O governo dos Estados Unidos admitiu responsabilidade parcial pela colisão aérea ocorrida em 29 de janeiro de 2025, que resultou na morte de 67 pessoas.
O acidente envolveu um jato regional da American Eagle, operado pela PSA Airlines, e um helicóptero Black Hawk do Exército americano, sobre o rio Potomac, próximo ao Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington.
A confissão veio em documento judicial de 209 páginas apresentado pelo Departamento de Justiça em resposta a ação movida pela família de uma das vítimas.
- O helicóptero realizava missão de treinamento com óculos de visão noturna.
- O jato transportava 64 pessoas, incluindo passageiros e tripulação.
- Não houve sobreviventes nos dois aeronaves.
Detalhes da colisão
A colisão aconteceu por volta das 20h47 horário local, quando o jato se aproximava da pista 33 do aeroporto.
Os pilotos do Black Hawk relataram ao controle de tráfego aéreo que mantinham separação visual com o avião comercial.
No entanto, o governo reconheceu que a tripulação do helicóptero falhou em manter vigilância adequada para evitar outras aeronaves.
Essa falha foi considerada causa direta do acidente.
Avião com 64 pessoas bate em helicóptero e cai em Washington.
— Tumulto BR (@TumultoBR) January 30, 2025
Dezenove corpos foram resgatados, segundo informações não oficiais. Voo da American Airlines saiu do Kansas e helicóptero era do Exército pic.twitter.com/2XwPyLSXLV
Falhas no controle de tráfego
Um controlador de tráfego aéreo na torre do aeroporto gerenciava simultaneamente o tráfego de helicópteros e as operações de chegadas e partidas.
O documento judicial aponta que o controlador violou procedimentos da Administração Federal de Aviação (FAA) ao não seguir regras de separação visual entre as aeronaves.
O governo admitiu que essa negligência contribuiu para a proximidade perigosa entre o helicóptero e o jato.
Autoridades destacaram que o espaço aéreo ao redor do aeroporto é um dos mais complexos do mundo, com rotas de helicópteros militares próximas às trajetórias de aviões comerciais.
Contexto do espaço aéreo
O aeroporto Ronald Reagan opera em área restrita devido à proximidade com edifícios governamentais em Washington.
Rotas de helicópteros passam a poucos metros verticalmente das abordagens de pouso.
Nos anos anteriores ao acidente, registraram-se milhares de eventos de proximidade entre helicópteros e aviões comerciais na região.
A FAA implementou restrições a voos de helicópteros não essenciais após o incidente e eliminou o uso de separação visual em certas áreas.
Investigação em andamento
A investigação do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) continua em curso.
Relatórios preliminares indicaram riscos conhecidos no espaço aéreo, incluindo eventos de quase colisão nos anos anteriores.
O NTSB emitiu recomendações urgentes à FAA para melhorar a segurança na área.
O relatório final deve ser divulgado nos próximos meses.
Reações das famílias
Familiares do copiloto Sam Lilley defenderam que a tripulação do jato seguiu todos os procedimentos corretos.
Eles afirmaram que o capitão Jonathan Campos e o copiloto Lilley cumpriram normas federais e práticas padrão da indústria.
A ação judicial inicial foi movida pela família de Casey Crafton, passageiro do voo.
Outras famílias buscam responsabilização total pelas falhas identificadas.
Medidas adotadas após o acidente
A FAA restringiu operações mistas de helicópteros e aviões de asa fixa próximas ao aeroporto.
Eliminou-se a dependência excessiva em separação visual dentro de certos raios.
O Exército revisou protocolos para missões de treinamento em áreas congestionadas.
Essas mudanças visam reduzir riscos semelhantes em espaços aéreos complexos.
O acidente marcou o mais grave desastre aéreo comercial nos Estados Unidos desde 2001, destacando desafios na gestão de tráfego aéreo em regiões de alta densidade.
