos vidros traseiros. Lançada oficialmente em 3 de setembro de 2025, no Rio de Janeiro, a atualização reposiciona os botões dos vidros traseiros nas portas dos SUVs Aircross e Basalt, corrigindo um ponto polêmico de usabilidade. O hatch C3, no entanto, mantém os comandos no console central para os passageiros traseiros, preservando parte do layout original. A decisão veio após clínicas com clientes, que apontaram a localização dos botões como um dos maiores incômodos. Além disso, os modelos receberam novos equipamentos, acabamentos aprimorados e versões exclusivas, como a XTR para C3 e Aircross e a Dark Edition para o Basalt, reforçando a estratégia da marca francesa para conquistar o mercado brasileiro.

As mudanças atendem a uma demanda antiga do público, que considerava o posicionamento dos comandos no console central pouco intuitivo. A Citroën, pertencente ao grupo Stellantis, ajustou a arquitetura elétrica dos SUVs para incluir botões nas portas traseiras, facilitando o acesso tanto para o motorista quanto para os passageiros. O C3, embora tenha ganhado comandos na porta do motorista a partir da versão Feel, ainda depende dos botões centrais para os ocupantes traseiros, o que mantém parte da crítica original.

  • Principais mudanças na linha 2026:
    • Comandos de vidros traseiros reposicionados nas portas do Aircross e Basalt.
    • C3 mantém botões no console central para passageiros traseiros.
    • Novas versões: XTR para C3 e Aircross, Dark Edition para Basalt.
    • Acabamentos internos aprimorados com costuras aparentes e materiais soft-touch.

Novidades na ergonomia e usabilidade

A reformulação dos comandos dos vidros traseiros nos SUVs Aircross e Basalt reflete uma resposta direta às críticas dos consumidores, que apontavam a falta de praticidade no layout original. No projeto inicial da família C-Cubed, a Citroën optou por centralizar os botões no console para reduzir custos de produção, simplificando a arquitetura elétrica e eliminando chicotes individuais para cada porta. Essa escolha, porém, gerava dificuldades, especialmente para passageiros traseiros com mobilidade reduzida, que precisavam se inclinar para alcançar os controles. Nos modelos 2026, os SUVs agora oferecem botões nas portas traseiras, além de comandos na porta do motorista, alinhando-se às expectativas do mercado brasileiro e internacional, como já ocorre na Índia.

O C3, por sua vez, recebeu uma solução parcial. A partir da versão Feel, os comandos dos vidros traseiros foram adicionados à porta do motorista, facilitando o controle pelo condutor. No entanto, os passageiros traseiros ainda dependem dos botões no console central, o que pode manter a percepção de usabilidade limitada. Essa decisão da Citroën reflete um equilíbrio entre atender às demandas dos clientes e manter custos competitivos no segmento de entrada.

  • Pontos de atenção na ergonomia:
    • Aircross e Basalt: botões nas portas traseiras e na porta do motorista.
    • C3: comandos na porta do motorista apenas nas versões Feel, XTR e You.
    • Console central no C3: mantido para passageiros traseiros em todas as versões.
    • Arquitetura elétrica simplificada gerava economia, mas sacrificava usabilidade.
Citroën Aircross – Foto: Divulgação

Atualizações em acabamento e equipamentos

Além da correção dos comandos dos vidros, a linha 2026 trouxe melhorias no acabamento interno, um aspecto frequentemente criticado nos modelos da família C-Cubed. Os três modelos receberam revestimentos em couro sintético com costuras aparentes nos bancos e painéis, além de detalhes em preto brilhante nas molduras da central multimídia e saídas de ar. O Aircross e o Basalt agora contam com ar-condicionado digital automático a partir das versões Feel Turbo 200, enquanto o C3 oferece essa funcionalidade nas opções XTR e You. A central multimídia de 10,25 polegadas, com espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, ganhou bordas mais finas, proporcionando um visual mais moderno.

O Aircross, que abandonou o prenome C3, destaca-se com a nova cor Azul Cosmo Blue, antes exclusiva do Basalt, e a versão topo de linha XTR, que inclui rodas de 17 polegadas com pneus de uso misto Pirelli Scorpion, skid plates e detalhes estéticos em verde. O Basalt, por sua vez, introduz a Dark Edition, com acabamentos escurecidos, rodas de 16 polegadas em preto e detalhes em vermelho André Red, homenageando o fundador da marca. O C3 também ganhou a versão XTR, com visual aventureiro, painel digital de 7 polegadas e pneus de uso misto.

  • Destaques dos equipamentos:
    • Central multimídia de 10,25” com bordas ultrafinas em preto brilhante.
    • Ar-condicionado digital nas versões topo de linha de todos os modelos.
    • Duas portas USB-C de carregamento rápido para a segunda fileira.
    • Aircross XTR: ventilação suplementar para a terceira fileira e quatro airbags.
    • Basalt Dark Edition: pedaleira esportiva e soleiras personalizadas.

Estratégia de mercado e preços

A Citroën reposicionou a linha 2026 para atender diferentes públicos, com preços competitivos no segmento de compactos. O Aircross Feel Turbo 200, voltado para o público PCD, parte de R$ 94.990 com descontos, enquanto a versão XTR 7 Turbo 200 custa R$ 129.990. O Basalt inicia em R$ 93.990 na versão Feel, chegando a R$ 115.000 na Dark Edition. O C3, mais acessível, tem preço inicial de R$ 74.990 na versão Live, com a XTR custando cerca de R$ 87.590. A redução de versões, como a eliminação das configurações de cinco lugares no Aircross (exceto na Feel), reflete a estratégia de focar em modelos de sete lugares e opções mais equipadas.

A marca também ajustou os motores para manter competitividade. O Aircross e o Basalt utilizam exclusivamente o motor 1.0 turbo flex T200, com 130 cv e 20,4 kgfm de torque, acoplado a um câmbio CVT de sete marchas simuladas. O C3 oferece o motor 1.0 Firefly aspirado de 75 cv nas versões de entrada, com câmbio manual, e o T200 na topo de linha You. Rumores apontam que, em 2025, a Citroën pode introduzir o motor 1.3 Firefly aspirado de 109 cv em toda a linha, visando atrair públicos como taxistas, especialmente para o Aircross.

  • Preços da linha 2026:
    • C3 Live 1.0 MT: R$ 74.990.
    • Aircross Feel Turbo 200 AT (PCD): R$ 94.990.
    • Aircross XTR 7 Turbo 200: R$ 129.990.
    • Basalt Feel: R$ 93.990.
    • Basalt Dark Edition Turbo 200: R$ 115.000.

Reações do mercado e dos consumidores

As mudanças na linha 2026 foram bem recebidas por parte dos consumidores, especialmente pela correção dos comandos dos vidros nos SUVs. Avaliações em fóruns automotivos e redes sociais destacam a maior praticidade no Aircross e Basalt, embora alguns proprietários do C3 expressem frustração com a manutenção dos botões no console central. A introdução de acabamentos premium e novos equipamentos, como o ar-condicionado digital e o painel de 7 polegadas, também gerou comentários positivos, com usuários elogiando a evolução em relação às versões anteriores.

Por outro lado, a decisão de limitar as configurações de cinco lugares no Aircross gerou críticas entre consumidores que buscavam um SUV compacto sem a terceira fileira. A Citroën justificou a mudança como parte de uma estratégia para posicionar o Aircross como o SUV de sete lugares mais acessível do Brasil, concorrendo diretamente com a Chevrolet Spin. A chegada da versão XTR e da Dark Edition reforça o apelo visual e funcional, mas analistas apontam que a marca precisa investir em mais diferenciais, como saídas de ar-condicionado traseiras, para competir com rivais como Fiat Pulse e Volkswagen Nivus.

  • Feedback dos consumidores:
    • Elogios à ergonomia aprimorada nos SUVs Aircross e Basalt.
    • Críticas à manutenção dos botões no console central do C3.
    • Boa recepção aos acabamentos premium e novos equipamentos.
    • Insatisfação com a redução de versões de cinco lugares no Aircross.

Futuro da linha C-Cubed no Brasil

A Citroën planeja continuar evoluindo a família C-Cubed, com mudanças previstas para os próximos anos. Fontes indicam que, em 2025, o motor 1.3 Firefly aspirado será introduzido, começando pelo Aircross, seguido pelo C3 e Basalt. Esse motor, com 109 cv e 14,2 kgfm, pode reduzir os preços de entrada e atrair novos públicos, como frotistas. Além disso, uma reestilização está programada para 2026, inspirada no C3 europeu, mas com simplificações para o mercado brasileiro, como a ausência de faróis full-LED. O Basalt, lançado recentemente, deve receber atualizações visuais apenas em 2027, mantendo o foco em sua proposta de SUV cupê.

A marca também estuda incorporar itens disponíveis no mercado indiano, como saídas de ar-condicionado traseiras e chave presencial, que ainda não chegaram ao Brasil. Essas adições podem fortalecer a competitividade dos modelos, especialmente em um segmento dominado por rivais como Fiat, Volkswagen e Renault. A Citroën aposta na combinação de preço acessível, espaço interno generoso e melhorias graduais para consolidar sua posição no mercado brasileiro, onde enfrenta desafios para aumentar as vendas.

  • Planos futuros da Citroën:
    • Introdução do motor 1.3 Firefly em 2025 para toda a linha.
    • Reestilização do C3 em 2026, inspirada no modelo europeu.
    • Atualizações visuais do Basalt previstas para 2027.
    • Possível adoção de saídas de ar traseiras e chave presencial no Brasil.
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