O deputado Thomas Tiffany, do Wisconsin, afirmou que ameaçar enviar pornografia de vingança não é apropriado para um membro do Congresso. Ele fez o comentário durante conversa informal com repórter do TMZ enquanto caminhava em direção ao Capitólio na terça-feira. Tiffany evitou emitir julgamento definitivo sobre o colega da Flórida, o deputado Cory Mills.
A troca ocorreu após o repórter mencionar uma ordem de proteção emitida por juiz da Flórida em nome de uma ex-namorada de Mills. A mulher alegou que Mills ameaçou divulgar imagens e vídeos íntimos dela após o fim do relacionamento. Mills negou as acusações, mas o juiz considerou que ele não apresentou defesa crível e concedeu a medida restritiva.
Tiffany questiona detalhes da investigação
O deputado do Wisconsin destacou que o Comitê de Ética da Câmara dos Representantes investiga as alegações contra Mills. Ele perguntou ao repórter se o colega havia sido condenado por algum crime. O repórter respondeu que um juiz havia emitido ordem de proteção. Tiffany então reconheceu que o ato de ameaçar enviar pornografia de vingança não se adequa ao cargo de congressista.
A conversa começou de forma leve. Os dois homens, ambos pais de meninas, comentaram sobre a paternidade. O tom mudou quando o assunto passou para o caso envolvendo o deputado da Flórida. Tiffany manteve postura cautelosa ao longo do diálogo e não aprofundou opiniões pessoais além da declaração inicial.
- O Comitê de Ética da Câmara analisa as denúncias contra o deputado Cory Mills
- Uma ordem de proteção foi concedida pela Justiça da Flórida em outubro do ano passado
- A medida proíbe contato e aproximação da ex-namorada até janeiro
- O caso envolve alegações de ameaças após o término de um relacionamento
Antecedentes do caso envolvendo Cory Mills
Uma ex-namorada de Mills, identificada como Lindsey Langston, obteve a ordem de proteção em outubro de 2025. O juiz de circuito da Flórida determinou que havia risco iminente de violência no contexto de relacionamento. A decisão impede Mills de contatar a mulher e de se aproximar dela em até 500 pés de sua residência ou local de trabalho.
As alegações remontam ao período após o fim do relacionamento. A mulher relatou à polícia que Mills fez ligações repetidas de números diferentes e ameaçou divulgar materiais íntimos. Ela também mencionou temores de que ele pudesse prejudicar futuros parceiros dela. Mills negou as acusações em declarações anteriores e qualificou parte das informações como distorcidas.
O caso ganhou atenção pública porque Langston é a atual detentora do título de Miss United States. A ordem de proteção tem validade inicial até o início de janeiro, com possibilidade de prorrogação. O Comitê de Ética da Câmara continua a apuração dos fatos relatados.
Reação de Tiffany e contexto no Capitólio
Tiffany evitou condenar diretamente o colega e preferiu remeter o assunto à investigação em curso. Ele questionou se havia condenação criminal, o que indica cautela em relação a julgamentos preliminares. A declaração sobre a inadequação da conduta surgiu como resposta ao ponto específico da ameaça de divulgação de imagens.
A conversa ocorreu em um momento de movimento normal no Capitólio. Repórteres frequentemente abordam congressistas em corredores ou acessos ao prédio para obter reações rápidas sobre temas do dia. Neste caso, o foco recaiu sobre questões de conduta pessoal de membros do Legislativo. Tiffany não estendeu o comentário a outros aspectos ou a rumos políticos.
Outros detalhes mencionados na abordagem
Em tom mais descontraído, o mesmo repórter conversou com outro deputado, Maxwell Frost, da Flórida, de 29 anos. A pergunta tratou do cenário de encontros para congressistas solteiros em Washington. Frost, que mantém relacionamento estável de longa data, disse ter pouco conhecimento sobre o assunto, mas participou da conversa de forma amigável.
Esses diálogos ilustram como repórteres buscam reações diretas de parlamentares em espaços públicos do Capitólio. O episódio com Tiffany ganhou destaque por envolver comentário sobre alegações em investigação contra um colega. Nenhum dos deputados citados emitiu nota oficial adicional após a abordagem.

