A partir de abril de 2026, motoristas do Reino Unido que possuem veículos registrados entre março de 2001 e 23 de março de 2006 enfrentarão um aumento nas taxas do Vehicle Excise Duty (VED), conhecido como imposto de circulação. Modelos como Ford Mondeo V6, Volkswagen Golf R32 e Saab 9-5 estão entre os afetados pelas novas faixas baseadas em emissões de CO2. Os proprietários de carros com emissões acima de 225 g/km pagarão até 790 libras anuais, o que representa um acréscimo em relação aos valores atuais.
Essas alterações ajustam as bandas de emissão para veículos mais antigos que ainda circulam em grande número. Muitos desses carros têm valor de mercado abaixo de 1.500 libras, o que torna a taxa proporcionalmente elevada para os donos. A mudança visa alinhar as cobranças com índices de inflação e critérios ambientais, sem alterar as regras para veículos anteriores a 2001, que continuam baseados no tamanho do motor.
- Ford Mondeo V6: passa de 735 para 760 libras
- Volkswagen Golf R32: sobe de 760 para 790 libras
- Saab 9-5 em faixa alta: chega a 790 libras
- Outros exemplos incluem Saab 900 Convertible, Audi TT 1.8T e Vauxhall Zafira VXR
Ajustes nas faixas de emissão para veículos de 2001 a 2006
Os veículos registrados nesse período seguem um sistema de bandas por emissão de CO2, com teto na banda K para modelos anteriores a 23 de março de 2006. A partir de abril de 2026, a banda para 201-225 g/km passa de 430 para 445 libras. Já a faixa de 226-255 g/km sobe de 735 para 760 libras, enquanto acima de 255 g/km alcança 790 libras. Essas atualizações ocorrem anualmente para acompanhar variações econômicas.
Proprietários de carros com motores maiores ou configurações esportivas sentem o impacto direto. Modelos familiares comuns, como versões V6 do Ford Mondeo ou o Golf R32, entram nas categorias mais altas devido às emissões elevadas na época do lançamento. O governo mantém a revisão constante dessas taxas para financiar serviços públicos, incluindo reparos em estradas.
Muitos donos relatam que o custo anual se aproxima ou supera o valor de revenda do veículo. Essa situação leva alguns a considerar a baixa de documentos ou exportação, especialmente quando o carro ainda funciona bem. A regra de isenção para veículos clássicos só se aplica após 40 anos de fabricação, o que deixa a maioria desses modelos fora dessa proteção por enquanto.
Impacto em modelos cotidianos e opções para proprietários
A elevação não se restringe a SUVs de luxo ou superesportivos. Carros como o Ford Galaxy 2.3, Subaru Forester 2.5 XT, Chrysler PT Cruiser e Jaguar X-Type também entram nas faixas afetadas. Esses veículos, muitas vezes usados por famílias, enfrentam contas que representam uma fatia significativa do orçamento anual de manutenção.
- Land Rover Freelander 2 i6: taxa prevista em 760 libras
- Vauxhall Zafira VXR: sobe para valores na casa das 760-790 libras
- Diversos outros com motores potentes de época
Manter o veículo em uso prolongado pode reduzir emissões totais ao longo do tempo, pois evita a produção de um carro novo, que gera cerca de 17 toneladas de CO2 na fabricação. Algumas orientações sugerem levar o carro a mais de 200 mil milhas para diluir o impacto ambiental por quilômetro rodado. Verificar o histórico de manutenção ajuda a decidir se vale a pena continuar com o modelo atual.
Campanha por redução de taxas em veículos de 20 a 39 anos
Uma petição online reúne assinaturas para pedir redução de 50% no VED para carros nessa faixa etária. Os argumentos apontam que forçar o descarte de veículos funcionais cria uma cultura de descarte e aumenta emissões indiretas pela fabricação de substitutos. Até o momento, a iniciativa conta com dezenas de milhares de apoios e busca alcançar o patamar para debate parlamentar.
O governo respondeu que não há planos para alterar as alíquotas nessa categoria específica. Todas as taxas permanecem sob revisão contínua, com decisões anunciadas em eventos fiscais. A arrecadação contribui para mais de dois bilhões de libras anuais em reparos viários até o final da década.
Detalhes técnicos das novas tabelas de imposto
Para veículos registrados a partir de 1º de abril de 2017, a taxa padrão anual sobe para 200 libras, independentemente do combustível, após o primeiro ano. Carros acima de determinado valor de lista pagam adicional por cinco anos. Já os modelos mais antigos seguem as tabelas de CO2 com os novos valores a partir de abril de 2026.
Donos devem consultar o site oficial do governo para confirmar a banda exata do seu veículo com base no V5C. O pagamento pode ser feito por débito direto para facilitar o parcelamento em até 12 vezes. Qualquer mudança de classe ou baixa do veículo exige atualização junto às autoridades para evitar multas.
Recomendações para motoristas afetados
Avaliar o estado geral do carro e os custos totais de propriedade ajuda na decisão de manter ou substituir o veículo. Modelos com boa manutenção e quilometragem ainda útil podem continuar em uso sem gerar impacto proporcional maior que um carro zero. Planejar o pagamento da taxa com antecedência evita surpresas no orçamento familiar.
A consulta a mecânicos de confiança permite identificar se reparos pequenos justificam a continuidade. Em alguns casos, exportar o carro para mercados onde a taxação é diferente surge como alternativa antes de optar pela baixa definitiva. Motoristas devem ficar atentos às datas de renovação para aplicar as novas alíquotas corretamente a partir de abril.
Verificação de emissões e planejamento financeiro
Cada proprietário pode checar as emissões exatas do seu modelo para prever o valor futuro. Aplicativos e ferramentas online do governo facilitam essa consulta com o número da placa ou dados do documento. Antecipar o custo ajuda a ajustar despesas com combustível, seguro e revisões.
Famílias que usam esses carros no dia a dia precisam equilibrar praticidade e economia. Opções como compartilhamento de viagens ou manutenção preventiva contribuem para estender a vida útil sem aumentar o impacto ambiental. O foco permanece na conformidade com as regras vigentes enquanto se busca soluções individuais.

