Juíza federal Eleanor Ross admite relação sexual com subchefe de polícia em tribunal de Atlanta

Juíza federal Eleanor Ross e subchefe de polícia Kelley Collier - Reprodução

Juíza federal Eleanor Ross e subchefe de polícia Kelley Collier - Reprodução

A juíza federal Eleanor Ross admitiu ter mantido um relacionamento extraconjugal de dois anos com o subchefe de polícia Kelley Collier. Os encontros ocorreram no gabinete dela no tribunal federal em Atlanta, na Geórgia. A magistrada inicialmente negou as acusações. Funcionários relataram ter ouvido gemidos e sons altos vindos da sala durante o horário de trabalho. Um exame laboratorial encontrou traços de sêmen em uma almofada de sofá citada por testemunhas.

A relação expôs o ambiente de trabalho dos assessores jurídicos a situações desconfortáveis. A investigação interna da 11ª Circunscrição Judicial detalhou os fatos. Ross, nomeada por Barack Obama em 2013, enfrentou questionamentos sobre conduta inadequada. O comitê concluiu que os episódios demonstraram falta grave de discernimento.

Juíza nega acusações em carta inicial

Eleanor Ross enviou carta ao juiz presidente William H. Pryor Jr. negando qualquer relação sexual no gabinete ou em outras áreas do tribunal. Ela atribuiu as denúncias a um assistente jurídico insatisfeito. A juíza de 58 anos classificou as alegações como absurdas e infundadas na ocasião. Depoimentos de vários funcionários, porém, contradisseram a versão inicial.

Registros de visitantes e imagens de segurança reforçaram os relatos. O subchefe Kelley Collier, da divisão de serviços comunitários da Polícia de Atlanta, apareceu com frequência uniforme no local. Testemunhas mencionaram sons de beijos e gemidos audíveis através das paredes. A pressão aumentou com o avanço da apuração interna.

Exame em sofá confirma evidência física

O comitê especial coletou material de uma almofada de sofá no gabinete. O resultado do exame laboratorial indicou presença de sêmen. Testemunhas já haviam apontado aquele móvel como cenário de um dos encontros. A descoberta levou Eleanor Ross a rever sua declaração.

A juíza admitiu então o caso extraconjugal. Ela reconheceu ter se envolvido em conduta sexual imprópria no local de trabalho. Ross descreveu como desonestidade a negativa anterior. O relacionamento durou cerca de dois anos, entre 2023 e 2025, segundo os documentos da investigação.

  • Depoimentos de assessores jurídicos sobre ruídos audíveis
  • Registros de entrada confirmando visitas frequentes de Collier
  • Imagens de câmeras de segurança do prédio do tribunal
  • Análise laboratorial da mancha no sofá
  • Carta de admissão enviada pela própria juíza

Reprimenda privada preserva detalhes do caso

O comitê optou por aplicar reprimenda privada em vez de pública. A decisão manteve o nome de Eleanor Ross e muitos detalhes fora dos autos públicos inicialmente. O vazamento posterior expôs os nomes e os principais elementos. Ross permanece no cargo e deve enviar cartas de desculpas aos ex-assessores.

Kelley Collier também é casado. O caso levanta questões sobre possível conflito de interesses, dado o papel dele na polícia. A Polícia de Atlanta informou que analisa internamente a situação do subchefe. Até o momento, não há informação sobre punições adicionais para ele.

Magistrada indicada por Obama em 2013

Eleanor Ross atua no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Geórgia. Sua nomeação ocorreu durante o governo Barack Obama e recebeu confirmação do Senado em 2014. A juíza integrou processos de relevo ao longo da carreira. O episódio atual representa mancha inédita em seu histórico profissional.

O relatório da comissão judicial destacou o impacto negativo no ambiente de trabalho. Assessores relataram desconforto ao ouvir os sons durante o expediente. A situação criou tensão interna na corte. O comitê avaliou que o comportamento comprometeu a imagem da instituição.

Detalhes do relacionamento e do inquérito

O caso envolveu encontros durante o horário comercial. Funcionários ouviram ruídos em múltiplas ocasiões. A investigação considerou logs de acesso, depoimentos e evidência física. Ross mudou de posição após confrontada com os resultados do exame. O comitê evitou exposição maior ao optar pela reprimenda reservada.

O vazamento dos nomes reacendeu o debate sobre ética judicial. Especialistas apontam que relações entre juízes e agentes da lei geram riscos de imparcialidade em processos. Não há indícios de que o relacionamento tenha influenciado decisões específicas. A apuração focou na conduta dentro do tribunal.

Repercussão no Judiciário federal americano

Casos de misconducto judicial recebem tratamento sigiloso na maior parte das vezes. A reprimenda privada é medida comum para infrações graves sem caráter criminal. Eleanor Ross continua exercendo suas funções na sala 1708 do tribunal federal em Atlanta. O episódio serve de alerta interno sobre padrões de conduta.

A Polícia de Atlanta confirmou a identidade de Kelley Collier como subchefe da divisão de serviços comunitários. Ele comanda iniciativas de proximidade com a população. A corporação abriu apuração paralela. Detalhes sobre o andamento dessa investigação interna ainda não foram divulgados.

O caso ganhou atenção nacional após a divulgação dos nomes. Publicações especializadas em documentos judiciais repercutiram os fatos. A juíza e o subchefe evitam comentários públicos sobre o assunto.

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