A Volkswagen iniciará a produção de seus primeiros SUVs híbridos no Brasil, os novos T-Cross e Nivus, em 2027, na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). No entanto, o motor híbrido flex, essencial para esses modelos, só será fabricado localmente a partir de 2031, em São Carlos (SP). Até lá, a montadora importará o conjunto híbrido leve (MHEV) de 48V com motor 1.5 TSI Evo2 do México. A estratégia reflete o planejamento de longo prazo da empresa, que investe R$ 16 bilhões no país.
Os novos T-Cross e Nivus usarão a plataforma MQB Evo, derivada do T-Roc europeu, e marcarão a estreia do motor 1.5 TSI Evo2 flex no Brasil. A produção em São Carlos será adaptada para fabricar tanto o conjunto elétrico quanto a transmissão.
- Motores híbridos leves terão cerca de 150 cv e 25,5 kgfm de torque.
- Híbridos plenos, com até 170 cv, chegarão após 2027, sem previsão de produção local.
- A fábrica de São Carlos produz atualmente 600 mil motores por ano.
Preparação para a eletrificação
A fábrica de São Carlos, que hoje produz o motor 1.4 TSI, passará por ajustes graduais. A produção será reduzida até a chegada do 1.5 TSI Evo2. Fornecedores já desenvolvem componentes para o novo motor, garantindo a transição.
SUVs híbridos em 2027
Os novos T-Cross (VW226) e Nivus (VW213) serão lançados em 2027 e 2028, respectivamente. Ambos crescerão em tamanho, com dimensões próximas ao T-Roc europeu (4,37 m de comprimento). A plataforma MQB Evo permitirá maior espaço interno e tecnologia avançada. A Volkswagen também planeja usar o câmbio DSG nos modelos híbridos flex. O conjunto híbrido pleno equipará versões topo de linha do T-Cross e a picape Udara.
Diferenças com o T-Roc europeu
O CEO global da Volkswagen, Thomas Schäfer, destacou que os modelos brasileiros terão características distintas do T-Roc. A produção em São Bernardo do Campo está sendo preparada para veículos eletrificados.
Motor 1.5 TSI Evo2 no Brasil
O motor 1.5 TSI Evo2, da família EA211, opera em ciclo Miller e será flex, aceitando etanol. Na configuração híbrida leve, entregará 150 cv e 25,5 kgfm. Na híbrida plena, similar ao Toyota Corolla Cross, alcançará 170 cv e 31,6 kgfm. A Volkswagen não planeja versões plug-in (PHEV) nacionais no momento.
Investimento e estratégia
Com R$ 16 bilhões investidos, a Volkswagen foca na eletrificação no Brasil. A produção local do motor híbrido em 2031 reforça o compromisso com o mercado nacional. A importação inicial do México garante a chegada dos SUVs híbridos antes da nacionalização.
Expansão da linha híbrida
A Volkswagen também planeja um “SUV do Golf” na mesma plataforma MQB Evo. A picape Udara, futuramente, adotará o conjunto híbrido pleno, ampliando a oferta eletrificada.
