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Astrônomos da Nasa detectaram uma anomalia no cometa interestelar 3I/ATLAS em 3 de novembro de 2025, quando uma imagem capturada pelo Telescópio Óptico Nórdico nas Ilhas Canárias revelou uma anticauda apontando diretamente para o Sol. O objeto, descoberto em 1º de julho de 2025 pelo telescópio ATLAS no Chile, é o terceiro visitante interestelar confirmado no sistema solar, após ‘Oumuamua e 2I/Borisov. A mudança estrutural, que incluiu o desaparecimento da anticauda e o surgimento de uma cauda convencional de mais de 56 mil quilômetros, ocorreu em 5 de novembro, gerando debates sobre sua composição química.

A detecção aconteceu durante observações rotineiras, sem impacto imediato na Terra, já que o cometa mantém distância mínima de 270 milhões de quilômetros. Cientistas apontam que a velocidade de 58 km/s e a órbita hiperbólica confirmam sua origem externa. A Nasa coordenou missões como Hubble e James Webb para analisar o fenômeno.

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Detecção inicial e confirmação interestelar

O cometa 3I/ATLAS surgiu em campos densos perto do centro galáctico, o que atrasou sua identificação até julho de 2025. Observações preliminares do telescópio ATLAS em Río Hurtado, Chile, indicaram atividade cometa, como coma marginal e elongação de 3 segundos de arco.

Em 2 de julho, o Telescópio Óptico Nórdico confirmou atividade difusa, com cor avermelhada na coma, similar ao 2I/Borisov. Equipes do Instituto de Astrofísica de Canarias usaram o Telescópio Duplo de Dois Metros no Observatório de Teide para validar os dados.

A designação 3I veio do Minor Planet Center em 2 de julho, marcando-o como interestelar pela alta velocidade vertical W em relação a estrelas próximas.

Características físicas e composição reveladas

A composição inclui dióxido de carbono dominante, água, traços de cianeto e uma liga de níquel incomum, detectada pelo James Webb em 6 de agosto de 2025. Espectroscopia do Very Large Telescope em 21 de agosto confirmou cianeto e níquel na coma.

O núcleo mede entre 440 metros e 5,6 quilômetros de diâmetro, estimado pelo Hubble em 21 de julho. Imagens mostraram um casulo em forma de gota de poeira ao redor do núcleo gelado.

Em outubro, a sonda Perseverance em Marte capturou imagens de longa exposição, registrando o cometa cruzando o céu com estrelas como traços.

A perda de massa de 13% após o periélio em 29-30 de outubro de 2025 sugere desgaseificação atípica, com aceleração não compatível com sublimação padrão.

Sonda chinesa Tianwen-1 registra imagens 3I ATLAS
Sonda chinesa Tianwen-1 registra imagens 3I ATLAS – Reprodução/Tianwen

Observações de múltiplas missões espaciais

Missões da Nasa contribuíram com dados cruciais desde setembro. A sonda Lucy observou em 16 de setembro, enquanto STEREO-A registrou de 11 a 25 de setembro.

A MAVEN capturou imagens em 9 de outubro, e SOHO, da Esa/Nasa, monitorou em 15 e 16 de outubro. O satélite TESS indicou atividade possível desde 7 de maio de 2025, a 6,4 unidades astronômicas do Sol.

  • Hubble realizou espectroscopia ultravioleta em novembro para medir emissões de gás e razão enxofre-oxigênio.
  • James Webb agendou novas observações em dezembro de 2025, pós-periélio.
  • Vera C. Rubin Observatory imageou serendipitosamente de 21 de junho a 3 de julho.

Esses esforços formam um mosaico de dados, permitindo comparações com cometas solares.

Mudanças na estrutura da cauda e cor

A anticauda, jato de material solar, apareceu em julho e agosto, mas sumiu abruptamente em novembro. Substituiu-se por uma cauda convencional, crescendo para 56 mil quilômetros.

A cor mudou para tons azuis intensos, ligada a monóxido de carbono ionizado, observada pelo Hubble e James Webb. Polarização extrema na luz refletida, inédita em cometas, sugere alinhamento de partículas incomum.

Variações erráticas no núcleo indicam atividade além do esperado para corpos helados. Astrofotógrafo Michael Jäger capturou imagem em 28 de novembro de 2025, mostrando anti-cauda afiada, desafiando física cometary.

Essas transformações ocorrem enquanto o cometa cruza Virgem e Leão em dezembro.

Debates científicos sobre aceleração anômala

A aceleração do 3I/ATLAS excede modelos de outgassing, levantando questões sobre dinâmica. Avi Loeb, de Harvard, listou 12 anomalias em novembro de 2025, incluindo jato solar e alinhamento eclíptico com 0,2% de probabilidade.

Outros astrônomos, como Chris Lintott, criticam as especulações, afirmando que o objeto exibe assinaturas clássicas de cometa. Scott Manley e David Kipping apontam falhas na análise estatística de Loeb.

Em 13 de novembro, técnicas de radioastronomia detectaram emissões pela primeira vez, validando reservas voláteis ativas. O Very Large Array planeja mais observações.

  • Trajetória inclinada sugere origem no disco espesso da Via Láctea, com idade estimada em 7,6 a 14 bilhões de anos.
  • Emissão de cianeto detectada em 22 de agosto pelo Observatório Lowell.
  • Nenhuma assinatura tecnológica confirmada pela Nasa em briefings de novembro.

A discussão continua em boletins como MPEC 2025-U142.

Trajetória e visibilidade atual

O periélio ocorreu a 1,36-1,4 unidades astronômicas do Sol, dentro da órbita de Marte. Aproximação mínima à Terra em 19 de dezembro de 2025, a 1,8 unidades astronômicas.

Em março de 2026, passará a 50 milhões de quilômetros de Júpiter, possivelmente alterando sua saída. Magnitude aparente abaixo de 12 exige telescópios para observação.

  • Visível no céu pré-amanhecer até primavera de 2026.
  • Passa atrás do Sol em outubro, reaparecendo em dezembro.
  • Sonda Hera pode imergir na cauda iônica de 25 de outubro a 1 de novembro de 2025.

Astrônomos amadores em qualquer local da Terra podem rastreá-lo agora.

Implicações para estudos interestelares

O 3I/ATLAS oferece cápsula do tempo de outro sistema, com química rica em metanol detectada pelo ALMA. Isso sugere formação em disco protoplanetário com condições diferentes das do Sol.

Comparações com ‘Oumuamua e Borisov destacam variações em composição e atividade. A detecção reforça a importância de redes como ATLAS para defesa planetária.

Observações contínuas pelo JWST em dezembro visam emissões pós-periélio. O objeto viajou milhões de anos pelo espaço interestelar antes da entrada.

Estudos indicam que 68% de confiança aponta para idade avançada, de estrelas no disco espesso. Dados de emissões de rádio em 13 de novembro confirmam material primordial preservado.

Janderson Luiz é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024. Formação: Atleta Profissional de Futebol

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