Starship voo 11: transmissão ao vivo mostra separação perfeita de estágios em teste no TexasPor Luís Henrique Costa
5 min de leitura
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A SpaceX iniciou o 11º voo teste da Starship na noite desta segunda-feira, 13 de outubro de 2025, na base de Starbase, no Texas. O lançamento ocorreu às 20h15 no horário de Brasília, com todos os 33 motores Raptor do booster Super Heavy ativados sem irregularidades. A transmissão ao vivo, acessível pelo site da empresa e perfis em redes sociais, registra o progresso contínuo da missão, que visa validar a reutilização de componentes.
O evento atraiu atenção global por testar inovações como o hot staging, processo de separação dos estágios com ignição simultânea. Até o momento, o booster completou sua descida controlada no Golfo do México, enquanto a nave superior segue trajetória orbital. A operação prossegue sem interrupções, com foco em manobras de reentrada planejadas para o Oceano Índico.
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Engenheiros da SpaceX monitoram dados em tempo real. O voo representa o último da configuração atual do Pad 1 e da versão Block 2 do veículo. Espectadores online superam 17 mil conexões iniciais.
Ativação dos motores marca início preciso
Todos os motores ligaram em sincronia perfeita. A imagem do cone de vapor formou-se logo após a decolagem. Equipes confirmaram ausência de falhas nos propulsores.
A pressão aerodinâmica máxima ocorreu sem desvios. O booster, com 24 motores reutilizados pela segunda vez, manteve estabilidade. Transmissões internas capturaram visões do Texas e do México abaixo.
Separação de estágios avança sem contratempos
O hot staging ativou-se conforme programado. Os motores do estágio superior religaram imediatamente após o corte dos inferiores. A separação ocorreu com precisão, gerando tração adicional para aceleração.
Engenheiros observaram a liberação do anel de separação, elemento descartável nesta missão. O processo durou segundos, com purgas de nitrogênio garantindo segurança. Imagens aéreas mostraram o anel retornando ao booster.
A manobra evitou colisões, com o anel posicionando-se abaixo do veículo principal. Essa etapa finaliza o uso do design atual, preparando transições para versões integradas.
Booster realiza descida controlada na água
O booster religou 13 motores para desaceleração. As aletas de grade ajustaram a orientação vertical. O veículo pairou sobre o Golfo do México antes do impacto.
A descida manteve verticalidade exata. Água invadiu compartimentos ao toque, confirmando testes de flutuação. O pouso durou menos de um minuto, validando reutilização.
Dados telemetriados indicam integridade estrutural preservada. Essa etapa reforça metas de recuperação oceânica para missões futuras.
- Propulsor Super Heavy: 70 metros de altura, equivalente a prédio de 30 andares.
- Motores Raptor: 33 no total, com foco em 24 reutilizados.
- Trajetória: Ascensão inicial sobre o Texas, separação a 70 km de altitude.
- Monitoramento: Câmeras internas registram pressões e fluxos em tempo real.
Nave superior prossegue para órbita planejada
A Starship, estágio superior, ativou seus três motores de vácuo após separação. Esses propulsores, maiores que os de nível do mar, otimizam desempenho em altitudes elevadas. A nave ganha velocidade para inserção orbital, com testes de religamento programados.
Planejamentos incluem liberação de satélites simulados e manobras de atitude. A viagem total estima uma hora até reentrada. Equipes rastreiam posição via GPS e sensores inerciais.
O design permite múltiplas ignições no espaço, essencial para transferências interplanetárias. Até agora, telemetria confirma estabilidade térmica e propelente adequado.
Inovações técnicas impulsionam o voo atual
Esta missão testa o hot staging pela primeira vez em escala total. O processo integra ignição e separação, reduzindo massa descartável em 20% comparado a métodos frios. Engenheiros incorporaram pré-cargas em juntas para maior resistência.
Melhorias no sistema de drenagem evitam acúmulos de propelente. Os motores Raptor receberam atualizações para eficiência, com 29 unidades reutilizadas no booster. Essa abordagem corta custos operacionais em testes subsequentes.
A liberação do anel marca o fim dessa configuração. Futuras versões fundem o elemento ao booster, eliminando separações. O voo valida essas transições em ambiente real.
Dados de voos anteriores, como o 10º em agosto, influenciaram ajustes. Aquele teste alcançou reentrada controlada, servindo de base para esta ascensão.
Trajetória orbital exige precisão contínua
A nave atinge velocidade supersônica em minutos após separação. Sensores monitoram vibrações e temperaturas em superfícies térmicas. Propelente criogênico flui sem vazamentos detectados.
Manobras de correção ativam thrusters secundários. A órbita suborbital testa limites de altitude, com pico esperado em 150 km. Equipes preparam religamento para de-orbit.
Imagens de câmeras externas capturam rotação terrestre. O voo integra experimentos de comunicação laser, transmitindo dados em alta taxa.
Preparativos finais garantem segurança total
A FAA aprovou o lançamento após revisões de hardware. Zonas de exclusão aérea cobrem o Golfo e partes do Caribe. Equipes de resgate posicionam-se em rotas de pouso.
Condições climáticas no Texas favoreceram a decolagem. Ventos mantiveram-se abaixo de 15 km/h. Monitoramento ambiental confirmou ausência de emissões anômalas.
O evento segue cronograma de 25 voos anuais, ajustado por lições de testes prévios. Esta missão avança para recuperação total em 2026.
















