A Mercedes-Benz revelou nesta segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, o novo GLB EQ, um SUV compacto totalmente elétrico apresentado no passo de montanha Timmelsjoch, na Itália, a 2.500 metros de altitude. O modelo, que substitui o antigo EQB, chega com dimensões ampliadas e foco em famílias, oferecendo configuração opcional para sete ocupantes. A pré-venda inicia imediatamente na Alemanha, com entregas previstas para o início de 2026.
O lançamento marca o terceiro veículo da plataforma MMA da marca, após o CLA Coupé e Shooting Brake. Projetado para equilibrar praticidade e performance elétrica, o GLB EQ incorpora motores síncronos com menor uso de terras raras. A apresentação destacou a eficiência em condições extremas, como frio intenso, onde o aquecimento interno consome metade da energia do antecessor.
A estratégia da Mercedes visa expandir a linha elétrica acessível, com preços competitivos no segmento premium.
- Autonomia WLTP de até 631 km no GLB 250+ EQ.
- Capacidade de reboque de 2 toneladas.
- Porta-malas de 540 litros em configuração de cinco lugares.
- Teto panorâmico Sky Control com opção de privacidade segmentada.
Esses recursos posicionam o veículo como opção versátil para uso diário e viagens longas.
Dimensões ampliadas e espaço interno otimizado
O novo GLB mede 4,73 metros de comprimento, um aumento de 4,8 cm em relação ao modelo anterior, com largura de 1,86 m e entre-eixos de 2,89 m. Essa expansão melhora a estabilidade em curvas e o conforto para passageiros traseiros.
No interior, o sistema MB.OS gerencia telas integradas e comandos de voz aprimorados, permitindo atualizações over-the-air. Materiais sustentáveis, como tecidos reciclados, atendem padrões ambientais da União Europeia.
A configuração de sete lugares mantém acessibilidade, embora reduza o volume de carga para 480 litros quando a terceira fileira está disponível.
Desempenho elétrico e opções de motorização
O GLB 250+ EQ entrega 200 kW de potência e 335 Nm de torque, com tração traseira padrão, acelerando de 0 a 100 km/h em cerca de 7 segundos. A versão 350 4Matic adiciona um motor frontal de 80 kW, totalizando 260 kW e 515 Nm, para tração integral.
Bateria NMC de 85 kWh suporta o ciclo WLTP, com consumo médio de 15,8 a 18,3 kWh/100 km. O câmbio de dois velocidades otimiza aceleração e eficiência em rodovias.
Em testes de pré-lançamento, o modelo demonstrou estabilidade em neve, com sistemas de tração adaptativos.
Para 2026, variantes mild-hybrid com motor 1.5 turbo e 48V chegam em três níveis de potência: 100, 120 e 140 kW, combinando tração dianteira ou integral com transmissão de oito marchas.
O sistema de bomba de calor recupera energia térmica, reduzindo perdas em climas frios e elevando o conforto interno.
Recursos de carregamento e conectividade avançada
Carregamento DC atinge 320 kW, adicionando 260 km de autonomia em 10 minutos no padrão WLTP. Do 10% ao 80%, o processo leva 22 minutos em estações compatíveis.
O carregador AC de 11 kW é padrão, com opção de 22 kW para residências. A arquitetura de 800 volts acelera o fluxo, superando gerações anteriores limitadas a 400 volts.
No painel, o MBUX Superscreen opcional integra navegação e entretenimento, com assistente de voz que aprende preferências do usuário. Recursos como “motorhaube transparente” usam câmeras para visualizar obstáculos off-road.
- Assistente de faixa ativa com correção automática.
- Estacionamento automático diagonal.
- Reconhecimento de sinais de trânsito integrado.
Esses itens elevam o nível de segurança, atendendo normas Euro NCAP.
A conectividade permite subscrições para funções extras, como navegação aprimorada ou perfis personalizados.
Estratégia de preços e disponibilidade no mercado
Na Alemanha, o GLB 250+ EQ parte de 59.048 euros, enquanto o 350 4Matic custa 62.178 euros para clientes privados. Leasing inicia em 305 euros mensais, com 20% de entrada e 36 meses de contrato, limitados a 15 mil km anuais.
Esses valores posicionam o SUV acima de rivais como Skoda Enyaq ou BMW iX1, mas com vantagens em espaço e tecnologia. Opções como teto iluminado com 158 “estrelas” LED são extras, elevando o preço total além de 60 mil euros.
A produção ocorre na fábrica de Kecskemét, na Hungria, unificando linhas de elétricos e híbridos. Entregas globais começam na primavera europeia de 2026, com expansões para outros mercados.
Comparação com antecessores e rivais diretos
Diferente do EQB de 2021, com tração dianteira e autonomia menor, o GLB EQ adota tração traseira e plataforma MMA para maior rigidez estrutural. O aumento no entre-eixos melhora o isolamento acústico em 3 dB.
Contra o Volvo XC40 Recharge, o Mercedes oferece mais espaço para bagagens, incluindo frunk de 127 litros. O Tesla Model Y compete em preço, mas o GLB prioriza conforto familiar com terceira fileira.
Em testes iniciais, o modelo supera o antecessor em eficiência térmica, aquecendo o habitáculo em metade do tempo a -7°C.
A transição para mild-hybrids atende demanda por opções flexíveis, evitando dependência total de infraestrutura elétrica.
Assistências e segurança no dia a dia
O pacote MB.DRIVE inclui frenagem de emergência e monitoramento de fadiga, com atualizações remotas. Airbags centrais e de joelho são novos, cobrindo lacunas em colisões laterais.
Câmeras 360 graus facilitam manobras em áreas urbanas, com detecção de pedestres em baixa velocidade. O sistema adapta limites de velocidade com base em placas.
Para off-road leve, a tração integral distribui torque em milissegundos, suportando inclinações de até 20 graus.
Esses elementos reforçam a classificação de cinco estrelas em testes independentes, priorizando proteção para ocupantes infantis na terceira fileira.
Expansão da linha e perspectivas futuras
Além dos elétricos iniciais, o GLB 200 EQ surge como entrada acessível em 2026, com potência reduzida para 100 kW. Híbridos plug-in seguem, integrando motor elétrico no câmbio para rodadas puras de 70 km.
A Mercedes planeja 25 modelos EQ até 2030, com o GLB como pilar no segmento compacto. Fábricas em expansão, como na China, visam produção local para reduzir emissões logísticas.
O foco em reciclagem de baterias alinha com metas de carbono neutro até 2039.
